Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

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Faculdade de Ciências
Sociais e Humanas
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FCSH/NOVA
Fundação 1977
Tipo de instituição Pública
Localização Lisboa, Portugal
Funcionários 98
Docentes 308
Diretor(a) Francisco Caramelo
Total de Estudantes 5154
Graduação 2693
Pós-Graduação 1583
Doutorado 878
Campus Avenida de Berna, 26-C
1069-061 Lisboa
Cores da Escola Verde e azul
Orçamento anual 27 Milhões de euros
Página oficial http://www.fcsh.unl.pt/

A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (também conhecida pelas iniciais FCSH) é uma unidade orgânica da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA) e uma pessoa coletiva de direito público, dotada de autonomia científica, pedagógica, administrativa e financeira, cuja missão de serviço público é a de qualificar ao mais alto nível os cidadãos. De acordo com os seus estatutos, "a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa é uma instituição vocacionada para o ensino, para a investigação científica e para a criação cultural".[1] A identidade própria da faculdade resulta da coexistência das ciências sociais com as ciências humanas, permitindo uma interdisciplinaridade pouco comum no ensino universitário português[carece de fontes?].

Descrição geral[editar | editar código-fonte]

Edifício principal da FCSH, também designado por Torre B. O seu formato original é, ao centro, inspirado na imagem de um livro aberto

A FCSH foi criada em 10 de novembro de 1977 pelo Decreto-lei nº 463-A/77, na sequência do desenvolvimento da área das ciências humanas e sociais então já existente na UNL e protagonizada por um grupo de docentes e investigadores, nomeadamente J. S. da Silva Dias, Leonor Buescu, João Morais Barbosa, Artur Nobre de Gusmão, Fernando Gil, Augusto Mesquitela Lima, A. H. de Oliveira Marques, José Augusto França, Vitorino Magalhães Godinho, José Mattoso, Raquel Soeiro de Brito, Teolinda Gersão, Leonor Machado de Sousa, Yvete Kace Centeno e Teresa Rita Lopes. A Faculdade iniciou a sua atividade a 2 de janeiro de 1978.

A FCSH localiza-se na avenida de Berna, no centro de Lisboa, próxima da Fundação Calouste Gulbenkian, sendo dotada de muito bons acessos a transportes públicos[carece de fontes?]. Sediada em terrenos que pertenceram a instalações militares (extinto Grupo de Companhias Trem-Auto das Forças Armadas), os espaços da Faculdade dividem-se pelos edifícios B1 e B2 (salas de aulas e secretariados de departamentos), Torre A (salas de aulas e sede do ILNOVA), Torre B (secretariados de departamentos, Biblioteca Mário Sottomayor Cardia, órgãos de gestão, serviços administrativos, cantina, associação de estudantes e, desde 2009, o edifício ID (Investigação e Doutoramentos). Este último, conhecido como o extinto DRM (Distrito de Recrutamento Militar), foi recentemente alvo de uma grande remodelação, a fim de se adaptar aos objetivos que lhe foram atribuídos. Aí funcionam o núcleo administrativo de apoio aos cursos de doutoramento, as unidades de investigação associadas à FCSH e as aulas dos cursos de doutoramento. No edifício ID pode ainda encontrar-se um bar de apoio e a sala destinada às provas de doutoramento.

Para além dos espaços letivos (salas de aula, anfiteatros e auditórios), a Faculdade dispõe ainda de algumas zonas de convívio, uma reprografia e um amplo pátio. Para resolver as questões logísticas que o seu crescimento recente gerou, estão previstas novas instalações para a FCSH no Plano de Pormenor do Campus de Campolide, onde já estão instaladas outras unidades orgânicas da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA) como a Faculdade de Economia (FE), a Faculdade de Direito (FD) e o Instituto Superior de Estatística e Gestão da Informação (ISEGI). Aí situam-se também a reitoria e a residência universitária Alfredo de Sousa.

