Eugênio Bucci

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Eugênio Bucci, quando presidia a Radiobras.

Eugênio Bucci (Orlândia) é um jornalista brasileiro[1] nascido em 1958[2]. É professor titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde dá aulas de graduação e pós-graduação [3]. É também membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados, da mesma universidade [4]. Ainda na USP, ocupa o cargo de Superintendente de Comunicação Social[5]. Escreve quinzenalmente na página 2 do jornal O Estado de S. Paulo[6] e é colunista quinzenal da Época (revista)[7].

É membro do Conselho Consultivo da Fundação OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo)[8]. Integra o Conselho Deliberativo do Instituto Vladimir Herzog[9] e o Conselho Consultivo da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial)[10]. Integra ainda os Conselhos Editoriais das revistas Interesse Nacional (ISSN 1982-8497) e Pesquisa Fapesp. Foi professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), entre 2010 e 2014[11], onde dirigiu o curso de Pós-Graduação em Jornalismo com Ênfase em Direção Editorial, de 2011 a 2013.

Foi presidente da Radiobrás de 2003 a 2007 e integrou o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura de São Paulo) de 2007 a 2010. Na Editora Abril, foi diretor de redação das revistas mensais "Superinteressante" e "Quatro Rodas", e Secretário Editorial.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ganhou o prêmio Luiz Beltrão de Ciências de Comunicação, na categoria Liderança Emergente (2011), o Prêmio "Excelência Jornalística 2012", da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), e o Prêmio Esso de “Melhor Contribuição à Imprensa” (2013), concedido à "Revista de Jornalismo ESPM" da qual é orientador editorial [4]. Também recebeu o Prêmio Tese Destaque USP por orientação no trabalho: “O príncipe digital: estruturas de poder, liderança e hegemonia nas redes sociais” da Dra. Maíra Carneiro Bittencourt Maia e foi o Jornalista Homenageado 2017 do Prêmio Especialistas - Negócios da Comunicação.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formou-se em Comunicação Social pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (1982) e em Direito também pela Universidade de São Paulo (1988) [12]. Pela ECA-USP, doutorou-se em 2002 e defendeu sua tese de livre-docência em 2014.

Em 1980, elegeu-se como suplente para a diretoria do DCE da USP (como um dos representantes da tendência estudantil Liberdade e Luta na chapa), e passou a integrar a diretoria logo no início da gestão.

Em 1984 foi presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP[11]. A chapa de sua campanha chamava-se "The Pravda", alusão irônica dupla ao jornal americano The New York Times e ao informativo oficial soviético Pravda. A mesma chapa elegeu seu sucessor, Fernando Haddad, seu companheiro desde essa época.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores nos anos 80, foi um dos criadores e o primeiro editor da revista Teoria e Debate, editada pela Fundação Perseu Abramo.

Como jornalista profissional, foi diretor de revistas mensais (como Superinteressante e Quatro Rodas), crítico de cultura e televisão em jornais (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil) e revistas (Veja, Nova Escola e Sem Fronteiras), além de Secretário Editorial da Editora Abril. Trabalhou na Editora Brasiliense, onde atuava ao lado de Caio Graco Prado.

Em 2002, recebeu o título de doutor em Ciências da Comunicação, área de Jornalismo, pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Foi professor de Ética Jornalística na Faculdade Cásper Líbero nos anos de 2001 e 2002.

De janeiro de 2003 a abril de 2007 dirigiu a Radiobrás (Empresa Brasileira de Comunicação S.A), comandando o processo de revitalização e reposicionamento da empresa estatal de comunicação. Seu trabalho foi elogiado pelos principais veículos de comunicação do país e por diversos políticos e intelectuais, acumulando prêmios e reconhecimento nacional e internacional [13].

Em 2007, ao sair da empresa, assumiu o posto de Professor Visitante do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Atualmente, é membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta. Colaborou com o site Observatório da Imprensa entre 2008 e 2011. Atualmente, assina colunas quinzenais no jornal O Estado de S. Paulo e na revista Época.

Em 2008, foi aprovado como professor de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.

