Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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A Faculdade de Ciências Econômicas (FCE) é uma unidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), responsável por quatro cursos de graduação, cursos de pós-graduação e diversas disciplinas para cursos de outras unidades.

O surgimento da Faculdade de Ciências Econômicas remonta à antiga Escola de Comércio, criada em 26 de novembro de 1909, como órgão da Faculdade Livre de Direito, em Porto Alegre, a torna uma das unidades de ensino mais antigas da atual UFRGS. A instituição permaneceu junto a Faculdade de Direito até o ano de 1945.

Atualmente a FCE é composta por dois departamentos na graduação: o Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais (DCCA) e o Departamento de Ciências Econômicas (DECON). Enquanto o primeiro administra os cursos de Ciências Contábeis e de Ciências Atuariais, o segundo é responsável pelos cursos de Ciências Econômicas e de Relações Internacionais.

Possui ainda o Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (IEPE[1]), como órgão auxiliar, responsável, desde seu surgimento em 1953, pelo levantamento dos índices de preços de Porto Alegre e pelos primeiros cursos de Pós-graduação e Mestrado da Unidade.

História[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, a Escola de Comércio oferecia dois cursos. O primeiro, o Curso Geral, de três anos, habilitava técnicos para o exercício das funções de guarda-livros, perito judicial e empregos na Fazenda. O segundo, um Curso Superior, tinha duração de dois anos, e tinha o Curso Geral, como pré-requisito. Na primeira formatura, em 1913, oito acadêmicos receberam o título de Bacharel em Ciências Econômicas[2] e Comerciais.

Em 1934, é criada a Universidade de Porto Alegre, instituição estadual, e a Escola de Comércio, juntamente com a Faculdade de Direito, passa a integrá-la.

Em 1945, com a autonomia da Faculdade de Direito, muda sua denominação de Escola de Comércio para Faculdade de Economia e Administração. Nessa época a Faculdade passa a oferecer os cursos de Ciências Econômicas, Ciências Contábeis e Atuariais, além de cursos técnicos, que futuramente seriam ministrados na Escola Técnica. Em 1947, foi criado o Curso Extraordinário de Biblioteconomia, que deu origem à Escola de Biblioteconomia e Documentação.

Em 1950, com a federalização da então Universidade do Rio Grande do Sul (URGS), recebe sua denominação atual de Faculdade de Ciências Econômicas (FCE), e em 1953 passa a ocupar sua sede própria, no terreno do antigo colégio Júlio de Castilhos que havia incendiado em 1951. Até então, continuava a utilizar o espaço físico da Faculdade de Direito. Em sua nova sede, instalou-se também a Reitoria da URGS até a conclusão do prédio que ocupa hoje a Administração Central na Avenida Paulo Gama.

Em 1953, é criado o Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas. Em 1959, surge o Instituto de Estudos e Pesquisas em Administração. Os centros passam a realizar pesquisas e cursos, junto ao governo do estados e diversas prefeituras. Na década de 60 passam a ser oferecido os primeiros cursos de pós-graduação, o primeiro deles, Mestrado em Economia e Sociologia Rural, é exemplo do pioneirismo da FCE na UFRGS.

Em 1963 é criado oficialmente o curso superior de Administração de Empresas e três anos depois o de Administração Pública. Com a instalação da Escola de Administração, em 1996, os cursos de graduação e pós-graduação na área da administração sai da alçada da FCE, e passa a ser oferecido pela nova Escola.

Em 2003, a Faculdade de Ciências Econômicas cria um novo curso, o de graduação em Relações Internacionais, cujo primeiro ingresso é feito em 2004.

Nos anos de 2009 e 2010, a instituição foi movimentada pelas comemorações de seu centenário e do centenário do Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais (DAECA). Nesta mesma época, ao aderir ao programa Reuni, a faculdade começa a receber um maior número de estudantes a cada vestibular e por um processo de remodelação e reestruturação do seu espaço físico.

Relação dos diretores[editar | editar código-fonte]

  • Manoel André da Rocha[3] (1909 - 1935)
  • Luiz Mello Guimarães[3] (1936 - 1938)
  • Leonardo Macedônia Franco e Souza[3] (1938 - 1940)
  • Edgar Luiz Schneider[3] (1940 - 1942)
  • Elpidio Ferreira Paes[3] (1942 - 1945)
  • Abio Hervé (1945 - 1946)
  • Laudelino Teixeira de Medeiros (1946 - 1949)
  • Hélio Machado da Rosa (1949 - 1952)
  • Pery Pinto Diniz da Silva (1953 - 1964)
  • Walter José Diehl (1964 - 1965)
  • Francisco Machado Carrion (1966 - 1970)
  • Herbert Guarini Calháu (1971 - 1975)
  • Francisco Machado Carrion (1976 - 1981)
  • Antonio Carlos Santos Rosa (1981 - 1984)
  • Edgar Irio Simm (1984 - 1986)
  • Walter Meucci Nique (1986 - 1991)
  • Yeda Crusius (1991 - 1992)
  • Pedro Cezar Dutra Fonseca (1992 - 1996)
  • Otilia Beatriz Kroeff Carrion (1996 - 2000)
  • Pedro Cezar Dutra Fonseca (2000 - 2004)[4]
  • Gentil Corazza (2004 - 2008)
  • Hélio Henkin (2008 -)

