Felt

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Felt
Informação geral
Origem Birmingham, Inglaterra
País  Reino Unido
Gênero(s) Pós-punk
Indie rock
Indie pop
Dream pop
Jangle pop
New wave
Rock gótico
Rock alternativo
Período em atividade 1979 - 1989
Gravadora(s) Cherry Red Records
Creation Records
Él
Afiliação(ões) Denim
Go Kart Mozart
Primal Scream
Integrantes Lawrence Hayward
Gary Ainge
Maurice Deebank
Martin Duffy
Marco Thomas
Mick Lloyd
Nick Gilbert

Felt foi um grupo musical da década de 1980, do Reino Unido, adepto do indie rock, criado e liderado por Lawrence, inicialmente, com o guitarrista Maurice Deebank (que saiu em 1986) e Gary Ainge.

Lawrence e o baterista Gary Ainge foram os únicos membros constantes (Apesar que Ainge não aparece no primeiro lançamento, gravado somente por Lawrence antes de formar a banda).

O nome da banda surgiu depois que Tom Verlaine enunciou a palavra “felt” em uma canção do Television chamada Venus.[1]

O Felt é citado como uma das influências principais da banda Belle & Sebastian[2] , Manic Street Preachers[3] , The Charlatans e também como grande influência ao grupo americano The Tyde[4] . A banda lançou dez álbuns e dez singles num período de dez anos e depois acabou.

Durante o curso de seus dez anos de existência, a banda incluiu o guitarrista Maurice Deebank (que deixou a banda em 1986), o tecladista Martin Duffy, o baixista Marco Thomas e muitos outros baixistas e guitarristas.[5]

Lawrence fez, depois, parte do grupo Denim e, atualmente dos Go Kart Mozart.

Para consultar toda a discografia, artigos, fotos, podem ir ao site não oficial dos Felt, construído por um português: http://felt-tribute.webs.com/

Em 2005 Lawrence lançou o álbum dos Go-Kart Mozart "Tearing Up the Album Chart" e propôs lançar um álbum a solo em 2006, o que não chegou a acontecer.

Em 2012 os Go-Kart Mozart lançaram um cd e lp (On The Hot Dog Streets), e em antigas entrevistas (http://musica.timeout.cat/bloc/tag/lawrence/) Lawrence referiu que futuramente iria lançar um EP (Mozart Mini-Mart.)

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro lançamento do Felt é, na verdade, um disco solo de Lawrence, gravado em um estúdio de quatro canais, em seu quarto. Index, o compacto de estréia, foi lançado em 1979, pela Shangai Records, e continha as músicas “Index” e “Break”.[6]

Apenas 500 cópias foram feitas e as 100 primeiras possuíam notas escritas na contra-capa: "Um barulho escapa de uma guitarra; uma distante voz roga por silêncio e uma língua já não mais usada." Nessa época, Lawrence assinava com Jon Lawrence, mas nos anos seguintes usaria apenas o segundo nome em sua carreira artística. [7]

Com Lawrence nos vocais e guitarra, a banda foi formada corretamente em 1980, com a adição do amigo de escola Nick Gilbert (na bateria) e o guitarrista local, Maurice Deebank.[8] Tornando se co-compositor, o estilo clássico de tocar de Deebank acabaria se tornando a assinatura sonora da banda em seus primeiros anos.[9]

Gilbert passou para o baixo e o baterista Tony Race foi adicionado.[10] Ele foi substituído logo depois por Gary Ainge que que continuaria a ser o único membro constante além de Lawrence em todo o resto da existência do Felt.

Felt assinou contrato com a Cherry Red Records e o seu primeiro single, Something Sends Me To Sleep foi lançado em 1981. [11] Seu primeiro álbum, Crumbling The Antiseptic Beauty foi lançado no ano seguinte. Gilbert saiu e foi substituído no baixo por Mick Lloyd.[12] A formação da banda, então, permaneceu inalterada através de seus dois próximos álbuns.