No segundo semestre de 2008, aceitou o convite para ser ombudsman[14] do "Jornal do Campus", editado pela turma do 3º ano de Jornalismo Matutino da ECA-USP. Naquele semestre, Bucci criticou e analisou as publicações feitas pelos alunos de jornalismo.

Em outubro de 2010, Bucci tornou-se diretor do novo curso de pós-graduação em jornalismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing, no qual lecionam nomes com Roberto Civita (do Grupo Abril) e Alberto Dines (Observatório da Imprensa). O jornalista, no entanto, continua a lecionar na Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP).

Em 2011, recebeu o Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação - categoria Liderança Emergente, da INTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Em agosto de 2012, o artigo "O desejo de censura", publicado em 31 de julho de 2011, sobre a censura judicial sofrida pelo Estadão, venceu o Prêmio "Excelência Jornalística 2011", da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

Em 2012, publicou, juntamente com Marco Chiaretti e Ana Maria Fiorini, "Indicadores de Qualidade nas Emissoras Públicas: uma avaliação contemporânea", na série Dabates CI, da Unesco.

Em 2014 obteve o título de Livre-Docente pela Universidade de São Paulo, com a pesquisa "O Estado de Narciso: Como e por que o jornalismo das emissoras públicas e toda a máquina da comunicação pública no Brasil foram postos a serviço da vaidade particular dos governantes", que viria a ser publicada em 2015 pela Companhia das Letras, no livro “O Estado de Narciso – a comunicação pública a serviço da vaidade particular”.

Em 2017 foi aprovado em concurso para professor Titular do Departamento de Informação e Cultura da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Bucci é autor de livros sobre ética do jornalismo, televisão e comunicação. Entre suas obras, destacam-se "Videologias", em parceria com a psicanalista Maria Rita Kehl e o ciclo de palestras publicado em DVD "Jornalismo Sitiado" [15].

  • 2016: A Forma Bruta dos Protestos, Companhia das Letras [16]
  • 2015: O Estado de Narciso, Companhia das Letras [17]
  • 2012: "Indicadores de Qualidade nas Emissoras Públicas: uma avaliação contemporânea", Unesco
  • 2009: "A Imprensa e o Dever da Liberdade", editora Contexto.
  • 2008: "Em Brasília, 19 horas: a Guerra entre a Chapa-branca e o Direito à Informação no Primeiro Governo Lula", editora Record.
  • 2006: "Jornalismo Sitiado" (livro + DVD, com Sidnei Basile), estúdio Log On / Culturamarcas.
  • 2004: "Videologias" (co-autora Maria Rita Kehl), editora Boitempo.
  • 2003: "Do B: Críticas para o Caderno B do Jornal do Brasil".
  • 2001: "Sobre ética e imprensa", ed. Companhia das Letras.
  • 2000: "A TV aos 50" (org.), Fundação Perseu Abramo.
  • 1997: "Brasil em Tempo de TV", editora Boitempo.
  • 1993: "O Peixe Morre pela Boca: oito Artigos sobre Cultura e Poder", Scritta Editorial.
  • 1982: "Um Balde" (coletânea de poesias em co-autoria com Guian de Bastos e Gomes Moor), editado por Masao Ohno.
Artigos publicados em obras coletivas
  • 2017: “Muito além do espetáculo – A mutação do capitalismo (ou simplesmente e = K)” (org. Adauto Novaes), Edições Sesc.
  • 2016: “Ladrões da utopia: uma crítica tardia do entretenimento que serviu de linguagem a um sonho de esquerda” (org. Adauto Novaes), Edições Sesc.
  • 2015: “Violência na linguagem: a forma bruta dos protestos” (org. Adauto Novaes), Edições Sesc.
  • 2014: “Media entre o espaço público político e o social” (orgs. Mauro Wilton de Souza e Elizabeth Saad Corrêa), editora Paulus.
  • 2014: “A imprensa brasileira: seu tempo, seu lugar e sua liberdade, e a ideia que (mal) fazemos dela” (orgs. Andre Botelho e Lilia Moritz Schwarcz), editora Sechang Publishing Company.
  • 2013: “Lembranças videológicas de um brasileiro que gostava de novelas” (org. Omar Rincón), editora Friedrich Ebert Stiftung.
  • 2011: “A radiodifusão e a democracia no Brasil” (org. Bernardo Sorj), editora Centro Edelstein de Pesquisas Sociais.
  • 2010: “Mídia privada, mídia pública e intervenções do Estado brasileiro” (org. Cremilda Medina), editora Fundação Memorial da América Latina.
  • 2010: “Procurados para sempre: memória, crianças, terrorismo e direitos humanos” (org. Gustavo Venturi), editora Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
  • 2009 “Aquilo de que o humano é instrumento descartável: sensações teóricas” (org. Adauto Novaes), Edições SESC.
  • 2009: “Comunicação digital” (orgs. Rodrigo Savazoni e Sérgio Cohn), editora Beco do Azougue Editorial.
  • 2008 “Em torno de um conceito preliminar de telespaço público” (orgs. Maria Victoria de Mesquita Benevides, Gilberto Bercovici e Claudineu de Melo), editora Quartier Latin do Brasil.
  • 2007: "Comunicação pública: Estado, Mercado, Sociedade e Interesse Público" (org. Jorge Duarte), editora Atlas.
  • 2004: "Educação, Cidadania e Direitos Humanos" (org. José Sérgio Fonseca de Carvalho), editora Vozes.
  • 2002: "Comunicação na Pólis: Ensaios sobre Mídia e Política" (org. Clóvis de Barros Filho), editora Vozes.
  • 1996: "Libertinos, Libertários"; (org. Adauto Novaes), editora Companhia das Letras.
  • 1993: "Diário da Viagem ao Brasil Esquecido", Scritta Editorial.
  • 1992: "O Cinema dos Anos 80"; (org. Amir Labaki), editora Brasiliense.

