Expansão SP

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O Expansão SP é o maior projeto de transporte público, até o momento, realizado no Brasil[carece de fontes?], envolvendo tanto o setor ferroviário, como o rodoviário, na implementação de novas malhas, modernização, conforto, segurança e agilidade nos serviços prestados. Vem sendo construído desde 2007 na região que compreende a grande São Paulo, além de Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba Era considerado o projeto mais importante do governo de José Serra, mas sua execução ainda se estende pelos governos sucessores, com atrasos e cortes.

O projeto traz inovações com a adoção do Metrô Leve, que é bem mais barato e de fácil adaptação à cidade, já que o trem é menor, confortável e corre em superfície sem a necessidade de muros, podendo ter áreas de lazer ao longo do percurso, e complementado por corredores expressos de ônibus convencionais ou elétricos – trólebus.

Estima-se que com a efetivação do plano o número de usuários do sistema metroferroviário aumentará cerca de 55% na região metropolitana de São Paulo. Outro fator relevante é a diminuição do tempo dos trajetos em aproximadamente 25%, o que pode se traduzir em mais de uma hora, a menos, durante todo um percurso.

Medidas Implementadas[editar | editar código-fonte]

Novos trens[editar | editar código-fonte]

Em 2007, houve aquisição de 99 trens novos de última geração para o sistema do Metrô de São Paulo, sendo que doze deles já estão em operação na Linha 9-Esmeralda da CPTM e outros três na Linha 2-Verde do Metrô, e mais oito estão em 2010, o que totalizará 107 novos trens para o transporte metroferroviário. Segundo o governo do estado de São Paulo, 60 trens já foram adquiridos para a CPTM e 47 para o Metrô, distribuídos da seguinte forma:

Além dos 107 já confirmados, há, ainda, a previsão de aquisição de mais trens graças à provável execução de uma PPP (Parceria Público-Priivada), com iniciativa da CPTM, para a fabricação de 24 novos trens, além da modernização de outros doze (trem série 5.000) que renovarão a frota da Linha 8-Diamante. A empresa aguarda, também, a aprovação de um financiamento para a aquisição de outras nove composições para o Linha 11-Coral (Expresso Leste). O Metrô, por sua vez, pretende uma licitação para a compra de 26 trens para a Linha 5-Lilás, com previsão de mais 15 trens para a próxima fase da Linha 4-Amarela.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Em relação às questões de infraestrutura, o Plano Expansão São Paulo tem também investido na modernização da sinalização do transporte sobre trilhos no intuito de acelerar a circulação dos trens e, consequentemente, o número de viagens e ofertas de lugares. Com a implantação dos novos sistemas, a distância de segurança entre os trens em circulação, que hoje é de 450 metros na CPTM e 150 metros no Metrô, irá cair, em ambos, para 15 metros.

Dos 240 km com qualidade de metrô (exceto pelo intervalo entre os trens, ainda maior que nas linhas de metrô), 160 km são linhas da CPTM. A exemplo, a Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) que ganhou 8,5 km de novas vias, quatro novas estações (Jurubatuba, Autódromo, Primavera-Interlagos e Grajaú) e doze novos trens, já quase se enquadra nesse perfil. Em 2011, a primeira fase da Linha 4-Amarela do Metrô, com 12,8 km, já entrou em operação, com as estações Luz, República, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã. Quatorze trens, de início, servirão a Linha 4-Amarela. Já na 2ª fase, serão colocados mais quinze trens. A Linha 5-Lilás (Capão Redondo-Largo Treze) ganhará a Adolfo Pinheiro, uma nova estação.

A Linha 2-Verde do Metrô que se estendeu por mais 1,1 km com a inauguração da nova Estação Alto do Ipiranga, em junho de 2007, teve, em 2010, ampliado o seu ramal até a Vila Prudente, com integração à Linha 10-Turquesa da CPTM, na estação Tamanduateí, e com o Expresso Tiradentes, na Estação Sacomã. Até o final de 2009, de forma gradual, dezesseis novos trens passaram a operar na Linha 2-Verde.

