Fajã de Santo Amaro

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Formações geológicas costeiras.

A Fajã de Santo Amaro fica situada na freguesia de Santo Amaro, lugar da Queimada, Concelho de Velas, na costa Sul da ilha de São Jorge.

Apesar de ser designada de fajã, esta localidade não possui as características típicas das fajãs e não é conhecida pela maioria das pessoas da ilha como tal.

A Estrada Regional atravessa-a, e nos seus terrenos, junto ao mar, foi construído o Aeródromo de São Jorge. trata-se de uma localidade bastante povoada e com bom clima.

Entre os seus edifícios de maior destaque temos a casa que foi da família Cunha que se apresenta com cariz senhorial e construção antiga e bem conservada, com três pisos.

Este edifício é dotado por uma ermida dedicada à evocação de Nossa Senhora da Boa Hora que foi fundada no dia 9 de Junho do ano de 1711.

Tanto esta localidade como grande parte do seu parque habitacional incluída a Ermida de Nossa Senhora da Boa Hora tiveram grande destruição pela erupção vulcânica de 1808 que fez grandes estragdos por toda a Urzelina e áreas circundantes.

Finda a Actividade vulcânica a localidade foi reconstruída e recuperando alguma da sua glória arquitectónica, mas muita da arquitectura única e de bastante valor desapareceu para sempre.

Além da ermida já referenciada, existem também aqui duas outras Ermidas de menos dimensão, Ermida de São Vicente Ferreira, a qual era possuidora de cinco imagens antigas, tendo duas sido roubadas devido ao seu valor.

A outra ermida, a Ermida de Nossa Senhora do Desterro, encontra-se perto perto da localidade da Ribeira do Nabo.

A festa de Nossa Senhora da Boa Hora realiza-se no segundo Domingo de Setembro. tem missa cantada, uma procissão, arrematações, tourada e bazar.

Relativamente às restantes festividades religiosas que aqui se realizavam, foram ao longo dos anos caindo em desuso, nomeadamente no respeitante às da Ermida de São Vicente. Referentemente à festa de Nossa Senhora do Desterro esta é realizada no dia 2 de Fevereiro de cada ano, mas é apenas composto por uma missa.

A enchente de do dia 3 de Fevereiro do ano de 1899 quase que destruiu o porto desta fajã, e que causou grandes estragos em toda a costa Sul da ilha de São Jorge.

Actualmente o porto é um dos melhores da ilha, tem um cais com guindaste que serve muitos barcos de pesca e de recrio. É ainda uma excelente zona balnear, com um pequeno areal do lado direito do cais.

No que respeita à pesca, os anzóis eram os instrumentos mais utilizados, havendo também redes cujo uso desapareceu. Os peixes que mais abundantes são: o congro, a tainha, a abrótea, o rocaz, o chicharro, a bicuda, o sargo, a garoupa, a anchova e o peixe-serra.

A nível de ornitologia temos neste o melro, o canário, o pardal, a forfolha (estrelinha), a vinagreira, o estorninho, o cagarro, o milhafre, a garça, o garajau e o periquito.

Esta localidade é atravessa por duas ribeiras: A Ribeira da Courela, que divide a localidade da Urzelina da de Santo Amaro, e a Ribeira da Fajã.

Existem ainda dois chafarizes bastante antigos, um com data de 1873 e o outro de 1897.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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