Estufa Fria

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Estufa Fria
Estufa Fria de Lisboa
Localização Parque Eduardo VII, Lisboa, Portugal
Tipo Público
Área 1,5 hecatres
Inauguração 1930 (91 anos)
Administração Câmara Municipal de Lisboa

A Estufa Fria é um jardim em estufa situado no Parque Eduardo VII, entre a Alameda Engenheiro Edgar Cardoso e a Alameda Cardeal Cerejeira em Lisboa.

O seu nome provém de ter sido pensada como uma zona de abrigo de plantas diversas e de não ser usado um sistema de aquecimento (na zona fria).[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Com cerca de 1,5 hectares de área, é constituída por três partes, a Estufa Fria propriamente dita, a Estufa Quente e a Estufa Doce. A área fria, a maior das três com cerca de 8100 m², é coberta com um ripado de madeira que controla de forma natural a temperatura e a luz no interior. Alberga espécies como a azálea (Rhododendron spp.) e cameleiras (Camellia japonica), provenientes de diversos pontos do globo.

A zona da Estufa Quente ocupa cerca de 3000 m² e alberga espécies tropicais como o cafeeiro (Coffea sp.) ou a mangueira (Mangifera indica).

A Estufa Doce possui espécies pertencentes à família das Cactaceae, e outras plantas suculentas, como o aloé (Aloe vera).

Toda a Estufa é ornamentada com pequenos lagos e cascatas e também obras de estatuária.

História[editar | editar código-fonte]

A Estufa Fria foi inaugurada em 1933, sendo o resultado de um projecto idealizado pelo arquitecto Raul Carapinha. Foi construída sobre uma zona de antiga extracção de basalto, actividade interrompida após a descoberta de uma nascente de água no local.[2]

A Estufa sofreu uma remodelação, que acompanhou a remodelação do Parque Eduardo VII, nos anos 40 com a construção do lago à entrada e uma enorme sala, a chamada nave, onde ainda hoje se realizam vários tipos de eventos..

Em 1975 duas novas secções abriram, a Estufa Quente e a Estufa Doce, expandindo a colecção botânica para incluir espécies tropicais e equatoriais.

A designação "Estufa Fria" provém do facto de não utilizar qualquer sistema de aquecimento. As ripas de madeira que a cobrem protegem as plantas das temperaturas excessivamente frias ou quentes.

Do património artístico da Estufa fazem parte estátuas de Soares Branco, Leopoldo de Almeida, e Pedro Anjos Teixeira. Quanto ao pórtico da entrada, trata-se de um projecto de Francisco Keil do Amaral.

Actualidade[editar | editar código-fonte]

Em 29 de Abril de 2009, a Estufa Fria fechou, devido ao risco de colapso da sua estrutura metálica de cobertura.[3] Depois de dois anos de obras, reabriu a 29 de Abril de 2011.[4]

Referências

  1. «Cópia arquivada» (PDF). Consultado em 16 de abril de 2007. Arquivado do original (PDF) em 24 de outubro de 2008 
  2. «Cópia arquivada» (PDF). Consultado em 16 de abril de 2007. Arquivado do original (PDF) em 24 de outubro de 2008 
  3. «PUBLICO.PT - Risco de colapso obriga ao encerramento da Estufa Fria pelo menos por nove meses». Consultado em 8 de Novembro de 2009. Arquivado do original em 27 de setembro de 2009 
  4. Correio da manhã (30 Abril 2011). «Estufa Fria reabre ao público» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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