Fátima (Bahia)

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Município de Fátima
"(Monte Alegre)

(Feirinha do Mocó)"

Praça São Francisco de Assis (Praça da matriz)

Praça São Francisco de Assis (Praça da matriz)
Bandeira indisponível
Brasão de Fátima
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário 1 de Abril
Fundação 1985(32 anos)
Gentílico fatimense
Lema Construindo Uma Nova História!
Padroeiro(a) São Francisco de Assis
CEP 48415-000
Prefeito(a) Manoel Missias Vieira (Sorria)(PP) (2017-2020)
Localização
Localização de Fátima
Localização de Fátima na Bahia
Fátima está localizado em: Brasil
Fátima
Localização de Fátima no Brasil
10° 36' 00" S 38° 13' 01" O10° 36' 00" S 38° 13' 01" O
Unidade federativa Bahia
Mesorregião Nordeste Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Ribeira do Pombal IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Cícero Dantas, Heliópolis, Adustina e Antas em território baiano. Poço Verde em território sergipano.
Distância até a capital 319 km
Características geográficas
Área 359,394 km² [2]
População 18 524 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 51,54 hab./km²
Altitude 100 m
Clima semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,559 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 56 997,511 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 909,82 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura http://www.fatima.ba.gov.br

Geografia[editar | editar código-fonte]

Fátima é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 10º36'00" sul e a uma longitude 38º13'00" oeste, estando a uma altitude de 340 metros. Sua população estimada em 2013 era de 19.524 habitantes. Fica situada no agreste baiano, região de transição da zona da mata para o sertão.


História de Fátima[editar | editar código-fonte]

A expressão popular que assevera nada ser por acaso é trazida à literalidade no caso dos primeiros núcleos de povoamento de Fátima. Este município do agreste baiano, situado há algumas poucas centenas de quilômetros do litoral, tanto da Bahia como de Sergipe, guarda em seus costumes contemporâneos a semente de um passado demasiadamente distante no tempo cronológico.

Os vaqueiros, hoje, figuras indissociáveis do cotidiano do fatimense, quem diria, estão na gênese do povoamento desta terra e da formação do seu povo e cultura, atualmente expressada na forma de vaquejadas, cavalgadas e em um verdadeiro culto ao animal base desta cultura, o boi.

Não é por acaso que a força de ligação com a criação de gado e as subatividades econômicas inerentes à esta, são tão fortes na vida dos habitantes desta terra, pois foi graças aos vaqueiros do passado, aos quais não guardo homenagem ou crítica, que essas terras foram povoadas ou, dependendo do ponto de vista, tomada dos povos indígenas que já habitavam essa região há séculos ou milênios.

Essas comunidades eram provavelmente da etnia kiriri, hoje “reduzida” à biocenose quilombola no atual município de Banzaê. Vestígios de cemitérios indígenas, como urnas funerárias e ossadas foram encontrados em Paripiranga e na cidade de Cícero Dantas, quando da construção do estádio municipal daquela cidade. Aqui em Fátima, achados arqueológicos guardados por populares como um artefato emblemático encontrado na localidade fatimense da Lagoa da Volta, nos ajuda a contar essa história. Um deles é uma belíssima ponta de lança entalhada em pedra lascada que ainda necessita de estudos posteriores, nos ajudando, dessa forma, a deduzir que os colonos foram expulsando os kiriris de leste para oeste, isto é, partindo do litoral, chegando aos atuais territórios de Paripinga, Fátima, Cícero Dantas e finalmente a posição atual em Banzaê.

Mas voltando a falar dos vaqueiros, sua chegada a essa região é documentada, de acordo com Isabel Camilo de Camargo (2014), em princípios dos século XVIII. Com a saturação das terras litorâneas, amplamente utilizadas para a lavoura canavieira, era preciso avançar em direção ao interior na busca de terras para a pecuária e alimentar a crescente população.

