Fenómeno da voz eletrónica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Fenómeno da voz eletrônica (FVE), termo geralmente conhecido pelas suas iniciais em inglês - EVP (electronic voice phenomena) - são sons semelhantes à fala capturados eletronicamente, mas não de forma intencional.

O entendimento científico é que se trata de uma forma de pareidolia auditiva, e é considerado um tipo de pseudociência e lenda urbana.[1][2] Estes fenômenos podem ser explicados simplesmente como manifestações de apofenia (percepção de padrões ou de informação em ruídos aleatórios), artefatos criados pelos equipamentos de gravação, ou embustes.[3][4]

Interesse em EVPs envolve principalmente alegações de que eles são comunicações paranormais provocadas por espíritos desencarnados. Essa interpretação foi a defendia pelo psicólogo e parapsicólogo Konstantīns Raudive, o popularizador do electronic voice phenomena.[5]

Organizações relacionadas a pesquisa de EVP[editar | editar código-fonte]

Atualmente há várias organizações que se dedicam a investigação de EVP e a pesquisa no campo da TCI (transcomunicação instrumental) em geral, ou que expressam de outra forma o interesse no assunto. Indivíduos dentro dessas organizações podem participar nas investigações, autoria de livros/e ou artigos de revistas, conferências, etc. [6]

A Association TransCommunication (ATransC) - anteriormente denominada "American Association of Electronic Voice Phenomena" (AA-EVP) -,[7] e a International Ghost Hunters Society (IGHS) têm conduzido muita pesquisa de EVP e TCI , inclusive disponibilizado coletas de EVP na internet.[8]

Modernos espiritualistas, bem como muitas outras pessoas que acreditam na vida após a morte, possuem um interesse contínuo em EVP.[9] De acordo com a National Spiritualist Association of Churches, "um importante desenvolvimento atual da mediunidade é a comunicação dos espíritos através de dispositivo eletrônico[...]". [10]

No Brasil, as organizações mais ligadas a pesquisa de EVP e TCI em geral são a Associação Nacional de Transcomunicadores (ANT) e o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP).[11][12]http://www.ipati.org/ - I.P.A.T.I. - Instituto de Pesquisas Avançadas em Trasnscomunicação Instrumental - Diretora: Sônia Rinaldi - São Paulo - Brasil.

Referências

  1. William F. Williams (2 de dezembro de 2013). Encyclopedia of Pseudoscience: From Alien Abductions to Zone Therapy. [S.l.]: Taylor & Francis. pp. 382–. ISBN 978-1-135-95529-8. Cópia arquivada em 29 de abril de 2018 
  2. Anderson, Nicole D. (2015). «Teaching signal detection theory with pseudoscience». Frontiers in Psychology. 6. 762 páginas. PMC 4452803Acessível livremente. PMID 26089813. doi:10.3389/fpsyg.2015.00762 
  3. Nees, Michael A.; Phillips, Charlotte (2014). «Auditory Pareidolia: Effects of Contextual Priming on Perceptions of Purportedly Paranormal and Ambiguous Auditory Stimuli». Applied Cognitive Psychology. 29: 129–134. doi:10.1002/acp.3068 
  4. Shermer, Michael; Gould, Stephen Jay (2002). Why People Believe Weird Things: Pseudoscience, Superstition, and Other Confusions of Our Time. New York: Holt Paperbacks. ISBN 978-0-8050-7089-7 
  5. «Glossary of Psi». Consultado em 16 de outubro de 2013. Arquivado do original em 11 de janeiro de 2011 
  6. «Report on the 2006 AA-EVP Conference». Consultado em 22 de setembro de 2007 
  7. «AA-EVP:Electronic Voice Phenomena and Instrumental TransCommunication». Consultado em 22 de setembro de 2007 
  8. «International Ghost Hunters Society». Consultado em 22 de setembro de 2007  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  9. «About The Campaign for Philosophical Freedom». Consultado em 22 de setembro de 2007 
  10. «Phenomenal Evidence Department of the National Spiritualist Association of Churches Concepts Involved in Spiritualism». Consultado em 22 de setembro de 2007. Arquivado do original em 31 de agosto de 2007 
  11. http://www.istoe.com.br/reportagens/37623_MUITO+ALEM+DO+JARDIM
  12. ANDRADE, Hernani G. Transcomunicação Instrumental, ed. FE, 1992

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BRUNE. François (Pe.). Os Mortos nos Falam. Sobradinho (DF): Edicel, 1991.
  • BRUNE, François; CHAUVIN, Rémy. Linha Direta com o Além. Sobradinho (DF): Edicel, 1994.
  • JÜRGENSON, Friedrich. Telefone para o Além. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.
  • RAUDIVE, Konstantin. Breakthrough. New York: Taplinger, 1971.
  • SCHÄFER, Hildegard. Ponte entre o Aqui e o Além. São Paulo: Pensamento, 1992.
Wiki letter w.svg Este artigo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o. Editor: considere marcar com um esboço mais específico.