Movimento estudantil[editar | editar código-fonte]

O movimento estudantil na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS começou em 7 de setembro de 1910, quando vinte e nove alunos da Escola de Comércio reuniram-se e fundaram um grêmio estudantil, que é considerado o centro acadêmico de ciências econômicas mais antigo do Rio Grande do Sul. O grêmio seria substituído mais tarde pelo Centro de Estudantes Universitários de Ciências Econômicas, que em 1946 lançou a Revista do CEUCE.

Em 1953, com a mudança de sede pela qual passou a Faculdade, o CEUCE passa a ocupar o espaço físico que anos antes havia sido palco de uma grande realização do Movimento Estudantil gaúcho. Nos tempos de Julinho, surgiu dentro do Grêmio Estudantil, o embrião do que seria o Movimento Tradicionalista Gaúcho. Em 1947, um grupo de estudantes, dentre os quais Paixão Côrtes, fundou o Departamento de Tradições Gaúchas do Colégio Júlio de Castilhos, que no ano seguinte se transformaria no primeiro CTG.

Com a autonomia da FCE do Faculdade de Direito, surge o DAECA. Em 1973, dias após completar seu 63º aniversário, época em que chamava-se Diretório Acadêmico de Economia Contábeis e Administração, o DAECA foi fechado pela reitoria da universidade e teve sua sede lacrada pelo DOPS. Em agosto de 1974, os estudantes conseguiram a reabertura do Diretório. Com a mudança do curso de administração para unidade autônoma, em 1996, o DAECA passa a chamar-se Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais. Representando quase dois mil estudantes de três cursos, o DAECA é um dos maiores diretório da UFRGS em atividade.

Outro momento em que o DAECA esteve ausente foi na primeira metade da década de 2000, o que inclusive favoreceu o surgimento de uma entidade autônoma para a representação dos estudantes de Relações Internacionais - o Centro Estudantil de Relações Internacionais (CERI). A partir de 2005, um grupo de estudantes reestruturou a entidade, com revitalização do espaço, reedição do Jornaleco, realização de atividades acadêmicas, organização e participação em eventos dos cursos. Contrapondo a situação que apresentava-se no início dos anos 2000, no final da década o DAECA figurava como um dos principais diretórios da UFRGS.

Programa de Pós-Graduação em Economia[editar | editar código-fonte]

No terceiro andar do prédio da FCE, funciona o PPGE/UFRGS (Programa de Pós-Graduação em Economia da UFRGS).

Histórico[editar | editar código-fonte]

O Programa de Pós-Graduação em Economia (PPGE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul iniciou as suas atividades em 1971. A primeira turma de mestrado foi iniciada em 1972. Em 1991, a Câmara Especial de Pós-Graduação em Pesquisa desta Universidade aprovou a implantação do doutorado. A primeira turma iniciou suas atividades em março de 1992. Em dezembro de 1993, o doutorado em Economia foi reconhecido pela CAPES-GTC. Ao longo deste período já foram defendidas mais de 200 dissertações de mestrado e 30 teses de doutorado. Os alunos titulados pela UFRGS têm encontrado colocação como professores de diversas Universidades públicas e privadas, no setor público federal e estadual e também no setor privado. A partir de 1999, foi iniciado, já com reconhecimento da CAPES, o Mestrado Profissional em Economia Aplicada. Ao contrário do tradicional mestrado acadêmico, esta nova modalidade de mestrado tem como público-alvo profissionais que atuam no mercado de trabalho não-acadêmico. O programa é um dos 10 melhores do Brasil e líder na Região Sul, com conceito 5 na CAPES.

Avaliações dos cursos[editar | editar código-fonte]

Ciências econômicas[editar | editar código-fonte]

Durante os cinco anos que foi avaliado, no período que vai de 1999 até 2003, o curso de ciências econômicas da UFRGS obteve conceito máximo no ENC-Provão.[carece de fontes?]

Notas

  1. Apesar do órgão ser um Centro, e não um Instituto, a sigla se manteve com o nome da criação e com a qual era amplamente conhecida
  2. grafia da época
  3. a b c d e Diretores da Faculdade Livre de Direito, no período em que a antiga Escola de Comércio ainda era vinculada à instituição.
  4. O mandato foi concluído por Paulo Schmidt, que permaneceu no cargo por menos de um ano, durante 2004

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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