Fernando I de Leão

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Fernando I de Leão
Rei de Leão, Conde de Castela, e conquistador de Viseu e Coimbra.
Fernando I de Leão: estátua em Madrid (Luis Salvador Carmona, 1750-1753)
Nascimento 1016
Morte 27 de dezembro de 1065 (49 anos)
Nome completo Fernando I de Leão
Pai Sancho Garcês III de Pamplona)
Mãe Munia Mayor de Castela

Fernando I de Leão (101627 de dezembro de 1065), cognominado o Grande ou o Magno, Rei de Leão (1037-1065), Conde de Castela (1035-1065), conquistou Viseu e Coimbra em 1064.

Era filho de Sancho Garcês III de Pamplona e da Rainha Munia Mayor de Castela. De sua mãe herdou o condado de Castela, em 1029[1]. Sob a divisão de territórios organizada por seu pai antes de sua morte, ele recebe Castela, sucedendo em 1035 como FERNANDO I "el Magno" Rei de Castela[1].

Conquistou pela força das armas o reino de Leão, com a ajuda de seu irmão García , Rei de Navarra, derrotou e matou o cunhado Bermudo III, Rei de Leão, proclamando-se Rei de Leão e da Galiza a 4 de setembro de 1037. Foi coroado em Santa Maria de Leão, a 22 de junho de 1038, após o qual ele usou o título "imperatur"[1].

O reinado do rei Fernando foi um período de rápida expansão castelhana[1]. Ele derrotou e matou o irmão Garcia Sanches III, Rei de Navarra em Atapuerca em setembro de 1054, exigindo a cessão do distrito de Bureba na margem oeste do alto rio Ebro[1].

Os laços estreitos entre Borgonha e Espanha começaram durante o reinado de Fernando I, rei de Castela, que estabeleceu uma renda anual de 120 onças de ouro em favor da abadia de Cluny algum tempo depois de 1055[1].

Aliou-se a Ibn-Hud para atacar o Reino Taifa de Toledo, de quem forçou o pagamento de um grande tributo ou pária, que se tornou a forma estabelecida de angariar receitas para os reinos cristãos[1].

Em 1057, invadiu o território dos Aftasides de Badajoz, capturando Lamego a 29 de novembro de 1057 e Viseu a 25 de julho de 1058[1]. Também atacou Santarém, forçando o seu governante a pagar 5.000 dinares por ano para manter uma trégua. Exigiu parias anuais de Saragoça a partir de 1060.

Parte para Santiago de Compostela, em peregrinação para pedir a intercessão de Santiago, para o cerco que iria a efectuar em Coimbra. Nesta viagem, parte com a sua esposa Sancha, os bispos de Santiago, Lugo, Mondonhedo, para além dos abades de Celanova e Guimarães, para além de outras personagens notáveis. Depois de um cerco de seis meses, rendidos pela fome, os habitantes de Coimbra rendem-se a 9 de julho de 1064. Depois desta vitória, Fernando Magno volta juntamente com Sesnando Davides (Conde de Coimbra) para Santiago de Compostela, para agradecer o feito, tornando-se na primeira peregrinação a partir de terras portuguesas de que se tenha conhecimento por documentação histórica.[2]

Tal como fez seu pai, também dividiu o seu reino à hora da morte; assim, o seu primogénito, Sancho, herdou o reino principal, Castela; o resto dos seus domínios foi repartido por Afonso (Leão), Garcia (Galiza), e ainda Elvira e Urraca (a quem deixou a posse de dois mosteiros).

Fernando acabou por falecer na Festa de São João Batista, a 27 de dezembro de 1065.

Relações familiares[editar | editar código-fonte]

Foi filho de Sancho Garcês III de Pamplona), e da rainha Munia Mayor de Castela. Casou com Sancha I de Leão (1016 - 7 de Novembro de 1067), filha de Afonso V de Leão e de sua primeira esposa Elvira Mendes, de quem teve:

  1. Urraca de Zamora, infanta de Leão (1033-1101), também conhecida por Urraca de Leão;
  2. Sancho II de Leão e Castela (1038-1072);
  3. Elvira;
  4. Afonso VI de Leão e Castela (1047-1109);
  5. Garcia II da Galiza (depois de 1047-1090).

Referências

  1. a b c d e f g h «KINGS of CASTILE & LEÓN». fmg.ac. Consultado em 23 de maio de 2022 
  2. «BREVÍSSIMA HISTÓRIA DA PELEGRINAÇÃO JACOBEIA EM PORTUGAL». S/d. Consultado em 5 de maio de 2018. Arquivado do original em 12 de agosto de 2021 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Heraldry of the Royal Families of Europe, Jiri Louda & Michael Maclagan, Clarkson N. Potter Inc Publishers, 1ª Edição, New York, 1981. Tabela 45.
  • Brevíssima História da Pelegrinação jacobeia em Portugal, Arlindo de Magalhães Ribeiro da Cunha, acedido em 25 de maio 2018.
  • A Herança Genética de D. Afonso Henriques, Luiz de Mello Vaz de São Payo, Universidade Moderna, 1ª Edição, Porto, 2002. página nº 283.
  • Rainhas Medievais de Portugal, Ana Rodrigues Oliveira, Esfera dos Livros, 1.ª Edição, Lisboa, 2012. Página 22-23.


Precedido por
Munia Maior de Castela
Armas do reino de Castela
Conde de Castela

1035 - 1065
Sucedido por
Rei Sancho II de Castela
Precedido por:
Bermudo III
Armas do reino de Leão
Rei consorte de Leão

1037 - 1065
(com Sancha I)
Sucedido por:
Afonso VI
Armas do reino da Galiza
Rei consorte da Galiza

1037 - 1065
(com Sancha I)
Sucedido por:
Garcia II

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