Órgãos da faculdade[editar | editar código-fonte]

São órgãos da faculdade, de acordo com o determinado no RJIES e em despacho reitoral:[2]

  • O conselho de faculdade
  • O diretor
  • O conselho científico
  • O conselho pedagógico
  • O conselho de estudantes

Conselho de faculdade[editar | editar código-fonte]

O conselho de faculdade é um órgão colegial representativo composto por 13 membros[3]: oito docentes ou investigadores (Ana Paiva Morais, António José Duque da Silva Marques, João Sàágua, Margarida Acciaiuoli, Maria Helena Trindade Lopes, Maria Regina Salvador, Nuno Severiano Teixeira, Salwa Castelo-Branco), uma estudante (Ana Assunção) e quatro individualidades externas à Faculdade (Francisco Pinto Balsemão, Nazim Ahmad, António Vieira Monteiro e Francisco Seixas da Costa). Os docentes ou investigadores são eleitos pelos respetivos corpos para mandatos de quatro anos (podendo ser reconduzidos uma única vez), enquanto as individualidades externas, escolhidas pelo conselheiros eleitos na sua 1ª reunião, são nomeadas pelo reitor.[4]

Ao conselho de faculdade compete:[5]

  • Eleger o seu presidente, cargo hoje ocupado por Francisco Pinto Balsemão;
  • Eleger o diretor (por maioria absoluta, de entre o quadro de professores catedráticos e investigadores coordenadores em efetividade de funções na Faculdade);
  • Apreciar os atos do diretor e aprovar alterações de estatutos;
  • Sob proposta do diretor, aprovar opções estratégicas de médio e longo prazo, bem como criar, transformar ou extinguir departamentos, unidades de investigação ou serviços;
  • Pronunciar-se sobre a aquisição ou alienação de património;
  • Aprovar planos anuais de atividades, orçamentos e relatórios anuais de contas.

Diretor[editar | editar código-fonte]

O mandato do diretor tem a duração de quatro anos, podendo ser reeleito uma única vez num processo eleitoral que tem início três meses antes do seu termo [6] e pode designar até quatro Subdiretores.

Ao diretor compete orientar e coordenar as atividades e os serviços da faculdade, imprimindo-lhes unidade, continuidade e eficácia. Desse modo, incumbe-lhe representar a faculdade dentro e fora da instituição, velar pela observância dos estatutos e regulamentos, presidir aos conselhos científico e pedagógico (dos quais deve executar as deliberações vinculativas), nomear coordenadores executivos departamentais, aprovar calendários letivos, submeter ao Reitor a criação e extinção de cursos, coordenar os serviços de apoio à faculdade, orientar a gestão administrativa e financeira, tomar iniciativas conducentes ao desenvolvimento da faculdade, assegurar o cumprimento das deliberações tomadas pelos órgãos colegiais e zelar pela qualidade do ensino e investigação da Faculdade.[7]

Histórico de dirigentes[editar | editar código-fonte]

Presidentes da comissão instaladora da FCSH[editar | editar código-fonte]

  • dezembro de 1977 a novembro de 1980: A. H. de Oliveira Marques
  • novembro de 1980 a maio de 1981: J. S. da Silva Dias
  • novembro de 1981 a março de 1982: João Morais Barbosa

Diretores da FCSH/NOVA[editar | editar código-fonte]

  • maio de 1982 a dezembro de 1986: J. Manuel Nazareth
  • dezembro de 1986 a fevereiro de 1988: José Mattoso
  • março de 1988 a maio de 1993: Adriano Duarte Rodrigues
  • maio de 1993 a maio de 1996: J. Manuel Nazareth
  • maio de 1996 a junho de 2005: Jorge Crespo
  • junho de 2005 até julho de 2013: João Sàágua
  • julho de 2013 até fevereiro de 2016: João Costa
  • de fevereiro de 2016 até hoje: Francisco Caramelo

Departamentos[editar | editar código-fonte]

A FCSH delega aos seus 12 departamentos o funcionamento da sua oferta letiva, bem como o apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico e à divulgação da cultura nos domínios que lhe são próprios. O desenvolvimento dessa missão é assegurado pelos docentes associados ao departamento - de carreira e convidados - apoiados por um secretariado. A coordenação de cada departamento cabe a um coordenador executivo nomeado pelo Diretor de entre os professores de carreira.[8]

Os Departamentos da FCSH são:

