Euclides Pinto Martins

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Euclides Pinto Martins
Pinto Martins em traje de piloto
Nascimento 15 de abril de 1892
Camocim
Morte 12 de abril de 1924 (31 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Aviador

Euclides Pinto Martins (Camocim/CE, 15 de abril de 1892Rio de Janeiro, 12 de abril de 1924) foi um aviador brasileiro. Nasceu na casa que abriga a Biblioteca Municipal. Ainda jovem e em fins de 1922 foi escolhido como parte da tripulação do avião Curtis H-16 fretado pelo jornal "The New York World", que patrocinava a tentativa de uma viagem aérea pioneira entre as Américas do Norte e do Sul.

A viagem começou em Nova Iorque, em novembro de 1922, e terminou no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1923, após terem sido cobertos os 5678 quilômetros do percurso com cem horas de voo a cada instante interrompidos pelos mais variados problemas, e primeiro pouso em águas brasileiras ocorreu no dia 17 de novembro de 1922, quando Martins e seus colegas americanos aterrissaram na foz do rio Cunani.

O episódio foi posteriormente narrado pelo próprio Pinto Martins a um repórter do Jornal "O Estado do Pará":

Essa e outras aventuras tornaram a viagem Nova Iorque - Rio de Janeiro uma terrível aventura de obstáculos, só superados pela coragem dos tripulantes. Martins foi recebido pelo presidente Artur Bernardes e recebeu um prêmio de 200 contos de réis. Viajou à Europa, voltou ao Rio e iniciou negociações para explorar petróleo. Foi quando ocorreu sua morte brutal, no dia 12 de abril de 1924. Até hoje o episódio não está bem explicado, mas Monteiro Lobato, em seu livro "Escândalo do Petróleo e do Ferro", sustenta que Martins foi vítima dos poderosos lobbies interessados em atrasar o desenvolvimento brasileiro.

A verdade talvez nunca venha a ser conhecida. Depois de discutir com seu companheiro de viagem Walter Hinton ele sacou de uma arma e suicidou-se à vista da amante.

Em 1952, atendendo as aspirações dos seus conterrâneos, o Presidente Café Filho sancionou Lei no Congresso oficializando o nome de Pinto Martins para o aeroporto da capital cearense. Justiça, mas ainda pequena, para o homem dinâmico que, na década de 1920, soube antever a importância econômica da ligação aérea regular entre os Estados Unidos e o Brasil. E que teve coragem de investir na exploração de petróleo, no Brasil, quando isso era por todos apontado como uma loucura. Sobre a relação de Pinto Martins com a exploração do petróleo, há algumas informações adicionais no livro de Monteiro Lobato "O Escândalo do Ferro e do Petróleo", que o coloca como um dos mártires dos estudos de prospecção de petróleo no Brasil. A viagem Nova Iorque - Rio de Janeiro também era considerada loucura, mas ele a concluiu.

A população de Camocim, sua terra natal, considera-o um herói por seu ato de coragem e pioneirismo.

O Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, leva seu nome.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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