Referências

  1. «Minibiografia de Eugênio Bucci no sítio da Editora Contexto». Consultado em 8 de maio de 2010 
  2. «Eugênio Bucci - Grupo Companhia das Letras». www.companhiadasletras.com.br. Consultado em 6 de março de 2017 
  3. «Eugênio Bucci | ECA - Escola de Comunicações e Artes». www3.eca.usp.br. Consultado em 6 de março de 2017 
  4. a b «Conselho Deliberativo IEA — IEA». www.iea.usp.br. Consultado em 6 de março de 2017 
  5. «Sobre a SCS » Superintendência de Comunicação Social (SCS) - É um orgão de direção e serviço diretamente subordinado à Reitoria da USP. Tem como principal atribuição a de estabelecer as diretrizes de uma política global de comunicação para a Universidade de São Paulo.». www.scs.usp.br. Consultado em 6 de março de 2017 
  6. «EUGÊNIO BUCCI - Notícias, Fotos e Vídeos sobre Eugênio Bucci - Estadao.com.br». topicos.estadao.com.br. Consultado em 6 de março de 2017 
  7. «Eugênio Bucci | ÉPOCA». Época. Consultado em 6 de março de 2017 
  8. «Fundação Osesp». www.fundacao-osesp.art.br. Consultado em 6 de março de 2017 
  9. «O Instituto - Instituto Vladimir Herzog». Instituto Vladimir Herzog 
  10. «Institucional | Portal Aberje». Portal Aberje 
  11. a b «Eugênio Bucci - Currículo Lattes». 2 de março de 2017. Consultado em 6 de março de 2017 
  12. «Entrevista de Eugênio Bucci para o Almanaque da Comunicação». Consultado em 8 de maio de 2010 
  13. «Artigo de Cibele Buoro sobre Eugênio Bucci para a revista da Intercom» (PDF). Consultado em 8 de maio de 2010 
  14. «Eugênio Bucci – Jornal do Campus». www.jornaldocampus.usp.br. Consultado em 6 de março de 2017 
  15. «Livros de Eugênio Bucci no Planeta News». Consultado em 8 de maio de 2010 
  16. «A FORMA BRUTA DOS PROTESTOS - - Grupo Companhia das Letras». www.companhiadasletras.com.br. Consultado em 6 de março de 2017 
  17. «O ESTADO DE NARCISO - - Grupo Companhia das Letras». www.companhiadasletras.com.br. Consultado em 6 de março de 2017