  • Antropologia
  • Ciências da comunicação
  • Ciências musicais
  • Estudos políticos
  • Estudos portugueses
  • Filosofia
  • Planeamento regional
  • Historia
  • Historia da arte
  • Línguas, culturas e literaturas modernas
  • Linguística
  • Sociologia
Unidades de Investigação / Classificação FCT 2014
  • CIC.DIGITAL – Center for Research in Communication
    Information and Digital Culture
  • Centro de Linguística da UNL
    / Muito Bom
  • Centro de Estudos de Sociologia
    e Estética Musical / Excelente
  • Instituto de História
    de Arte / Muito Bom
  • Instituto de Filosofia da Nova/ Excelente
  • Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos
    / Excelente
  • Center for English, Translation
    and Anglo-Portuguese Studies / Bom
  • Instituto de Estudos de Literatura
    e Tradição / Muito Bom
  • Centro de História
    d'Aquém e d'Além-Mar / Excelente
  • Instituto de Estudos
    Medievais / Muito Bom
  • Instituto de História
    Contemporânea Excelente
  • Centros em Rede de Investigação
    em Antropologia / Muito Bom
  • Centro de Investigação
    para Tecnologias Interactivas
  • Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais
    da FCSH/UNL / Muito Bom
  • Instituto de Arqueologia e Paleociências
    da Universidade Nova de Lisboa
  • Instituto Português
    de Relações Internacionais Muito Bom

Unidades de investigação[editar | editar código-fonte]

O Edifício I&D alberga as Unidades de Investigação da FCSH. É também o local onde são leccionados os cursos de doutoramento

A FSCH integra um total de 16 unidades de investigação,[9] cuja principal missão passa pelo desenvolvimento da investigação e da cultura científicas nas diferentes áreas das ciências sociais e humanas, pela formação de investigadores e pela prestação de serviços à comunidade. A investigação é considerada uma das apostas mais significativas da faculdade, pois as suas unidades de investigação constituem uma referência de qualidade tanto a nível nacional como internacional[carece de fontes?].

A faculdade é a única instituição universitária na área das ciências sociais e humanas que dispõe de espaço próprio (edifício ID) exclusivamente dedicado à instalação das unidades de investigação e aos cursos de doutoramento, o que reforça a associação, tão desejada, entre a investigação e os cursos de 3º ciclo.

Ciclos de Estudo[editar | editar código-fonte]

A FCSH é atualmente a segunda maior unidade orgânica da NOVA, tanto em número de alunos como em dotação orçamental. Tem 306 docentes, na sua quase totalidade doutorados ou personalidades de reconhecido mérito na respetiva área científica, e cerca de uma centena de funcionários administrativos. No ano letivo 2015/16 a faculdade concentra um total de 4725 alunos, sendo 2587 de licenciatura, 1488 de mestrado e 650 de doutoramento.[10]

A oferta letiva da FCSH para o ano letivo 2016/2017 compreende 14 licenciaturas, 46 cursos de mestrado e 28 de doutoramento, sendo estes últimos ciclos de estudo desenvolvidos exclusivamente em regime pós-laboral.[11]

Os ciclos de estudos abrangem as áreas tradicionais das ciências sociais e humanas, mas também várias temáticas interdisciplinares e ainda diversos cursos de natureza mais profissionalizante. Além de uma escola de verão, a FCSH propõe ainda cursos de pós-graduação, especialização, livres e, desde 1997, um curso de língua e cultura portuguesas. A estrutura deste está repartida pelos seis níveis previstos pelo Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas e pode ser intensivo (30 horas durante 5 vezes por semana) ou semestral (64 horas 2 vezes por semana) ou até individual.

Os programas de mobilidade, de que o Erasmus é o exemplo mais conhecido, envolvem anualmente mais de 400 estudantes[10] (incoming e outgoing) e são um dos espelhos da estratégia de internacionalização da FCSH. A faculdade também oferece estágios profissionais em países membros da União Europeia.

