Fernandinho Beira-Mar

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Fernandinho Beira-Mar
Nome Luiz Fernando da Costa
Data de Nascimento 4 de julho de 1967 (49 anos)
Local de Nascimento Rio de Janeiro Duque de Caxias (RJ)
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação Chefe de grupo criminoso
Crime (s) Assalto, homicídio, tráfico de armas e drogas
Pena 320 Anos
Situação Preso

Luiz Fernando da Costa, mais conhecido como Fernandinho Beira-Mar (Duque de Caxias, 4 de julho de 1967), é um criminoso brasileiro, líder da organização criminosa Comando Vermelho.

É considerado um dos maiores traficantes de armas e drogas da América Latina.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fernandinho Beira-Mar foi criado na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Aos 20 anos, Fernandinho foi preso por roubo, tendo chegado a furtar armas pesadas do Exército e revendê-las para traficantes cariocas. Ao cumprir sua pena, voltou a morar na Favela Beira-Mar onde, aos 22 anos, tornou-se um dos "cabeças" do tráfico local[1].

Para fugir aos cercos da polícia local, decidiu se refugiar no Paraguai com seu principal fornecedor de maconha. Já com o intuito de dominar a distribuição de drogas no Rio de Janeiro, Fernandinho Beira-Mar providenciou uma festa e chamou parentes e aliados. A polícia por sua vez fez um cerco para prendê-lo, mas ele escapou e, por se sentir traído por seus aliados, ordenou mortes e assumiu a distribuição de drogas local.

Fernandinho Beira-Mar fugiu ao Uruguai, como não tinha muitos recursos, se aliou com as FARC na Colômbia para estudar como unir facções, mas foi preso pelo exército colombiano e deportado ao Brasil.

No presídio, Beira-Mar conseguiu adquirir pistolas automáticas dentro da penitenciária Bangu I e executou o desafeto , líder do Terceiro Comando, que tinha recusado unir as facções para se por contra o Estado.

Está preso desde 2002. Desde aquela data até 2008, foi sendo transferido constantemente, de presídio em presídio, devido ao fim do regime especial de prisão e de decisões da justiça. Atualmente, cumpre pena na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná.

Em dezembro de 2010, durante a ocupação do Complexo do Alemão, foram encontradas cartas atribuídas a Beira-Mar, possivelmente enviadas da prisão, em Mato Grosso do Sul. Nessas cartas, o prisioneiro sugere que seus comandados se aliem às milícias do Rio de Janeiro e organizem sequestros de autoridades para trocá-las por milicianos que se encontrem presos. Com base na apreensão das cartas, é possível que Beira-Mar volte a ser enquadrado no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD)[2].

Em fevereiro de 2011, Fernandinho Beira-Mar chega a Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte, para cumprir pena na Penitenciária Federal de Mossoró. Em 2 de fevereiro de 2012, foi transferido para o Presídio Federal de Rondônia[3].

Livros e estudos sobre narcotráfico[editar | editar código-fonte]

O sistema criminoso montado pelo narcotraficante Fernandinho "Beira-Mar" já foi objeto de estudo acadêmico. Encontra-se, ainda, analisado na literatura nacional, por vários autores, como o jornalista Percival de Souza (Narcoditadura: o caso Tim Lopes, Crime organizado e jornalismo investigativo no Brasil, de 2002), a filósofa Alba Zaluar (Integração perversa: pobreza e tráfico de drogas, de 2004) e o bancário Wagner Fonseca Lima (Violência corporativa e assédio moral, Edições Armazém Digital/RJ, de 2005). Também é citado no livro CV PCC – A Irmandade do Crime, de Carlos Amorim (Editora Record) e no livro Direito Informal e Criminalidade: os códigos do cárcere e do tráfico, de Roberto Barbato Jr (Editora Millennium).

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Referências

  1. oglobo.globo.com (5 de março de 2007). «Conheça a história de Fernandinho Beira-Mar». Arquivado desde o original em 17/12/2007. Consultado em 01/12/2014. 
  2. midiamax.com (5 de dezembro de 2010). «Preso em Campo Grande, Beira-Mar envia cartas para traficantes no RJ, diz polícia». Arquivado desde o original em 01/12/2014. Consultado em 01/12/2014. 
  3. alagoas24horas.com.br: Fernandinho Beira Mar é transferido para Mossoró (6 de fevereiro de 2011)