Estudos de gênero

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Vários símbolos de identidade de gênero estilizados como anéis olímpicos

Estudos de gênero é um campo de estudo interdisciplinar dedicado à identidade de gênero e à representação de gênero como categorias centrais de análise. Esse campo inclui estudos sobre as mulheres (sobre mulheres, feminismo, gênero e política), estudos sobre os homens e estudos queer.[1] Às vezes, estudos de gênero são definidos como conjunto ao estudo da sexualidade humana. Essas disciplinas estudam gênero e sexualidade nos campos da literatura, língua, geografia, história, ciência política, sociologia, antropologia, mídia,[2] desenvolvimento humano, direito, saúde pública e medicina.[3] Elas também analisam como raça, etnia, localização, classe, nacionalidade e deficiência se cruzam com as categorias de gênero e sexualidade.[4][5]

Em relação ao gênero, Simone de Beauvoir disse: "Não se nasce mulher, se torna uma".[6] Essa visão propõe que, nos estudos de gênero, o termo "gênero" deve ser usado para se referir às construções sociais e culturais das masculinidades e feminilidades e não ao estado de ser homem ou mulher em sua totalidade.[7] No entanto, essa visão não é mantida por todos os teóricos de gênero. A visão de Beauvoir é a que muitos sociólogos apoiam, embora haja muitos outros contribuintes para o campo dos estudos de gênero com diferentes origens e pontos de vista opostos, como o psicanalista Jacques Lacan e feministas como Judith Butler.

O gênero é pertinente a muitas disciplinas, como a teoria literária, os estudos de teatro e do cinema, a história da arte contemporânea, a antropologia, a sociologia, a sociolinguística e a psicologia. No entanto, essas disciplinas às vezes diferem em suas abordagens sobre como e por que o gênero é estudado. Por exemplo, na antropologia, na sociologia e na psicologia, o gênero é frequentemente estudado como uma prática, enquanto nos estudos culturais as representações de gênero são mais frequentemente examinadas. Na política, o gênero pode ser visto como um discurso fundamental que os atores políticos empregam para posicionar-se em uma variedade de questões.[8] Os estudos de gênero também são uma disciplina em si, incorporando métodos e abordagens de uma ampla gama de disciplinas.[9]

Cada campo passou a considerar o "gênero" como uma prática, às vezes referida como algo que é performativo. A teoria feminista da psicanálise, articulada principalmente por Julia Kristeva[10] (a "semiótica" e "abjeção") e Bracha L. Ettinger[11] (o "eros matricial feminino-prematerno-materno",[12] a "trans-subjetividade matricial" e as "fantasias maternais primitivas"),[13] e informadas por Freud, Lacan e pela teoria da relação de objetos, é muito influente nos estudos de gênero. De acordo com Sam Killermann, o gênero também pode ser dividido em três categorias, identidade de gênero, expressão de gênero e sexo biológico.[14]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Ainda no século XIX, a questão do estudo de gênero foi abordada em diversas obras como dicionários e revistas através de críticas ao modelo tradicional masculino. Por exemplo, em "Mulheres influentes e seu povo", a feminista alemã Louise Otto-Peters critica os métodos de seleção de biografias da época caracterizados pela união aos homens e não por feitos próprios. Neste contexto, inclui-se também o papel da mulher na revolução francesa no qual também lutaram por igualdades de direitos, seguidos a reivindicações por direitos políticos e sociais principalmente no que se refere a maternidade e posteriormente à questão profissional e do lar.[15]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Embora o movimento feminista no Brasil tenha se intensificado a partir dos anos 1970, foi mais tardia a introdução do tema no mundo acadêmico.[16] Foucault se popularizou entre os acadêmicos brasileiros a partir do fim da década de 1980, e a partir de então surgem os primeiros estudos sobre a condição feminina no Brasil baseados nas premissas do debate teórico iniciado nos EUA.

A introdução dos estudos de gênero no Brasil se deu através de iniciativas coordenadas nas áreas de história e sociologia a partir dos anos 1990. Nessa mesma época foi criado na UNICAMP o Grupo de Estudos de Gênero Pagu, sob a liderança de Margareth Rago, Adriana Piscitelli, Elisabeth Lobo e Mariza Corrêa,[17] grupo esse responsável pela edição do periódico Cadernos Pagu,[18] hoje referência na área.

