Fernando Lopes

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Fernando Lopes
Nome completo Fernando Marques Lopes
Nascimento 28 de dezembro de 1935
Maçãs de Dona Maria,
Alvaiázere
Nacionalidade  Portugal
Morte 2 de maio de 2012 (76 anos)
Ocupação Cineasta
Cônjuge Maria João Seixas
IMDb: (inglês)

Fernando Marques Lopes GOIH (Alvaiázere, Maçãs de Dona Maria, 28 de Dezembro de 1935Lisboa, 2 de Maio de 2012), foi um cineasta português.[1][2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fernando Lopes nasceu a 28 de Dezembro de 1935 em Maçãs de Dona Maria, concelho de Alvaiázere, distrito de Leiria.[1] Passou a infância em Vila Nova de Ourém, aos cuidados de uma tia, tendo entrado pela primeira vez numa sala de cinema naquela vila. Veio para Lisboa aos dez anos, ao encontro da mãe. Pouco depois, começou a trabalhar, como paquete numa loja da Baixa Pombalina, prosseguindo os estudos no Ensino Técnico.

Despontou para o cinema através do movimento cineclubista, tendo integrado o Cineclube Imagem, animado por José Ernesto de Sousa[3].

Em 1957 Fernando Lopes concorreu ao quadro técnico da Rádio e Televisão de Portugal, então inaugurada. Ao fim de dois anos a trabalhar na RTP, obteve em 1959, uma bolsa do Fundo do Cinema Nacional, que o levou para Inglaterra. Aí obteve um diploma em Realização, na London Film School.

Regressado a Portugal, assinou Belarmino (1964), uma média-metragem sobre a vida do pugilista Belarmino Fragoso, considerada obra-chave no movimento do Novo Cinema português, a par de outras obras tidas como motivo desse novo movimento, que bebia inspiração no cinema europeu do pós-guerra, nomeadamente nos filmes da Nouvelle Vague: Dom Roberto, de José Ernesto de Sousa, e Os Verdes Anos, de Paulo Rocha.

Em 1965 fez um estágio em Hollywood, onde permaneceu durante três meses. Ao regressar filmou Uma Abelha na Chuva (1971), baseado no romance homónimo de Carlos de Oliveira. Este filme seria, a par de Belarmino e, posteriormente, O Delfim (2002), a partir do livro homónimo de José Cardoso Pires, as obras mais significativas da sua filmografia.

Fernando Lopes foi ainda cofundador da RTP2 e seu director na década de 1980, numa altura em que a segunda estação pública ficou conhecida como Canal Lopes.

Lecionou durante vários anos no curso de cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa.

A 9 de Junho de 1994 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.[carece de fontes?][4]

98 octanas (2006), Os sorrisos do destino (2009) e Em câmara lenta (2012) foram os seus últimos filmes.

Filmografia seleccionada[editar | editar código-fonte]

Ver também categoria: Filmes de Fernando Lopes

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Fernando Lopes (em inglês) no Internet Movie Database. Acesso 2014-04-27
  2. Cláudia Lima Carvalho (2 de maio de 2012). «Morreu Fernando Lopes, um cineasta generoso». Público. Consultado em 27 de abril de 2014. Cópia arquivada em 27 de abril de 2014 
  3. Cinemateca
  4. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Fernando Lopes". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 20 de março de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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