Fabio Schvartsman

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Fabio Schvartsman
Nascimento 25 de fevereiro de 1954 (67 anos)
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Ocupação Ex-Presidente da Vale S.A.

Fabio Schvartsman (25 de fevereiro de 1954)[1] é um engenheiro de produção e executivo brasileiro. Tomou posse no cargo de presidente da Vale S.A. em 22 de maio de 2017[2] e ocupou o posto até fevereiro 2019, quando um documento assinado por integrantes do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Polícia Federal (PF) pede ao conselho de administração da mineradora Vale, responsável pelo crime ambiental de Brumadinho, o “imediato afastamento” do diretor-presidente, Fabio Schvartsman, além de outros quatro diretores da empresa.(As informações são da coluna Painel, da Folha de S.Paulo. ) .[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Duas semanas antes do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, o ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman e outros dirigentes da mineradora receberam um e-mail anônimo que denunciava níveis de “barragens no limite” e pedia o resgate de condições seguras de operação. A tragédia ocorreu no dia 25 de janeiro deste ano e, até agora, resultou em 252 mortes. Outras 19 pessoas seguem desaparecidas.

A informação conta do relatório final da CPI de Brumadinho na Câmara dos Deputados, que vai ser lido nesta terça-feira (29) e deve ser votado no próximo dia 5, quando se completa quatro anos do rompimento de outra barragem, em Mariana, na região Central do Estado.

Segundo os documentos, a existência do e-mail recebido no dia 9 de janeiro deste ano foi mencionada no depoimento prestado à Polícia Civil de Minas Gerais por Alexandre de Aquino Pereira, ouvidor geral da empresa. Na mensagem, o denunciante cita que as instalações estariam “carentes de investimentos correntes para adequação mínima” e havia “recursos humanos deficitários e mal remunerados nas áreas de operação, manutenção e engenharia”. Ainda segundo o e-mail, além de “barragens no limite” e precariedade de equipamentos, a pessoa afirma que para os próximos anos seria necessário “resgatar condições mínimas de operação segura para pessoas e instalações”, uma vez que “não teria mais como reduzir o custo na área operacional”. Essa redução, de acordo com texto, precisaria ser feita no meio corporativo.

Pereira conta que essa denúncia foi encaminhada ao ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman e a outros dirigentes porque, na avaliação dele, o conteúdo da mensagem deveria ser tratado pela administração e não pela ouvidoria. Contudo, Schvartsman teria se mostrado ofendido com o teor da mensagem e pediu que o remetente fosse identificado, o que eles não conseguiram.

A existência do e-mail anônimo foi questionada a Schvartsman em seu depoimento à Polícia Civil e ao qual a CPI de Brumadinho na Câmara dos Deputados teve acesso.  

Sobre o episódio, o ex-presidente da Vale disse aos investigadores que o caso não foi apurado porque tratou-se de uma denúncia “inespecífica” e “contraditória”, que não demandaria investigação por se tratar de informações inverídicas. Ele declarou que o objetivo de identificar o representante era saber quem estava contra uma diretriz fundamental da empresa de integração e, no mínimo, “sentar com o camarada e olhar olho no olho" para saber porque era contra o ouvidor e a insatisfação com algumas políticas internas da empresa.

Schvartsman citou ainda para a força policial que os investimentos em barragem cresceram, não ocorreram incêndios em sua gestão e que, sobre o termo “barragem no limite”, ele compreende que as barragens da mineradora estão de fato perto da sua capacidade e isso não é um problema, uma vez que a Vale está privilegiando operação a seco.

Ao juntar esses trechos no parecer, o relator do caso, deputado Rogério Correia (PT), alegou que “o gestor máximo da empresa não lidava bem com problemas chegando a ele, criando justificativas para inações deliberadas, ao mesmo tempo em que atuava, de forma enérgica, para controlar situações que pudessem causar danos à imagem da empresa perante seus investidores”.

Outras indicações

No documento de 595 páginas é pedido o indiciamento por homicídio doloso e lesão corporal dolosa – quando há intenção de cometer esses crimes – de 22 diretores da Vale, engenheiros e terceirizados, incluindo Fabio Schvartsman. O relatório também pede o indiciamento da Vale e da Tüv Süd Bureau de Projetos e Consultoria Ltda. por inúmeros crimes ambientais.

Graduado e pós graduado em engenharia de produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), foi diretor financeiro da Ultrapar e chefiou a Duratex e a Klabin. Por fim, assumiu a presidência da Vale S.A.[2][4]

Fabio Schvartsman assumiu o comando da Vale pouco mais de um ano e meio do rompimento de uma barragem da mineradora Samarco e, segundo funcionários e analistas que acompanham a empresa, "Mariana nunca mais" era um dos lemas que ele colocou para a companhia.[5] Seu mandato foi renovado por mais dois anos.[5] Contudo, no contexto do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, no fim de janeiro de 2019, quando Fabio Schvartsman ainda era o presidente da empresa, ele se pronunciou afirmando que:

Em 2016, de acordo com a própria Vale, a renda anual do presidente da companhia foi de quase 60 milhões de reais,[7] quando era presidida então por Murilo Ferreira, que foi substituído por então por Fábio Schvartsman, que ganhou R$ 19 milhões.[8]

Referências

  1. «Fabio Schvartsman, da Klabin, será o novo presidente da Vale». G1. Consultado em 11 de março de 2019 
  2. a b «Fabio Schvartsman toma posse como presidente da Vale». Folha de S.Paulo. Uol. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  3. Gortázar, Naiara Galarraga (3 de março de 2019). «Pressão das autoridades força saída temporária de presidente da Vale». EL PAÍS. Consultado em 4 de março de 2019 
  4. Fernando Scheller (27 de março de 2017). «Novo presidente da Vale, Fabio Schvartsman tem perfil discreto e direto». Estadão. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  5. a b «Indicação política e recuperação financeira: quem é o presidente da Vale?». economia.uol.com.br. Consultado em 11 de março de 2019 
  6. «Vale é 'joia brasileira' e não pode ser condenada por 'acidente' em Brumadinho, diz presidente da empresa». O Globo. 14 de fevereiro de 2019. Consultado em 11 de março de 2019 
  7. jun 2018 - 06h29, Discover More Here 28 (26 de junho de 2018). «Veja quanto ganham os presidentes e executivos da Vale, Itaú e Bradesco». EXAME. Consultado em 28 de março de 2019 
  8. «Empresas revelam rendas milionárias de diretores e conselheiros - Portal Vermelho». www.vermelho.org.br. Consultado em 28 de março de 2019 
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