Diferença entre sexo e gênero[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Diferença entre sexo e gênero

Os conceitos de gênero e sexo biológico embora possam parecer sinônimos foram utilizados separadamente para enfatizar a distinção entre a condição biológica determinante do sexo e as construções sociais que envolvem as relações entre gêneros.[15] Segundo Soihet (op cit., págs. 266 e 267), "gênero" abrange o aspecto relacional entre as mulheres e os homens, onde nenhum dos dois podem ser compreendidos em estudos que os considere em separado. Soihet (op cit., pág. 267) frisa ainda que o termo gênero foi proposto em defesa de que "a pesquisa sobre as mulheres transformaria fundamentalmente os paradigmas da disciplina; acrescentaria não só os novos temas, como também imporia uma reavaliação crítica das premissas e critérios do trabalho científico" e que implicaria não apenas em "uma nova história das mulheres, mas uma nova história"[19]

Ideologia de gênero[editar | editar código-fonte]

Nos estudos de gênero, ideologia de gênero é a expressão usada para descrever as crenças normativas sobre os papéis sociais apropriados e as naturezas fundamentais de mulheres e homens, sejam essas pessoas cisgênero ou transgênero, nas sociedades humanas. A distinção entre sexo e gênero é central para o conceito, visto que as diferenças biológicas entre homens e mulheres, ou suas diferenças sexuais, são usadas como base para a atribuição de gênero e a construção cultural de identidades de gênero. As pessoas são atribuídas a um gênero em todas as sociedades, mas os sistemas de gênero e as ideologias de gênero que são pensados para ajudar a sustentá-los são culturalmente variáveis.[20][21] Por esta ótica, não existe apenas o gênero masculino e feminino, mas um espectro que pode ser muito mais amplo do que a identificação binária.[22]

A ideologia de gênero é o sistema de crenças pelas quais as pessoas explicam, responsabilizam e justificam seu comportamento e interpretam e avaliam o dos outros. Em suma, é o conjunto de crenças que governam a participação das pessoas na ordem de gênero e pelo qual explicam e justificam essa participação.[23] O conceito é frequentemente usado, mas raramente questionado, em contraste a outros, como a identidade de gênero. Suspeita-se que a flexibilidade das definições e os múltiplos significados associados à ideologia, em geral, sejam a fonte de seu uso comum e de sua desconsideração conceitual. Em “terminologia de reorganização” (Gerring 1997: 960), a ideologia de gênero é frequentemente usada como sinônimo de conceitos como atitudes de gênero, normas de gênero, poder de gênero, relações de gênero, estruturas de gênero e dinâmicas de gênero.[24]

Outros significados[editar | editar código-fonte]

O termo ideologia de gênero no significado literal é encontrado em publicações e estudos sobre vários temas:

  • Em arqueologia, o termo é usado para tentar explicar as dinâmicas de gênero das sociedades, por exemplo no livro In Pursuit of Gender: Worldwide Archaeological Approaches, a definição de Hays-Gilpin e Whitley é que a ideologia de gênero são os significados e valores atribuídos às categorias de gênero em uma dada cultura e atribuição de gênero a fenômenos ou ideias como sol/lua, terra/céu, macio/duro etc.[25]
  • Nos estudos de linguística, quando pesquisado as relações, as interseções e tensões entre linguagem e gênero.[26]
  • Em história, por exemplo as origens da desigualdade entre homens e mulheres que se estabeleceu na Era Vitoriana.[27] A manutenção dos papeis de gênero durante o comunismo na Europa nomeada como "ideologia de gênero neotradicional"[28] e também após o colapso do regime.[29]
  • Em sociologia, o termo é encontrado em discussões sobre a exclusão social baseada em gênero por exemplo no trabalho e esfera pública,[30] no serviço militar,[31] nos esportes[32] etc.
  • Em pedagogia, por exemplo ao estudar a associação entre a ideologia de gênero precoce e simultânea dos pais e os comportamentos de gênero e as atitudes de gênero dos filhos ,[33]
  • Em livros sobre religião, como sobre as demandas no programa de catolicismo nacional de Francisco Franco conflitantes com o desenvolvimento econômico patrocinado pelo Estado que pretendia uma sociedade de consumo moderna,[34] estudo e publicação sobre uma "personalização" do catolicismo em Gana.[35] Livro de Susan Starr Sered, Priestess, Mother, Sacred Sister: Religions Dominated by Women que descreve e analisa religiões, espalhadas por todo o mundo, em que as mulheres são a maioria dos líderes e a maioria dos participantes.[36]

