Eurocentrismo

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Mapa do globo terrestre com o Meridiano de Greenwich: exemplo de visão eurocêntrica.[1]

[2] Resumidamente, trata-se da ideia de que a Europa é o centro da cultura do mundo.[2] Acredita-se que grande parte da historiografia produzida no século XIX até meados do século XX assuma um contexto eurocêntrico, mesmo aquela praticada fora da Europa. O revisionismo histórico, ocorrido nas últimas décadas por intelectuais como, por exemplo, Edward Said, tendeu a reverter esta visão de mundo, em busca de novas perspectivas.

O eurocentrismo manifesta-se como uma espécie de doutrina corrente no meio acadêmico que, em determinados períodos da história, enxerga as culturas não-europeias de forma exótica ou mesmo com visão advinda de xenofobia. Foi muito comum principalmente no século XIX, especialmente por ser um ideal do Darwinismo social que a humanidade caminhasse para o "modelo europeu". Um de seus traços mais sutis pode ser visto no mapa-múndi, na projeção de Mercator.

Devido ao papel da Europa na formação da cultura ocidental, o termo "eurocentrismo" é muitas vezes confundido com ocidentalismo.

Portanto o Eurocentrismo vem á ser: uma visão de mundo que tende a colocar a Europa (assim como sua cultura, seu povo, suas línguas, etc.) como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente a protagonista da história do homem

feito por : Enzo Z.

Veiculação[editar | editar código-fonte]

A crítica acadêmica sugere que a ideologia eurocêntrica vem sendo sistematicamente difundida por diferentes veiculações: na literatura, cinema, artes, musica e na política[3] .

Rediscussões[editar | editar código-fonte]

Alguns autores como, por exemplo, Jack Goody apontam que o eurocentrismo é um sistema ideológico para dar sustentação a passada colonização territorial e a atual colonização cultural. Jack Goody no livro O Roubo da história sustenta que muitos inventos e costumes proclamados como inventados/criados na Europa na verdade foram copiados e até roubados de outros povos e civilizações, como a filosofia, democracia e outros[4] .

Referências

  1. Abril. Visão eurocêntrica Revista Escola. Visitado em 5 de setembro de 2015.
  2. a b Eurocentrismo Mundo Educação. Visitado em 5 de setembro de 2015.
  3. GOODY, Jack. O Roubo da História: como os europeus se apropriaram das invenções e idéias do oriente. São Paulo; contexto, 2010.
  4. Folha