Defeito pupilar aferente relativo (DPAR)

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O defeito pupilar aferente relativo (DPAR), também conhecido como pupilas de Marcus Gunn, é um sinal clínico neurológico que ocorre devido a lesão parcial unilateral da via aferente do reflexo pupilar, deve-se ao reflexo consensual possuir uma via eferente contralateral ao direto. Observou-se que, quando existe uma lesão parcial de um nervo óptico, por exemplo em uma neurite óptica, ao emitirmos luz neste olho doente, existe um atraso tanto no reflexo consensual quanto no direto. Consequentemente, se ambos os olhos forem estimulados seguidamente, o atraso que é constante somar-se-á consecutivamente ao ponto de existir uma dilatação paradoxal da pupila, em função da suspensão de variação do estímulo luminoso o início do estímulo do olho afetado.[1]

Essa manobra de estimulo luminoso intermitente é chamada de teste da luz alternante, inicialmente descrita em inglês, "swinging-flashlight test". Esse fenômeno de dilatação pupilar que ocorre ao invés de contração ao estímulo luminoso, é denominado de pupilas de Marcus Gunn ou defeito pupilar aferente relativo(DPAR).

A doença é um sinal claro de anomalia unilateral na via aferente do reflexo pupilar, trata-se de teste diagnóstico bem sensível, porém pouco específico no que tange a causa da lesão parcial da via aferente.[2]

É importante ressaltar que, mesmo tendo sido inicialmente descrito em lesões parciais do nervo óptico, esse tipo de manifestação não é específico a esta condição e frequentemente é observada em lesões retinianas extensas parciais e unilaterais, além de condições onde a recepção da luz em um olho está bem mais acometida do no outro, como nos hifemas e traumas oculares.

Referências

  1. Wesley., Campbell, William (2000). O exame neurológico (7a. ed.). [S.l.]: Grupo Gen - Guanabara Koogan. ISBN 9788527725767. OCLC 923761503 
  2. Thompson, HS (1981). «How to mesure the relative afferent pupillary defect». Surv Ophthalmol 1981. 26:39-42 – via Medline