Programa Pedro Hispano[editar | editar código-fonte]

O Programa Pedro Hispano – Estudos Doutorais em Ciências Sociais e Humanas – foi criado em maio de 2012 para promover a excelência, a interdisciplinaridade e a internacionalização de todos os programas doutorais da FCSH, através da dinamização de várias iniciativas:

  • Uma escola de verão, organizada anualmente. Cada escola de verão será estrutura no âmbito de problemáticas relevantes nas Ciências Sociais e Humanas;
  • Uma escola de inverno em ‘Research Skills’, focada no desenvolvimento de competências metodológicas e transversais;
  • Uma ‘Graduate Conference’ em Ciências Sociais e Humanas onde os doutorandos apresentam e discutem o seu trabalho de investigação com colegas e académicos. A primeira edição aconteceu a 26 e 27 de novembro de 2012;
  • As “Pedro Hispano Lectures”, desenvolvidas por académicos de renome;
  • Planeamento e desenvolvimento de programas de doutoramento interdisciplinares em inglês.

Biblioteca Mário Sottomayor Cardia (BMSC)[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Mário Sottomayor Cardia

Instalada no edifício principal da FCSH, é assim designada desde 2008, na sequência de uma doação privada de cerca de 70 mil volumes por parte da família do professor Mário Sottomayor Cardia, desaparecido em 2006.

Disponibiliza de recursos bibliográficos, documentais e informativos necessários ao ensino, investigação e educação nos domínios das ciências sociais e humanas.

Detentora de um acervo com mais de 92 mil monografias, 3 mil títulos de periódicos e mais de 3 mil unidades de material não-livro, a BMSC afirma-se como uma referência na sua área, colocando à disposição de professores, investigadores, alunos e funcionários da FCSH, bem como de qualquer leitor interessado, monografias, periódicos, trabalhos académicos, acesso local a repositórios digitais nacionais e internacionais de referência e disponibilização online de conteúdos decorrentes de projetos de investigação desenvolvidos pelas Unidades de Investigação sediadas na FCSH.

A BMSC é ainda depositária de doações particulares cedidas pelos legatários de antigos professores da FCSH: Biblioteca Leonor Buescu (BLB) – 3 mil volumes de âmbito geral, com maior relevância para a área da Linguística e da Literatura Portuguesa; Biblioteca Luís Krus (BLK) – 2200 obras sobre a História Medieval Portuguesa e Europeia, Antropologia e Sociologia; Biblioteca António G. Mattoso (BM) – 8500 livros de âmbito geral, com particular importância para a área da História e Biblioteca Mário Sottomayor Cardia (BMSC) – 70 mil volumes, ainda não totalmente tratados, que versam temáticas de carácter generalista, com particular evidência para a Filosofia e Ciência Política.

A BMSC integra, também, a coleção bibliográfica do American Ladies Club (ALC) – 1000 volumes dedicado à Literatura, bem como algumas bibliotecas pessoais, como é o caso da Biblioteca Dragomir Knapic (BK) – 250 obras sobre Geografia; Biblioteca Rodrigues Miguéis (BRM) – 1400 obras dedicadas à História da Literatura e Biblioteca António Rita Ferreira (BRF) – 850 livros relacionados com Antropologia, Colonização Africana, Etno-História de África e a Biblioteca João Catarino (BJC), contendo 700 obras sobre Arqueologia.

A BMSC integrou os fundos das extintas bibliotecas departamentais de Antropologia, História da Arte e Ciências Musicais, aumentando o seu acervo em mais de 10 mil obras e incorporando o fundo bibliográfico do musicólogo Macario Santiago Kastner.

A BMSC presta os serviços de difusão de informação; referência e pesquisa; leitura presencial; empréstimo domiciliário e empréstimo interbibliotecas.

Referências

  1. Diário da República, II série, nº128, de 4 de junho de 1990
  2. Artigo 8 do Capitulo II do Despacho Reitoral Nº 3849/2009
  3. «Membros do Conselho de Faculdade». 
  4. Artigo 9, alínea 9 e artigo 10 alínea 2 dos Estatutos da FCSH
  5. Artigo 10 dos estatutos da FCSH
  6. Artigo 13 dos Estatutos da FCSH
  7. Artigo 15 dos Estatutos da FCSH
  8. Artigos 24 e 25 dos Estatutos da FCSH
  9. «Página do Diário da República» (PDF). Dre.pt. 
  10. a b FCSH - Factos e Números [1]
  11. «Universidade Nova de Lisboa». Universidade Nova de Lisboa. Consultado em 2016-06-30. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]