Falitzis

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Filitzes
Baixo-relevo representando Filitzes em Fajsz
Grão-príncipe da Hungria
Antecessor(a) Zaltas (debatido)
Sucessor(a) Taxis
 
Casa Arpades
Religião paganismo
Pai Jutotzas

Filitzes (em grego medieval: Φαλίτζις; transl.: Phalítzis; em húngaro: Falicsi) ou Falis (em grego medieval: Φαλis; em húngaro: Fajsz) foi grão-príncipe da Hungria de cerca de 950 até cerca de 955. Toda a informação sobre seu vem da Sobre a Administração Imperial, um livro escrito pelo imperador Constantino VII (r. 913–959). Nenhuma fonte húngara contemporânea ou posterior preserva seu nome, sugerindo que ele não teve papel ativo na política da confederação tribal.

Vida[editar | editar código-fonte]

Falitzis é o único filho conhecido de Jutotzas, o terceiro filho de Arpades que liderou as tribos magiares à época da conquista da bacia dos Cárpatos entre cerca de 895-907.[1] Com a morte de Arpades,[2] mudanças profundas ocorreram na confederação tribal.[3] Apesar de várias tribos podiam inclusive agir em conjunto em raides, elas não obedeciam mais uma forte autoridade central.[4] Apesar disso, como o historiador Miklós Molnár enfatiza, "a supremacia da Casa de Arpades parece ter permanecido inabalada."[2] Por exemplo, visitantes húngaros a Constantinopla – incluindo Termatzus, um bisneto de Arpades[5] – informaram ao imperador Constantino que o "primeiro chefe" dos húngaros "veio por suessão da família de Arpades".[6] Constantino também menciona que Falitzis foi o chefe da confederação cerca de 950. O historiador Gyula Kristó propôs que Falitzis abdicou após a derrota catastrófica dos húngaros na mão dos germânicos na Batalha de Lechfeld em 955.[4][7]

Nome e legado[editar | editar código-fonte]

O nome de Falitzis, que foi preservado em duas formas – "Falitzis" e "Falis" –[8] pode estar conectado com a palavra húngara para "metade" (fél) ou o verbo fal ("engolir").[9] O historiador György Györffy propôs que a vilas chamadas Fajsz na bacia dos Cárpatos – por exemplo, aquela no condado de Bacs-Cumânia Menor – foram nomeadas em sua homenagem. Com base na forma Falitzis de seu nome, Gyula Kristó rejeitou essa hipótese.[9]

Referências

  1. Kristó 1996, p. 18–22.
  2. a b Molnár 2001, p. 17.
  3. Curta 2006, p. 189.
  4. a b Engel 2001, p. 20.
  5. Kristó 1996, Apêndice 1.
  6. Constantino VII 1993, 179 (cáp. 40).
  7. Kristó 1996, p. 23.
  8. Kordé 1994, p. 207.
  9. a b Kristó 1996, p. 22.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Curta, Florin (2006). Southeastern Europe in the Middle Ages, 500-1250. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0521815398 
  • Engel, Pál (2001). The Realm of St Stephen: A History of Medieval Hungary, 895–1526. Nova Iorque: I.B. Tauris. ISBN 1-86064-061-3 
  • Kordé, Zoltán (1994). «Taksony». In: Kristó, Gyula; Engel, Pál; Makk, Ferenc. Korai magyar történeti lexikon (9-14. század) [=Encyclopedia of the Early Hungarian History (9th-14th centuries)]. Budapeste: Akadémiai Kiadó. ISBN 963-05-6722-9 
  • Kristó, Gyula; Makk, Ferenc (1996). Az Árpád-ház uralkodói [=Rulers of the House of Árpád]. Budapeste: I.P.C. Könyvek. ISBN 963-7930-973 
  • Molnár, Miklós (2001). A Concise History of Hungary. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-66736-4