Família Matarazzo

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Matarazzo é um ramo ítalo-brasileiro da família Matarazzo de Itália, cujos membros são donos das indústrias de mesmo nome. Atualmente conta com membros em vários setores da elite da sociedade brasileira, como a política, as artes, a magistratura, a medicina, o empresariado ou nos meios de comunicação.

Personalidades[editar | editar código-fonte]

Com a guerra, foi combinado que, dadas as circunstâncias de se tratar do pai de consortes de membros da alta nobreza italiana, bem como após uma doação multimilionária ao Reino da Itália por parte de Matarazzo, Francesco receberia um título nobiliárquico. O rei Vítor Emanuel III, no Decreto Real de 25 de junho de 1917, extensivo aos filhos varões em 2 de dezembro de 1926, o titulou como O Muito Honorável Conde Matarazzo.

Francesco Matarazzo contraiu matrimônio com Filomena Sansivieri com quem teve 13 filhos: Giuseppe Matarazzo, Andrea Matarazzo, Ermelino Matarazzo, Teresa Matarazzo, Mariangela Matarazzo, Attilio Matarazzo, Carmela Matarazzo, Lydia Matarazzo, Olga Matarazzo, Ida Matarazzo, Claudia Matarazzo, Francisco Matarazzo Júnior e (Luigi) Luís Eduardo Matarazzo.

Teve cinco filhos, entre eles Maria Pia Matarazzo.

Casou-se três vezes e tem quatro filhos: Jayme Monjardim Matarazzo Filho,[1] Maria Fernanda Matarazzo,[2] André Escobar Monjardim Matarazzo[1] e Maysa[3]

Conde Francesco[editar | editar código-fonte]

Francesco Antonio Maria Matarazzo (1854-1937) era um italiano que chegou ao Brasil em 1881 em busca de melhores condições de vida. Começou trabalhando como mascate, e mais tarde ele montara uma pequena fábrica para processar banha de porco, depois passou a fabricar as embalagens metálicas do produto o que o levou a montar uma metalúrgica. Mais tarde começou a vender arroz, massas, óleos, peixe e trigo em um supermercado. Logo ele funda a companhia Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo.

O império Matarazzo crescia cada vez mais em diversos setores como alimentício, têxtil, navegação de cabotagem, indústrias siderúrgicas, altos investimentos em ferrovias e hidrelétricas.

Francesco não pertencia à nobreza italiana nem à nobreza de outros países da Europa, no entanto, no Brasil, já bilionário, alguns de seus filhos vieram a se casar com membros da alta nobreza italiana. Entre os quais, suas filhas Olga e Cláudia Matarazzo, que casaram-se com Francesco Ruspoli, 8º príncipe de Cerveteri, e o príncipe Giovanni Alliata Di Montereale, respectivamente; e seus filhos Giuseppe e Attilio Matarazzo, casados com Anna de Notaristefani dei Duchi di Vastogirardi e Adele dall'Aste Brandolini, respectivamente. Para que não ficasse mal perante a nobreza, em função de entes da alta nobreza italiana estarem casados com plebeus, as referidas famílias com que os filhos de Francesco Matarazzo estavam casados fizeram um lobby com o rei Vítor Emanuel III da Itália. Após várias respostas negativas por parte do então rei da Itália, a Itália entra na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Nesse cenário, o monarca italiano disse que dadas as circunstâncias, por se tratar do pai de consortes de membros da alta nobreza italiana, se Francesco Matarazzo doasse milhões de dólares estadunidenses ao Reino da Itália, o rei da Itália conferiria um título nobiliárquico ao mesmo. Após o envio de milhões de dólares estadunidenses e demais mercadorias, recebe do rei Vítor Emanuel III o título nobiliárquico de O Muito Honorável Conde Matarazzo, em 1917.[carece de fontes?]

Matarazzo morreu em 1937, após uma crise de uremia, na condição de homem mais rico do país, com uma fortuna de 10 bilhões de dólares estadunidenses, sendo proprietário de mais de 350 fábricas.

Fazenda Amália[editar | editar código-fonte]

O palacete é uma mansão construída pelo conde Francisco Matarazzo Jr. para a ser a residência oficial da sua família na Fazenda Amália situada em Santa Rosa de Viterbo na região de Ribeirão Preto SP .

Foi construída em 1931 nos moldes dos casarões construídos na Avenida Paulista, em São Paulo, onde morou com o pai, o conde Francesco Matarazzo.

O conde ainda construíu uma estrada particular para o acesso exclusivo da família e de suas visitas. A entrada da estrada está no centro da cidade,abaixo da Praça Guido Maestrello onde fica a igreja matriz. Foi construído um portão monumental com dois leões um de cada lado do portão, e seu entorno foi criada a Praça Maria Pia, homenagem à filha caçula do conde.

O palacete e seu entorno permanece sob administração da família Matarazzo, algo em torno de 66,6 hectares.

Referências

  1. a b UOL/Folha Online (18/07/2008). «Neto de Maysa será filho dela em minissérie da Globo, diz Daniel Castro». 
  2. Rosângela Honor; Rodrigo Cardoso. «Espanhol em Terra Nostra» (htm). Istoé Gente. 
  3. Redação Online (7 de janeiro de 2011). «Jayme Monjardim e Tânia Mara publicam fotos de Maysa». Contigo!.