A implantação da futura Linha 6-Laranja (Estação Brasilândia/Estação Cachoeirinha - Estação São Joaquim) também estava no Plano com início, ainda, em 2010, e três estações da Linha 9-Esmeralda (Estação Ceasa, Estação Villa Lobos-Jaguaré e Estação Cidade Universitária) passaram por uma reforma, proporcionando mais conforto e segurança aos usuários. Outras sete unidades dessa linha também já receberam adaptações de acessibilidade, como corrimões, pisos, sinalizações táteis e rota.

Na CPTM, além da Linha 9-Esmeralda, Expresso Leste e Linha 12-Safira, a Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato-Jundiaí) e o futuro Expresso ABC (Luz-Mauá), na Linha 10-Turquesa (Luz-Rio Grande da Serra), também vão operar com padrão de serviço de Metrô de superfície. Para a Linha 7-Rubi estão previstos 20 trens novos, substituição dos sistemas de sinalização para redução dos intervalos, além de obras civis de modernização e acessibilidade das estações. O Expresso ABC consiste num serviço expresso, em vias independentes do tráfego dos trens, que param em todas as estações – realizando um trajeto a partir do centro de São Paulo, fazendo paradas na Luz e Brás, Tamanduateí e, depois, somente em São Caetano do Sul e Santo André, prosseguindo até Mauá.

Melhorias significativas foram implementadas, também, para a Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana): cinco estações com qualidade de metrô - USP Leste, Comendador Ermelino, Jardim Helena-Vila Mara, Itaim Paulista e Jardim Romano, além de quinze trens totalmente reformados. Até 2010, vinte trens novos, já adquiridos, entrariam em operação. As demais estações também seriam modernizadas mantendo o mesmo padrão das inauguradas até o momento.

Futuros projetos de expansão da rede[editar | editar código-fonte]

Ao todo, vinte e oito trens reformados foram entregues à população pela CPTM. O Metrô também prepara a contratação da reforma de 98 trens: 51 para a Linha 1-Azul e 47 para a Linha 3-Vermelha; desses, 8 seriam entregues até 2010.


Aeroporto de Congonhas[editar | editar código-fonte]

O aeroporto de Congonhas teria acesso garantido através do “Monotrilho”, partindo da Estação São Judas, na Linha 1-Azul, com 3,4 km de extensão na primeira fase, prevista pra ser concluída até 2010; no entanto, estranhamente, mudanças de planos posteriores fizeram com que a 1ª etapa a ser construída fosse ligando a estação Morumbi (linha Esmeralda) ao aeroporto, num trecho muito mais longo que o previsto inicialmente. Parte do primeiro trecho do Metrô Leve que vai de Vila Prudente a Oratório foi entregue em 2014. O trecho de Vila Prudente a São Mateus contará com 12,8 quilômetros no total. O segundo trecho, de São Mateus a Cidade Tiradentes, terá 9,5 quilômetros. O percurso até Cidade Tiradentes deveria ser concluído até 2012, algo que ainda não ocorreu. A capacidade do metrô leve, por dia, será em média de quatrocentos e cinqüenta mil passageiros.

Baixada Santista[editar | editar código-fonte]

A ligação com o litoral também está programada. O Metrô Leve será implantado na Baixada Santista, pela EMTU/SP, na ligação entre a Estação São Judas do Metrô e o aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade de São Paulo pelo Metrô e em um trecho de 22,3 km entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes na zona leste da cidade paulista previsto no traçado do “Expresso Tiradentes”.

