Farol da Pedra Seca

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Farol da Pedra Seca
Número nacional
1236
Localização
Coordenadas
Banhado por
Endereço
Localização
Altitude
16,3 m
História
Período de construção
Inauguração
7 de setembro de 1873 (145 anos)
Arquitetura
Altura
15
Altura focal
16 mVisualizar e editar dados no Wikidata
Equipamento
Alcance luz
16 Milhas Nauticas milhas náuticas
Luz característica
Identificadores
internacional
G-0188
№ da ARLHS
BRA-165
№ da NGA
17892
Farol visto de perto

O Farol da Pedra Seca é um farol do estado brasileiro da Paraíba. É a primeira construção desse tipo da Paraíba, erguido em 1869 em Cabedelo. Erigido como uma torre com tronco piramidal octogonal em ferro, numa base quadrada de alvenaria, branca, a construção tem placa de inauguração com data de 1870.[1][2][3]

História[editar | editar código-fonte]

Oficialmente, foi no dia 7 de setembro de 1873 que o farol da «Pedra Seca» foi inaugurado, tendo sido o primeiro farol a ser implantado em toda a costa paraibana pelo governo imperial. A obra, cuja construção ficou a cargo do engenheiro Julio Teixeira de Macedo, foi encomendada pelo engenheiro e fidalgo Zósimo Barroso, em 1869, e fazia parte de um conjunto de nove torres de ferro forjado da empresa P & W Maclellan, de Glasgow, na Escócia, com 14,5 metros de altura. Um aparelho lenticular fixo de quarta ordem da Barbier & Fenestre, de Paris, também completava o conjunto. Era considerado o que havia de melhor em sinalização náutica na época. Foi um importante melhoramento há muito reclamado pelos interesses da navegação e do comércio nessa região do Nordeste brasileiro.

As peças do farol chegaram à Paraíba em janeiro de 1872, por intermédio do arsenal de Pernambuco, na administração de José Evaristo da Cruz Gouvêa, ficando guardadas no edifício da Alfândega, no Porto do Capim. A preocupação dos políticos locais era tamanha que o senador Frederico de Almeida e Albuquerque, na qualidade de presidente da província, ao passar o governo ao quinto vice-presidente Cruz Gouvêa, ressaltou o seguinte em seu relatório:

No dia 9 do corrente, vindo da corte, o primeiro-tenente da armada José Maria do Nascimento Júnior, a quem o Ministério da Marinha encarregou de determinar o ponto em que deve ser construído o farol de que trato (...) e seguindo imediatamente depois de sua chegada o primeiro-tenente Nascimento Junior para o Cabedelo, concluiu os trabalhos de sua comissão, conforme me comunicou por ofício datado de 15 do corrente mês.

A obra foi erguida em uma laje que aflora na maré baixa, conhecida como «Pedra Seca», situada a pouco mais de um quilômetro da costa, precisamente na praia denominada Miramar, limite com a praia Formosa, com o intuito de sinalizar a entrada no porto, já que toda a orla de Cabedelo é coberta por uma barreira de corais. Para a montagem do farol, construiu-se uma rígida base de alvenaria, com a finalidade de receber as placas metálicas que formariam a estrutura da torre octogonal. Em 1922, o queimador original foi substituído por um eclipsor AGA automático, à base de acetileno. Com isso, a vigília dos faroleiros pôde ser substituída por confortáveis visitas bimestrais. Hoje, com o emprego de elementos fotovoltaicos, o farol está totalmente automatizado.

Conta-se que o farol foi construído em terra firme, mas que, com o avanço progressivo do mar, hoje se encontra a 400 metros da beira-mar. Os depoimentos mais antigos afiançam que pelo menos o espaço correspondente a duas ou três ruas com casas sumiu com o avanço do mar, em Ponta de Mato, destruindo as habitações mais antigas ali construídas.[carece de fontes?]

Breve cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 1869: data da encomenda do farol[4][5]
  • 1873 (7 de setembro): data da inauguração[5]
  • 1922: instalação de um eclipsor AGA automático, alimentado a acetileno[4][5]

Referências

  1. «Farol Pedra Seca». Serviço de Sinalização Náutica do Nordeste. Consultado em 15 de fevereiro de 2010 
  2. «Pedra Seca». NGA List of Lights - Pub. 110 - Aid No. 17892 (em inglês). NGA - National Geospatial-Intelligence Agency. 24 de janeiro de 2009. Consultado em 25 de fevereiro de 2010 
  3. ROWLETT, Russ (23 de janeiro de 2010). «Lighthouses of Paraíba». The Lighthouse Directory (em inglês). University of North Carolina at Chapel Hill. Consultado em 25 de fevereiro de 2010 
  4. a b GOUVÊA, Hilton (18 de novembro de 2008). «A luz dos Navegantes». Jornal A União. Governo da Paraíba. Consultado em 25 de fevereiro de 2010 [ligação inativa]
  5. a b c VARANDAS, Edival Toscano (3 de fevereiro de 2008). «Formosa, uma praia de 101 anos». Consultado em 25 de fevereiro de 2010. Arquivado do original em 27 de setembro de 2009 
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