Estratégia

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Estratégia (do grego antigo στρατηγία: stratēgia, tendo como significado a arte de liderar uma tropa; comandar)[1] designava o comandante militar, à época de democracia ateniense. O idioma grego apresenta diversas variações, como strategicós, ou próprio do general chefe; stratégema, ou estratagema, ardil de guerra; stratiá, ou expedição militar; stráutema, ou exército em campanha; stratégion, ou tenda do general, dentre outras.

Área Militar[editar | editar código-fonte]

Na área militar, pode ser definida hoje como principalmente como a ciência dos movimentos segundo obra dos irmãos Jorge e Júlio Stumpf de Vasconcelos, em que é considerada como dinâmica e computacional uma vez que o próprio Sun Tzuo, em que os irmãos ;e tomado como a base da obra, já a definia como do planejamento e re - planejamento da guerra e do domínio econômico, pois no dia D o inimigo poderá identificar a estratégia, não só pela infiltração como no estudo. Dessa forma e através da estratégia militar foram criados os conhecidos serviços de inteligência e aprimorada a arte de guerrear, sendo as diretrizes e mensagens cifradas importantes como a codificaçào,decodificaçào como aparelhos capazes de destruir a mensagens após serem lidas.

Sun Tzu foi o estrategista que no século IV a.C. escreveu um tratado nominado A Arte da Guerra que abordava de forma abrangente as estratégias militares.Segundo Sun Tzu, a formulação de uma estratégia deve basicamente respeitar quatro princípios fundamentais entre muitos outros:

  • Princípio da escolha do local de batalha: seleção dos mercados onde a empresa vai competir seja em terra ou mar, considerando o ar como mar.
  • Princípio da concentração das forças: organização dos recursos da empresa e do esforço de reaparelhamento e logística.
  • Princípio do ataque: implementação das ações competitivas da empresa e reformulaçáo desse ataque.
  • Princípio das forças diretas e indiretas: gestão das contingências e táticas operacionais como Econometria, que seria a Economia - matemática, medida.

Apesar de os negócios não serem guerras, a realidade mostra que negócios e guerra podem ter muitos elementos em comum e as verdades de Sun Tzu podem, da mesma forma, mostrar o caminho da vitória em todas as espécies de conflitos comerciais comuns, como as batalhas em salas de conselhos de administração ou na luta diária pela sobrevivência, que todas as empresas enfrentam.

"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas" Sun Tzu

Apesar de Sun Tzu ser uma referência incontestável, não se devem menosprezar outras personalidades como Napoleão, Adolf Hitler e Mao Tse Tung que seguiram muitos dos ensinamentos e orientações do sábio chinês.

O Livro dos Cinco Anéis foi escrito em 1645 pelo guerreiro mais famoso do Japão, o samurai Miyamoto Musashi. É livro de cabeceira e referência para empresários, políticos e militares japoneses. O livro contém as estratégias e técnicas do seu estilo , o Niten Ichi Ryu, onde estão os segredos que o tornaram imbatível por mais de 60 duelos durante toda a sua vida.

Nicolau Maquiavel também escreveu uma obra chamada Dell'arte della guerra (A Arte da Guerra) além de outras obras de suma importância ao estrategismo.

O general francês André Beaufre produziu uma das definições de estratégia mais brilhante e elegante quando disse: "estratégia é a arte da dialética das vontades valendo-se da força para resolver o seu conflito".[2]

A teoria da dinâmica simbiótica[editar | editar código-fonte]

A dinâmica simbiótica é uma teoria sócio-econômica que descreve o problema estratégico como um complexo sistema sócio-técnico, constituído por uma relação simbiótica entre subsistemas dotados de dinâmicas autopoiéticas e alopoiéticas das quais emergem uma macro-dinâmica autopoiética. Este complexo sistema é composto por uma ampla gama de componentes e interações que são perturbadas por complexos laços de realimentação entre a organização e os supra-sistemas autopoiéticos dentro dos quais ela está incorporada. No que diz respeito à simbiose entre máquinas com identidades diferentes, esta concepção exige que a estratégia seja direcionada para a configuração de acoplamentos em níveis diversos [3].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Vasconcellos, Jorge e Júlio Stumpf - Princípios de Defesa Militar - Editora Biblioteca do Exército e Marinha do Brasil
  • Harvard Business Essentials - Estratégia - Editora Record
  • Whittington, Richard - O que é estratégia - Editora Thomson
  • Filipe, José; Carvalho, José - Manual de Estratégia - Conceitos, Prática e Roteiro

Referências

  1. «Henry George Liddell, Robert Scott, A Greek-English Lexicon». Perseus. Consultado em 18 de novembro de 2015 
  2. BEAUFRE, A.; Introduccion a la Estrategia; Editorial Struhart & Cia; Buenos Aires, 1982
  3. Leonardo A. A. Terra, João L. Passador (2016). «Symbiotic Dynamic: The Strategic Problem from the Perspective of Complexity». Systems Research and Behavioral Science. 33 (2): 235-248. doi:10.1002/sres.2379 
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