A primeira fase do SIM (Sistema Integrado Metropolitano da Baixada Santista) prevê a construção de um trecho de 11 km de Metrô Leve, com três terminais e estações de transferência, entre São Vicente e Santos, que permitirão a integração com o sistema de transporte de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. O projeto inclui ainda a extensão da Av. Conselheiros Nébias ao terminal Valongo, outra da mesma avenida ao Ferry Boat (Ponta da Praia), ambas em Santos, além do trecho do terminal Barreiros ao bairro Samaritá, em São Vicente. Esse sistema será integrado com as linhas de ônibus municipais e metropolitanas da RMBS”.

Guarulhos – São Paulo[editar | editar código-fonte]

Há projeto de ligação através da linha 19 - Celeste, passando pela , Pari, Vila Maria, em São Paulo, e pelo centro de Guarulhos, chegando ao Bosque Maia.[1]


Campinas, Hortolândia e Sumaré[editar | editar código-fonte]

A população da Região Metropolitana de Campinas também fora beneficiada, ganhando, em setembro, o Corredor Metropolitano Noroeste, com 33 km de extensão, que deve interligar os municípios de Campinas, Hortolândia e Sumaré. Dez quilômetros, desse total, são de faixas exclusivas para a operação de ônibus. As obras do primeiro piscinão em Campinas, junto ao Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira, já foram concluídas. Também foram entregues as obras de ligação dos municípios de Hortolândia a Sumaré, o terminal de Americana, melhorias do viário e construção de passarelas na Av. Lix da Cunha. Até o final de 2010, o corredor também deverá ser ampliado para o trecho Sumaré-Americana.

Os novos terminais metropolitanos de Campinas e Hortolândia, a Estação de Transferência Anhangüera, além da reforma do terminal Monte Mor e melhorias no sistema viário, já propiciam viagens rápidas e seguras aos usuários. As obras foram realizadas sob a coordenação da Secretaria dos Transportes Metropolitanos e da EMTU/SP.

Diadema - São Paulo (Brooklin)[editar | editar código-fonte]

O atual Corredor Metropolitano ABD (São Mateus - Jabaquara) da EMTU/SP ganhou 11 km de extensão, permitindo a ligação daquela região à zona Sudoeste da cidade de São Paulo, com integração ao sistema da CPTM. A operação é feita através de trólebus (ônibus elétricos).

Itapevi - São Paulo (Butantã)[editar | editar código-fonte]

Um corredor beneficiará os municípios Itapevi, Jandira, Barueri, Carapicuiba, Osasco e São Paulo, da sub-região Oeste da Região Metropolitana de São Paulo. O projeto promoverá a integração das linhas de ônibus municipais, metropolitanas, trens e metrô, garantindo maior mobilidade nos deslocamentos da população. O traçado, de 33 km de extensão, inicia próximo ao futuro Terminal Itapevi, junto à Estação Itapevi da CPTM, daquele município, e segue até a Estação Butantã da ViaQuatro (Linha 4 – Amarela), na capital paulista. Concluiu-se em janeiro a licitação para elaboração do projeto funcional de todo corredor. [carece de fontes?]

Investimentos[editar | editar código-fonte]

Estima-se que até o final de 2010, o Governo do Estado de São Paulo terá investido R$ 20 bilhões no Metrô, CPTM e EMTU. Os contratos estão em andamento. Tanto o Metrô, quanto a CPTM, reforçaram, também, os investimentos em manutenção. Juntas, elas receberão quase R$ 1 bilhão para essa finalidade, o maior aporte de recursos do gênero já feito.

Reflexos[editar | editar código-fonte]

Além dos benefícios relativos estritamente ao transporte, outros mais podem ser verificados, tal como os 40 mil empregos diretos e milhares indiretos que estão sendo gerados pelo Plano de Expansão o que se converge em ganhos sociais.

O projeto é, ainda, ecologicamente correto. A possibilidade dos trens correrem em superfície diminui bastante o impacto ambiental em face do antigo sistema, atendendo-se dessa forma, aos requisitos do desenvolvimento sustentável.

Fontes