Evolução multirregional

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A Evolução multirregional ou Hipótese Multirregional é a teoria, dentro da Paleoantropologia que defende que diferentes populações de Homo sapiens anatomicamente modernos remontam à época em que os humanos deixaram a África pela primeira vez, há quase dois milhões de anos, durante o Pleistoceno, através de uma rede interconectada de antigas linhagens do Homo erectus, onde as contribuições genéticas de todos os povos existentes variavam regional e temporalmente, em resposta as forças normais da evolução: seleção, mutação, deriva genética e fluxos gênicos. As distintas populações atuais mantém suas diferenças físicas apesar dos cruzamentos e movimentos populacionais. Essa situação persiste desde quando os humanos colonizaram pela primeira vez a Europa e a Ásia.

Indícios fósseis e genéticos sustentam a teoria de que os ancestrais primitivos de vários grupos humanos desenvolveram formas modernas fora da África. A humanidade moderna se originou dentro dessas populações extensas, e a modernização de nossos ancestrais tem sido um processo contínuo.

Opõe-se à "hipótese da origem única" (ou "Modelo Fora da África"), que é a teoria alternativa. Enquanto a hipótese "fora da África" emergia para o público durante os anos 1990, defensores da hipótese multirregional apontavam para alguns recentes dados genéticos, continuando o debate entre os dois pontos de vista.

Proponentes do multirregionalismo[editar | editar código-fonte]

Além de Milford H. Wolpoff, paleoantropologistas mais relacionados à hipótese multirregional incluem James Ahern, James Calcagno[1], Rachel Caspari, David Frayer, Mica Glanz, John Hawks[2], Erik Trinkaus, Andrew Kramer, Sang-Hee Lee, Alan Mann, Janet Monge, Jakov Radovcic, Valeri Alexeev, Karen Rosenberg, Mary Russell, Lynne Schepartz, Fred Smith, Alan Thorne, Adam Van Arsdale e Bernard Vandermeersch.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • THORNE, Alan G.; WOLPOFF, Milford H. A evolução multirregional dos humanos. Scientific American, n. 2, p. 48-49.