Felação

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O ato da felação praticado por uma mulher.

Felação,[1] também conhecida vulgarmente como boquete ou chupeta é um ato de sexo oral que envolve o uso da boca ou da garganta, o qual é feito por uma pessoa no pênis de outra, ou de si própria (autofelação).[2] [3] [4] A mesma movimentação pode ocorrer no saco escrotal, e também é caracterizada na língua portuguesa pelo mesmo nome.[5] [6] [7]

A felação pode ser considerada como uma forma de excitação para os participantes, bem como levar ao orgasmo e à ejaculação do esperma por parte dos homens.[3] [4] Geralmente é realizada por um parceiro sexual como forma de preliminar para criar uma excitação sexual maior antes de outras atividades sexuais, como o sexo anal ou vaginal,[3] [8] ou até mesmo como um ato de carinho e erotismo isoladamente.[3] [4] Igual ocorre com outras formas de atividades sexuais, a felação faz com que os participantes corram o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).[9] [10] No entanto, o risco de transmissão destas por meio do sexo oral, especialmente do vírus HIV, é significamente menor do que quando realizado o sexo penetrativo.[11]

Esta atividade ainda é vista como um tabu, mas a maioria dos países não possuem leis que proíbam a sua prática.[3] Geralmente, as pessoas não consideram a felação ou outras formas de sexo oral como uma forma de afetar a virgindade do parceiro.[12] [13] [14] [15] Outra opinião constante é a de pessoas que têm pensamentos negativos ou inibições sexuais sobre participar de atividades orais, negando-as.[3]

Prática[editar | editar código-fonte]

Pintura da felação representada por Édouard-Henri Avril. em 1843

Consiste na introdução do pênis na boca visando a continuidade da relação sexual, lambendo-lhe a glande e toda a base peniana, proporcionando assim maior prazer no ato sexual. Com movimentos de ida e volta, trabalhando com a língua ao mesmo tempo, e com as mãos, pode-se alcançar o orgasmo com facilidade. Necessita-se do pênis ereto para que a prática da felação leve ao orgasmo.

Há uma modalidade extrema da felação chamada garganta profunda, do inglês deep throat, que consiste em levar a glande até o fundo da garganta, a fim de proporcionar uma sensação diferente, como uma pressão seguida de prazer.

Existe também a prática sem necessidade de um parceiro, denominada auto-felação. A felação também pode ser considerada uma maneira de perder a ansiedade antes do ato sexual. Apesar de ultimamente ter aparecido um termo exclusivo para o feminino: Linguete.

Cuidados[editar | editar código-fonte]

Deve-se levar em consideração o alto índice de risco de contrair DSTs decorrente desta relação sexual pelo fato de poder haver contaminações por intermédio do órgão sexual do parceiro. Geralmente a felação é originada como introdução ao ato sexual. A felação, apesar de ter se tornado um ato comum sexual, continua sendo uma das formas de se contrair doenças sexualmente transmissíveis, porém menos perigosa do que a relação sexual anal e vaginal. A transmissão pode ocorrer pelos fluidos (seja sêmen ou líquido seminal) ou por machucados no pênis ou na região próxima e também por machucados ou micro lesões existentes na boca do parceiro que pratica a felação ativamente.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. fellation Merriam-Webster Encyclopædia Britannica, Inc.. Cópia arquivada em 2010-09-20.
  2. Oral Sex BBC Advice BBC. Cópia arquivada em 2010-09-20.
  3. a b c d e f Janell L. Carroll. Sexuality Now: Embracing Diversity. [S.l.]: Cengage Learning, 2009. 265–267 p. ISBN 978-0-495-60274-3 Página visitada em August 29, 2013.
  4. a b c Psychology Applied to Modern Life: Adjustment in the 21st century. [S.l.]: Cengage Learning, 2008. p. 422. ISBN 978-0-495-55339-7 Página visitada em February 26, 2011.
  5. Comprehensive Textbook of Sexual Medicine. [S.l.]:  Jaypee Brothers Publishers, 2005. 106 p. ISBN 8180614050 Página visitada em September 12, 2013.
  6. Our Sexuality. [S.l.]: Cengage Learning, 2010. p. 241. ISBN 0495812943 Página visitada em September 12, 2013.
  7. Sex Slang. [S.l.]: Psychology Press, 2007. 180 p. ISBN 0203935772 Página visitada em September 12, 2013.
  8. What is oral sex? NHS Choices NHS (2009-01-15). Cópia arquivada em 2010-09-20.
  9. Global strategy for the prevention and control of sexually transmitted infections: 2006–2015. Breaking the chain of transmission World Health Organization (2007). Visitado em November 26, 2011.
  10. Dianne Hales. An Invitation to Health Brief 2010-2011. [S.l.]: Cengage Learning, 2008. 269–271 p. ISBN 0495391921 Página visitada em August 29, 2013.
  11. New Dimensions in Women's Health. [S.l.]: Jones & Bartlett Publishers, 2011. p. 211. ISBN 1449683754 Página visitada em August 29, 2013.
  12. See here and 47-49 for male virginity, how gay and lesbian individuals define virginity loss, and for how the majority of researchers and heterosexuals define virginity loss/"technical virginity" by whether or not a person has engaged in vaginal sex. Laura M. Carpenter. Virginity lost: An Intimate Portrait of First Sexual Experiences. [S.l.]: NYU Press, 2005. 295 pages p. ISBN 0-8147-1652-0 Página visitada em October 9, 2011.
  13. The Marriage and Family Experience: Intimate Relationship in a Changing Society. [S.l.]: Cengage Learning, 2010. 186 p. ISBN 0-534-62425-1 Página visitada em October 8, 2011.
  14. Sonya S. Brady, PhD and Bonnie L. Halpern-Felsher, PhD. (2007). "Adolescents' Reported Consequences of Having Oral Sex Versus Vaginal Sex". Pediatrics 119 (2): 229–236. DOI:10.1542/peds.2006-1727. PMID 17272611.
  15. Joseph Gross, Michael. Like a Virgin. [S.l.]: The Advocate/Here Publishing, 2003. 44–45 p. 0001-8996 Página visitada em 2011-03-13.


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