Exército Defensor da Soberania Nacional

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Ejército Defensor de la Soberanía de Nicaragua
Stamp Sandino.jpg
Selo oficial do General em Chefe da EDSN.
País Nicarágua
Período de atividade 2 de setembro de 1927 - 22 de fevereiro de 1933
Aniversários 2 de setembro
Marcha Patria y Libertad,
Somos Los Libertadores
Lema «Patria y Libertad»
Cores vermelho e negro
História
Guerras/batalhas Las Flores (9 de setembro de 1927)
El Bramadero (27 de fevereiro de 1928)
Cuje (6 de dezembro de 1928)
El Bálsamo, El Tamarindo e San Juan de Telpaneca (junho de 1930)
Chichigalpa (novembro de 1931)
Logística
Efetivo 27 (1927)[1]
3.000 (1928)[1]
6.000 (1933)[2]
Comando
Comandantes
notáveis
Augusto César Sandino, Pedro Altamirano
Francisco Estrada
Miguel Ángel Ortez
Juan Gregorio Colindres
Juan Pablo Umanzor
Carlos Salgado
Pedro Antonio Irías
José León Díaz
Abraham Rivera
José María Jirón Ruano
Rufo Marín
Ramón Cabrales
Santos López
Sede
Guarnição El Chipote, Quilalí, Nueva Segovia, Nicarágua

O Exército Defensor da Soberania Nacional da Nicarágua (em castelhano: Ejército Defensor de la Soberanía Nacional de Nicaragua, EDSN) foi um exército guerrilheiro organizado e liderado pelo general Augusto César Sandino[3], que em sua fase inicial operava no departamento de Nueva Segovia, no norte da Nicarágua, mas posteriormente abrangeu quase todo o território nacional, com exceção da área ocupada pelos atuais departamentos de Manágua, Masaya, Granada, Carazo e Rivas (embora neste último tenha havido uma tentativa de invasão).

A poetisa chilena Gabriela Mistral o descreveu como "esse pequeno exército louco de vontade de sacrificar", em artigo publicado no jornal El Mercurio, de Santiago do Chile, em 4 de março de 1928.[4]

O jornalista basco Ramón Belausteguigoitia Landuce, que teve a oportunidade de visitar o acampamento de Sandino por algumas semanas, descreve suas tropas da seguinte forma:[5]

Formavam um conjunto variado de tipos, no qual o refinamento e o cuidado de suas indumentárias certamente não eram a característica mais saliente. Tinha gente de todas as idades; muitos rapazes. Embora alguns estivessem com suas roupas bastante completas, em geral as calças esfarrapadas, de pano fosco, ou seja, de algodão branco, predominavam.

O ar de todos eles era áspero, e podia-se adivinhar a ferocidade dos homens forçados a viver na selva por anos inteiros. A característica comum era o laço vermelho e preto que adornava o chapéu. Muitos usavam um grande lenço da mesma cor amarrado no pescoço. As armas eram um rifle e o machete que carregavam pendurados em seus cintos. Alguns carregavam duas pistolas e algumas bombas manuais...

[Vi] o típico selo Sandino, no qual você pode ver um círculo com o lema Patria y Libertad, e no centro, um guerrilheiro sandinista empunhando um machete para cortar a cabeça de um soldado [norte-]americano, enquanto pisava na sua barriga, prendendo-o ao chão.

Referências

  1. a b «Events Data | Nicaraguan Civil War 1927-1933». Cópia arquivada em 12 de janeiro de 2011 
  2. Page, Melvin E. Colonialism: an international social, cultural, and political encyclopedia. ABC-CLIO, 2003, pp. 517
  3. «Câmara homenageia os 84 anos da morte do revolucionário nicaraguense Augusto César Sandino.». Agência Câmara de Notícias. 5 de março de 2018 
  4. Sputnik, edição de 21 de fevereiro de 2019. A 85 años de la muerte de Sandino: 5 cosas que no sabías sobre el "general de hombres libres".
  5. Belausteguigoitia, Ramón. Con Sandino en Nicaragua. Madrid, Espasa-Calpe, 1934, p. 36.