Fábrica de Combustível Nuclear de Resende

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Programa Nuclear Brasileiro
Angra1.jpg
Vista do Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. À frente, na primeira cúpula, vê-se a usina de Angra 2. Ao fundo, o silo de Angra 1.
Usinas
Angra 1 · Angra 2 · Angra 3
Localização
Angra dos Reis · Praia de Itaorna
Histórico
Almirante Álvaro Alberto · Programa nuclear brasileiro
Acordos
Acordo Brasil-Alemanha · Acordo Brasil-França
Administração
Eletrobrás Termonuclear S.A. · Eletrobrás · Indústrias Nucleares do Brasil
Correlatos
Brasil e as armas de destruição em massa · Fábrica de Combustível Nuclear de Resende · Submarino nuclear brasileiro · Centro Experimental Aramar · Usina nuclear · Lixo atômico · Reator nuclear · Lista de usinas nucleares

A Fábrica de Combustível Nuclear de Resende (FCN) é uma fábrica de combustíveis nucleares situada na localidade de Engenheiro Passos, no município brasileiro de Resende (RJ). A FCN é composta por três unidades e tem uma capacidade de produção de 280 toneladas de urânio por ano. Atualmente, a FCN foi modernizada e produz os Componentes e as Unidades de montagem de barras de combustível e os elementos do combustível necessário para reatores nucleares no Brasil. A Reconversão e Pastilhas Unidade de Produção está em funcionamento desde 1999, com uma capacidade de 160 toneladas de UO2 pastilhas/ano. A linha de reconversão de UO2 utiliza o processo AUC. A Fábrica de Combustível Nuclear também produz outros componentes de elementos de combustível, como bicos superiores e inferiores, grelhas e tampões para as demandas de exportação. Anteriormente, o Brasil forneceu urânio, que é transportado para o Canadá, onde é convertido em gás hexafluoreto, e depois para o Reino Unido, para o enriquecimento, antes que ele retorne ao Brasil para a fabricação em elementos de combustível.

A unidade tem um programa de segurança nuclear interno e um externo, para o monitoramento ambiental. Um sistema de contabilidade nuclear, internamente implementado, exigidos pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e supervisionado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) realiza continuamente o equilíbrio do material em transformação, com uma precisão de décimos de miligramas.[1]

As inspecções da AIEA[editar | editar código-fonte]

No final de 2003 a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) estava negociando com o governo brasileiro para garantir que as instalações de enriquecimento de urânio, que começou a funcionar em 2005, fossem devidamente salvaguardadas.

Em abril de 2004, o governo brasileiro negou o acesso dos inspetores da AIEA à usina de enriquecimento de urânio que está sendo construída em Resende.[2] A planta, prevista para entrar em operação em outubro de 2004, continua sujeita às inspecções da AIEA destinados a assegurar que não será usada para a produção de material para armas nucleares. Em fevereiro e março de 2004, o Brasil se recusou a permitir que os inspetores da AIEA vissem o equipamento na planta, citando a necessidade de proteger informações confidenciais. A AIEA havia enviado inspectores à Resende, que encontraram porções significativas das instalações e do seu conteúdo protegido de vista. Paredes tinha sido construído e revestimentos são drapejado sobre equipamentos.

Em novembro de 2004, a AIEA foi capaz de chegar a um acordo em princípio com o governo brasileiro em uma abordagem de salvaguardas para verificar as instalações de enriquecimento no Brasil, na instalação de Resende.[3] Esta abordagem permitirá à AIEA fazer inspeções críveis mas ao mesmo tempo cuidar das necessidades do Brasil de proteger determinadas sensibilidades comerciais dentro da instalação.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]