Família Argiro

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Miliarésio com efígie de Romano III Argiro (r. 1028–1034)
Histameno de Aleixo I Comneno (r. 1081–1118)

Argiro (em latim: Argyrus; em grego: Ἀργυρός; transl.: Argyrós; derivado de ἄργυρος, "prata"; forma feminina: "Argira" (Ἀργυρή)), foi o nome de uma proeminente família aristocrática do Império Bizantino, ativa de meados do século IX até o final do império no século XV, embora seu pico tenha sido meados do século XI. O nome também evoluiu para a variante Argirópulo (em grego: Ἀργυρόπουλος).[1]

Os Argiros aparentemente são originários da província de Carsiano, onde possuíam grandes propriedades.[1] Sendo eles, portanto, membros da aristocracia militar fundiária da Anatólia (os dynatoi); de fato, eles estão entre as mais antigas, e quase arquetípicos, e teriam emergido ao lado da família Ducas. A família é atestada seguramente em meados do século IX, mas pode ter suas origens em um certo patrício Mariano e seu filho Eustácio, que foi capturado pelo Califado Omíada em 740/741 e executado após recusar-se à conversão ao islamismo.[2]

Começando com o fundador da família Leão Argiro, muitos dos primeiros membros eram oficiais militares, tal como Eustácio Argiro e seus filhos Leão e Potos Argiro, ou Basílio Argiro no século XI. O irmão de Basílio, o único Argiro do apogeu da família a tornar-se um oficial civil nessa época, tornou-se o imperador Romano III Argiro (r. 1028–1034).[1]

O imperador Aleixo I Comneno (r. 1081–1118) esteve comprometido com uma dama Argiro, mas ela morreu antes do casamento. No período Comneno a família declinou em estatuto, e os últimos Argiros e Argirópulos foram principalmente intelectuais e proprietários, dentre os quais o astrônomo Isaac Argiro, o humanista João Argirópulo e o músico Manuel Argirópulo.[1]

Referências

  1. a b c d Kazhdan 1991, p. 165.
  2. Cheynet 2003, p. 58.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cheynet, J.-C.; Vannier, J.-F. (2003). Les Argyroi (em francês). 40. [S.l.]: Zbornik Radova Vizantološkog Instituta. p. 57–90. ISSN 0584-9888