Fístula obstétrica

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Fístula obstétrica
Locais onde ocorre a fístula obstétrica.
Especialidade urologia
Sintomas incontinência urinária, fezes
Início habitual parto
Método de diagnóstico baseado nos sintomas
Prevenção uso apropriado de cesariana
Tratamento cirurgia, cateter urinário
Classificação e recursos externos
CID-10 N82
CID-9 619
MeSH D014624
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Fístula obstétrica (ou fístula vaginal) é uma grave condição médica na qual uma fístula (abertura) se desenvolve entre o reto e a vagina (veja fístula retovaginal) ou entre a bexiga urinária e a vagina (veja fístula vesicovaginal) após um parto não-adequado, quando os cuidados médicos necessários não estão disponíveis.

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Cerca de 2 milhões de mulheres na África Subsaariana, Ásia, região árabe e América Latina sofrem da doença, com a ocorrência de 75 000 novos casos por ano. É considerada uma doença da pobreza, com pouca incidência no mundo desenvolvido.[1]

Sintomas[editar | editar código-fonte]

É formado um buraco entre o canal de parto e a bexiga e ainda podendo alcançar o reto. A mulher com este tipo de ocorrência passa a sofrer de incontinência urinária e fecal, sendo que os fluidos normalmente causam um forte odor causando também ulcerações ou queimaduras.[2][3]

Consequências[editar | editar código-fonte]

A paciente passa a ter problemas médicos crônicos e depressão, e o isolamento social passa a ser algo previsível.[2]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

As fístulas podem ser evitadas ​​com o uso apropriado da cesariana. O tratamento precoce pode ser feito com utilização de cateter urinário para ajudar na cicatrização. O tratamento definitivo geralmente é feito por cirurgia.[1]

Referências

  1. a b «Obstetric fistula». UNFPA - United Nations Population Fund (em inglês). 8 de maio de 2017. Consultado em 12 de dezembro de 2017 
  2. a b «Fístula obstétrica». Médicos Sem Fronteiras. Consultado em 2 de julho de 2021 
  3. «10 facts on obstetric fistula». WHO. Maio de 2014. Consultado em 12 de dezembro de 2017 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Perier, A., Fathallah, N., Aubert, M., Benfredj, P., Pommaret, É., Sauvanet, É., ... & de Parades, V. (2017). La maladie proctologique de la grossesse et du post-partum (troubles de la continence exclus): un malheureux événement…. Hépato-Gastro & Oncologie Digestive, 24(7), 678-688 (em francês) [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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