Evandro Carreira

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Evandro Carreira
Vereador ManausManaus
Período 1959-1967
Senador  Amazonas
Período 1975-1983 (Eleito em 1974; Posse em 1975)
Dados pessoais
Nascimento 24 de agosto de 1927 (92 anos)
Manaus, AM
Morte 22 de dezembro de 2015
Manaus, AM
Alma mater Universidade Federal do Amazonas
Cônjuge Francinete Ferreira (Evandro Carreira foi casado com Nelma Bentes Carreira, até a sua morte ele se declarava viúvo)
Partido PST, PL, ARENA, MDB, PMDB, PT, PSB, PV, PSOL
Profissão advogado

Evandro das Neves Carreira (Manaus, 24 de agosto de 1927 - Manaus, 22 de dezembro de 2015) é um advogado e político brasileiro que foi senador pelo Amazonas.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Tocandira Balbi Carreira e Inácia das Neves Carreira. Advogado graduado em 1958 pela Universidade Federal do Amazonas foi suplente de deputado estadual em 1958 pelo PST e em 1962 pelo PL e mesmo derrotado foi eleito vereador em Manaus nos anos de 1959 e 1963. Com o bipartidarismo imposto pelo Regime Militar de 1964 foi para a ARENA e obteve novas suplências ao se candidatar a deputado estadual em 1966 e a vereador de Manaus em 1968.

Após um litígio com seu partido trocou de legenda e pelo MDB foi de novo suplente de deputado estadual em 1970, mas em 1974 beneficiou-se da onda oposicionista e foi eleito senador pelo Amazonas ao derrotar o candidato Flávio Brito (ARENA).[2]

Com o pluripartidarismo restaurado no governo João Figueiredo ingressou no PMDB, mas ao se indispor com a legenda foi para o PT e disputou a reeleição numa sublegenda em 1982, sem sucesso. Também foi derrotado ao buscar um mandato de deputado federal pelo PSB em 1986 e ao tentar, por duas vezes, um novo mandato de senador: pelo PV em 1998 e pelo PSOL em 2010.[3]

Foi pioneiro na defesa da Amazônia no Congresso Nacional.

Casou-se com Nelma Bentes Carreira, com quem teve cinco filhos.

Publicou poemas em diversos jornais em torno de sua pessoa e da região amazônica principalmente, como o poema Amazônia, mostrado abaixo. Os cineastas Jorge Bodanski e Wolf Gauer realizaram, em 1980, o filme O Terceiro Milênio.


AMAZÔNIA

Imenso laboratório
Onde o informe e o disforme
Se convulsionam num turbilhão em líquido.
Afloram vivos,
Em ânsia de síntese,
Em angústia de análise.
O ciclo se fecha
E garante a viagem pelo sidéreo.
Romper o ciclo é o finito,
Mantê-lo é cavalgar estrelas
Na certeza do encontro com o Absoluto.

Referências