Fabio Barbosa

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Fábio Colletti Barbosa (São Paulo, 3 de outubro de 1954) é um administrador[1] e executivo brasileiro, presidiu o Grupo Santander Brasil, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e o Grupo Abril S/A. Graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, instituição em que atuou como professor nas áreas de Mercado de Futuro e Derivativos, Barbosa fez MBA no International Institute for Management Development (Suíça).

É casado, tem três filhos e é torcedor do Santos F.C.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Fábio C. Barbosa iniciou a sua carreira na Nestlé, onde trabalhou por 12 anos na Suíça e nos EUA, nas áreas de finanças e controladoria. A partir de 1986 trabalhou por 7 anos no Citibank, atuando nas áreas de controle, planejamento, tesouraria. De 1993 a 1995 foi Presidente da LTCB Latin America, uma subsidiária Brasileira do The Long Term Credit Bank do Japão.

Em setembro de 1995 começou a trabalhar no banco holandês ABN AMRO. Foi indicado presidente da instituição no Brasil em agosto de 1996 e assumiu a Presidência do Banco Real em novembro de 1998, por ocasião da aquisição do último pelo grupo holandês. Desde janeiro de 2006 foi também o executivo responsável pelas atividades do ABN AMRO em toda a América Latina.

Em 2007 assumiu a presidência da FEBRABAN, sendo o primeiro presidente de um banco estrangeiro a presidir a entidade. Trabalhou por aumentar a transparência (STAR – sistema para comparar tarifas), o diálogo entre outros setores da economia e a educação financeira. Também implantou o DDA e a auto-regulação bancária. No final de 2007, o ABN Amro Bank foi vendido para o consórcio formado pelo Royal Bank of Scotland, pelo espanhol Santander e pelo belgo-holandês Fortis. E o Santander ficou com a operação brasileira. Em julho de 2008, Fábio Barbosa tornou-se presidente do Grupo Santander Brasil, formado pelo Santander e Banco ABN AMRO Real.

Em 2011, foi retratado [1] no livro Conversas com Líderes Sustentáveis por conta de sua gestão voltada para a sustentabilidade no banco Santander.

Barbosa foi também Membro do conselho de administração da Petrobras entre 2003 e 2011, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República do Brasil e do Instituto Empreender Endeavor (ONG que estimula o empreendedorismo).

Em agosto de 2011, assumiu a Presidência Executiva da Abril S.A. Deixou a empresa em março de 2015.

É atualmente conselheiro de empresas e instituições, como por exemplo Itaú Unibanco, Natura e OSESP.

Ideais[editar | editar código-fonte]

Fábio C. Barbosa foi responsável pelo processo de integração das culturas do Banco Real e do ABN AMRO, quando este comprou o banco brasileiro em 1998. Com o passar dos anos, Barbosa colocou em práticas alguns valores pessoais que julgava muito importantes para a sua vida e carreira[2]. A frase “Dar certo, fazendo a coisa certa, do jeito certo” é o seu lema de gestão[3]. Desde 2000, com base nessa crença, o Banco Real colocou em prática uma iniciativa de sustentabilidade ligada aos negócios[4], resultando em amplo reconhecimento nacional e internacional. O case de integração de sustentabilidade aos negócios virou objeto de estudo na universidade Harvard[5]. Em 2006, o Banco Real foi escolhido o "Banco Sustentável do Ano em Mercados Emergentes"[6], na 1ª edição do Sustainable Banking Award, do Financial Times. No mesmo ano, o banco também foi agraciado pela Câmara Internacional de Comércio com o World Business Awards[7], um prêmio que reconhece os esforços de instituições para o cumprimento dos Objetivos do Milênio. Em 2008, além de ter sido reconhecido por importantes prêmios nacionais[8], o Banco Real voltou a ser reconhecido pelo Financial Times[9], dessa vez como o banco mais sustentável do ano no mundo. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009[10].

Fábio escreve uma coluna mensal na Folha de S.Paulo.

Referências