Os cursos dos rios foram os caminhos mais “fáceis”, sendo as principais rotas o São Francisco, que à época chegou a ser conhecido como “o rio dos currais”, o Itapicuru e o Vaza-barris, este último, provável rota utilizada pelos primeiros brancos a chegarem a esta região. Viajando a pé, os desbravadores conduziam suas boiadas enfrentando as dificuldades impostas pela natureza como a vegetação, terrenos de difícil acesso e similares para se estabelecer em locais propícios ao seu ofício, expulsando os indígenas que pouco poder de resistência tinham contra os invasores.

Essas “conquistas”, aliás eram motivos de prendas concedidas a estes homens pela coroa portuguesa, que cedeu as áreas antes dominada por indígenas aos próprios criadores de gado com a intenção de estabelecer o domínio da terra pela coroa portuguesa e de fazer com que esta produza e gere lucros.

E foi assim que o interior baiano e as terras que hoje compõem o atual município de Fátima foram colonizadas. Nascidas da violência contra os povos autóctones e da desejo de consecução do homem branco, Fátima hoje guarda nas tradições do seu povo as suas origens ocultas.


Moisés Santos Reis Amaral

Principais Logradouros[editar | editar código-fonte]

Praça Central
Povoado Tabua

Povoado Tabua, O primeiro Povoado do município de Fatima. Com mais de 100 anos de história, a Tabua já foi palco de grandes feiras aos Domingos. O povoado mantém as tradições na festa do padroeiro São José e tem a maior a Procissão de motorista do município, saindo todo ano no dia 18 de Março do Povoado vizinho Malhada da Areia, passando pela Tabua II e chegando ao Centro do povoado.

Padroeiro: São José

Escola Municipal Santa Tereza - Núcleo III

Zona Eleitoral 082 - Seção 140 e 244

Página Oficial do Povoado Tabua é uma das mais influentes do município - https://www.facebook.com/povoado.tabua.52


Vista da Praça Ângelo Lagoa a noite, Fátima Bahia, Brasil

ATUAL ADMINISTRAÇÃO (2017-2020)[editar | editar código-fonte]

9°-(3°Mandato)PREFEITO- Manoel Missias Vieira (SORRIA)(PP)

VICE-Eduardo Pires de Andrade(PP)

EX-PREFEITOS E ATUAL PREFEITO[editar | editar código-fonte]

1°-(1°Mandato)-JOÃO MARIA DE OLIVEIRA – 1986 A 1988

2°-(1°Mandato)-OSVALDO RIBEIRO – 1989 A 1992

3°-(2°Mandato)-JOÃO MARIA DE OLIVEIRA – 1993 A 1996

4°-(1°Mandato)-EDUARDO PIRES – 1997 A 2000

5°-(1°Mandato)-MANOEL MISSIAS VIEIRA (SORRIA) – 2001 A 2004

6°-(2°Mandato)-MANOEL MISSIAS VIEIRA (SORRIA) - 2005 A 2008

7°-(1°Mandato)-JOSÉ IDELFONSO (NEGO) 2009 A 2012

8°-(2°Mandato)-JOSÉ IDELFONSO (NEGO) 2013 A 2016

ATUAL ADMINISTRAÇÃO (2017-2020)

9°-(3°Mandato)PREFEITO- Manoel Missias Vieira (SORRIA)(PP)

VICE-Eduardo Pires de Andrade(PP)

Tradições[editar | editar código-fonte]

No município existe um grande número de tradições. Um principal exemplo é o Feijão Fest. Essa é a festa em que a cidade recebe um grande número de turistas, vindo de diversas partes do Brasil. O Feijão Fest reúne multidões na praça de eventos e a tradicional alvorada que aglomera os foliões com as respectivas bandas locais e nacionais, organizado pela prefeitura municipal de Fátima, que acontece no mês da colheita do feijão em setembro. Em outubro, tem a festa do padroeiro São Francisco de Assis que reúne grande número de fiéis católicos.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2013». Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2013. Consultado em 30 de setembro de 2013 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 24 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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