O Felt não parou de trabalhar em 1984, lançando mais três compactos - Mexican Bandits, Sunlight Bathed The Golden Glow e My Face Is On Fire e um novo LP - The Strange Idols Pattern and Other Short Stories. O disco flertava com a música espanhola e trazia títulos estranhos como "Vasco da Gama" (o navegador e não o time), "Spanish House", "Roman Litter" e "Crucifix Heaven".[13]

Em 1985, para a gravação de seu quarto álbum, o tecladista Martin Duffy foi adicionado e Marco Thomas tornou-se o baixista.[14] Ignite The Seven Cannons foi produzido por Robin Guthrie dos Cocteau Twins e contou com Elizabeth Fraser no single "Primitive Painters". A canção atingiu o topo da parada de singles independentes do Reino Unido.[15]

A banda mudou-se para Creation Records em 1986 e lançou Let The Snakes Crinkle Their Heads to Death, o primeiro de dois álbuns instrumentais que eles iriam gravar. Seu próximo álbum, Forever Breathes The Lonely Word, era uma coleção convencional de músicas que ganharam o elogio a banda e se tornaria considerado por muitos como o seu melhor.[16]

Lawrence resolveu entrar mais uma vez em estúdio e saíram de lá com um novo disco, considerado o melhor por vários fãs: Poem of the River.[17] Produzido por Mayo Thompson, do grupo Red Krayola, o som da banda mostrava-se mais afiado do que antes.

Cquote1.svg Nesse álbum tentamos voltar ao formato dos nossos primeiros discos: 30 minutos divididos em seis composições. 'Declaration' e 'Silver Plane' originalmente não entrariam nele e mereceram atenções especiais.[18] Cquote2.svg

Em 1989, Lawrence declarou que tinha sido sua intenção ao longo de toda a década, lançar dez singles e dez álbuns em 10 anos e, tendo feito isso, anunciou o fim do Felt.[19] [20] Depois de lançar seu último álbum, Me And The Monkey On The Moon, e realizar uma pequena turnê, a banda se separou. Lawrence passou a formar o Denim e, mais tarde, Go Kart Mozart. Duffy se juntou ao Primal Scream e Ainge viria a tocar com Vic Godard.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

  • Crumbling the Antiseptic Beauty (Cherry Red, 1981)
  • The Splendour of Fear (Cherry Red, 1984)
  • The Strange Idols Pattern and Other Short Stories (Cherry Red, 1984)
  • Ignite the Seven Cannons (Cherry Red, 1985)
  • Forever Breathes the Lonely Word (Creation Records, 1986)
  • Let the Snakes Crinkle Their Heads to Death (Creation Records, 1986)
  • Poem of the River (Creation Records, 1987)
  • Pictorial Jackson Review (Creation Records, 1988)
  • Train Above the City (Creation Records, 1988)
  • Me and a Monkey on the Moon (Cherry Red, 1989)

Referências

  1. Taylor, Karl; Reed, John (May 1993). "Felt". Record Collector (165): 28.
  2. Hodgkinson, Will (9 October 2003), "Yes man", The Guardian
  3. Mackay, Emily (19 May 2009), "Manic Street Preachers Interview", NME
  4. Questions of Doom with Darren Radamaker of the Tyde", Bad Vibes
  5. http://www.lastfm.com.br/music/Felt/+wiki
  6. Mofo - Felt.
  7. Mofo - Felt.
  8. Pierce, Kevin (1992). "Nick Gilbert Interviewed". Absolute Classic Masterpieces(CD booklet).
  9. "Felt Biography", Amoeba Music
  10. Pierce, Kevin (1992). "Nick Gilbert Interviewed". Absolute Classic Masterpieces(CD booklet).
  11. Taylor, Karl; Reed, John (May 1993)."Felt". Record Collector (165): 28.
  12. "Felt Biography", Musician Guide
  13. Mofo - Felt.
  14. McFadden, Lee, "Felt", Perfect Sound Forever
  15. UK Indie Chart number-one singles of 1985
  16. MacBain, Hamish (1 January 2011),"Forever Breathes the Lonely Word", NME
  17. Mofo - Felt.
  18. Mofo - Felt.
  19. Harrison, Ian (May 2012). "Tales of Ordinary Madness". Mojo: 58.
  20. Black, Johnny (October 2002), "Where Are They Now?", Q: 61
Flag of the United Kingdom.svgGuitarra masc.png Este artigo sobre uma banda ou grupo musical do Reino Unido, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.