Fernando Aguiar-Branco

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Fernando Aguiar-Branco

Fernando Guilherme de Aguiar Branco da Silva Neves GOIH (Coimbra, Almedina, 17 de maio de 1923) é um advogado português.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1947.

Começou o seu percurso profissional na magistratura do Ministério Público, tendo sido subdelegado do Procurador da República na Comarca da Póvoa do Varzim, nomeado em 1947. Entre 1948 e 1950 foi subdelegado da Direcção do Instituto Nacional de Trabalho e Previdência, no Porto.

Em 1949 inicia a sua carreira como advogado. Em 1980 fundou a sociedade Aguiar-Branco & Associados, sediada no Porto[1].

Presidiu à Caixa Sindical de Previdência dos Barqueiros, Fragateiros e da Construção Naval do Distrito do Porto, entre 1948 e 1951. Foi consultor jurídico da Companhia de Seguros Tranquilidade, desde 1952 até 1975 (data das nacionalizações) e do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, desde 1955 até 1970[2].

Foi vereador da Câmara Municipal do Porto, de 1972 a 1974, e eleito deputado à Assembleia Nacional, como independente, nas listas da Acção Nacional Popular, em 1973[3].

Presidiu ao Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados e do seu Instituto da Conferência, entre 1972 e 1974[4].

É presidente do Conselho de Administração da Fundação Eng. António de Almeida, desde 1973, foi presidente da Direcção do Centro UNESCO do Porto, desde 1984, é conselheiro da Fundação Mário Soares, desde 1996 e sócio honorário da Sociedade de Geografia de Lisboa (2009).

Recebeu a Medalha de Jerusalém (1979), a Comenda da Orden del Mérito Civil, de Espanha (1981), a Medalha de Mérito (Grau Ouro) da Câmara Municipal do Porto (1988), o Fraternitas Award, pela Universidade de Tulane nos Estados Unidos (1988), o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (9 de Junho de 1994), a Medalha de Ouro da Ordem dos Advogados (1999) e a Medalha de Mérito Cultural, atribuída pelo Ministério da Cultura (2003), condecoração de Cavaleiro da «Ordine della Stella della Solidarietà Italiana» (2010) e a Medalha de Honra da Ordem dos Advogados (2011). Recebeu o Doutoramento Honoris Causa em Filosofia, pela Universidade de Coimbra (2000).

É autor de Dos Fideicomissos (1948), entre escritos de outra natureza, designadamente: Eng.° António de Almeida – Esboço Biográfico (1994); Digressões Autobiográficas (1997); Surtos vol. I (2000) e vol. II (2006), além de um livro de ficção, O segredo que sou (1998).

Família[editar | editar código-fonte]

É filho de Fernando José da Silva Neves e de sua mulher Isabel Maria de Aguiar Branco. Do seu casamento em Braga, Palmeira, a 15 de Dezembro de 1948 com Maria Laura de Amorim Rebelo Teixeira de Andrade e Castro (Porto, Cedofeita, 18 de Outubro de 1927), teve quatro filhos: Isabel Maria (1949), Augusto Fernando (1950), José Pedro (1957) e Eugénia Fernanda (1962).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Do Douro Press
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