Críticas[editar | editar código-fonte]

O historiador e teórico Bryan Palmer argumenta que a atual dependência dos estudos de gênero no pós-estruturalismo - com sua reificação do discurso e evitação das estruturas de opressão e lutas de resistência - obscurece as origens, significados e consequências de eventos e processos históricos. Palmer procura combater as tendências atuais nos estudos de gênero com um argumento para a necessidade de analisar as experiências vividas e as estruturas de subordinação e poder.[37]

A teórica feminista Rosi Braidotti (1994) criticou os estudos de gênero como "a tomada da agenda feminista pelos estudos sobre masculinidade, o que resulta na transferência de financiamento de cargos feministas para outros tipos de cargos. Houve casos de cargos anunciados como 'estudos de gênero' que foram entregues a 'garotos inteligentes'. Algumas das tomadas competitivas têm a ver com estudos sobre homossexuais. De especial significado nesta discussão é o papel da editora Routledge, que, em nossa opinião, é responsável por promover o gênero como uma forma de desradicalizar a agenda feminista, revender a masculinidade e a identidade masculina gay".[38] Calvin Thomas respondeu que, "como Joseph Allen Boone ressalta, 'muitos dos homens da academia que são os 'aliados' feministas mais solidários são gays'" e que é "falso" ignorar as maneiras pelas quais editoras importantes, como a Routledge, promoveram teóricas feministas.[39]

Entre grupos religiosos e conservadores, desde o início do século XXI, o termo tem sido apropriado sem respaldo científico para distorcer aspectos dos estudos de gênero com o objetivo de criar um tipo de pânico moral e alimentar teorias conspiratórias sobre um conluio mundial para "destruir os valores familiares" e voltar a opinião pública contra políticas sociais direcionadas para as mulheres e a população LGBT, uma estratégia conhecida como falácia do espantalho.[40][41] A Igreja Católica tem usado o termo a partir da década de 90,[42] pelo menos desde 1998, ano de publicação de uma nota da Conferência Episcopal do Peru, intitulada "A ideologia de gênero: seus perigos e alcances".[43] O Papa Francisco falou sobre "colonização ideológica",[44] e em 2019, a Congregação para a Educação Católica publicou o documento denominado "Homem e mulher os criou" cujo subtítulo é “Para uma via de diálogo sobre a questão do gender na educação.”[45] A França foi um dos primeiros países em que essa alegação se espalhou quando movimentos católicos marcharam nas ruas de Paris contra a lei sobre casamento e adoção de homossexuais.[46] Bruno Perreau mostrou que esse medo tem profundas raízes históricas.[47] Ele argumenta que a rejeição dos estudos de gênero e da teoria queer expressa ansiedades sobre a identidade nacional e as políticas voltadas para minorias. Jayson Harsin estudou os aspectos do movimento da teoria anti-estudos de gênero francês e descobriu que ele partilha qualidades com a política populista de direita do pós-verdade.[48]

O ensino de certos aspectos da teoria de gênero foi banido nas escolas públicas de Nova Gales do Sul, na Austrália, após uma revisão independente sobre como o Estado ensina educação sexual.[49] Na Europa Central e Oriental, os movimentos "anti-estudos de gênero" estão em ascensão, especialmente na Polônia, na Rússia[50][51] e na Hungria, onde chegaram a ser proibidos em outubro de 2018.[52]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  2. Krijnen, Tonny; van Bauwel, Sofie (2015). Gender And Media: Representing, Producing, Consuming. New York: Routledge. ISBN 978-0-415-69540-4 
  3. «About – Center for the Study of Gender and Sexuality (CSGS)». The University of Chicago. Consultado em 1 de maio de 2012 
  4. Healey, J. F. (2003). Race, Ethnicity, Gender and Class: the Sociology of Group Conflict and Change.
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  17. Rago, M. Descobrindo historicamente o gênero. Cadernos Pagu, 11 (1998), p. 89.
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  19. apud Scott, J. Gênero uma categoria útil de análise histórica. Recife: SOS Corpo,1991
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]