Ferrária

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Itália Ferrara 
  Comuna  
Castello ferrara.jpg
Símbolos
Brasão de armas de Ferrara
Brasão de armas
Localização
Ferrara está localizado em: Itália
Ferrara
Localização de Ferrara na Itália
Coordenadas 44° 50' N 11° 37' E
Região Regione-Emilia-Romagna-Stemma.svg Emília-Romanha
Província Ferrara
Características geográficas
Área total 404 km²
População total 130 461 hab.
Densidade 323 hab./km²
Altitude 9 m
Outros dados
Comunas limítrofes Argenta, Baricella (BO), Bondeno, Canaro (RO), Copparo, Ficarolo (RO), Formignana, Gaiba (RO), Masi Torello, Occhiobello (RO), Ostellato, Poggio Renatico, Ro, Stienta (RO), Tresigallo, Vigarano Mainarda, Voghiera
Código ISTAT 038008
Código cadastral D548
Código postal 44100
Prefixo telefônico 0532
Padroeiro San Giorgionno
Sítio http://ww4.comune.fe.it/ferrara/

Ferrara ( /fəˈrɑːrə/, Italiano: [ferˈraːra] (Sobre este somescutar )) ou, na sua forma portuguesa, Ferrária[1] é uma comuna italiana da região da Emília-Romanha, província de Ferrara, com cerca de 130 461 habitantes. Estende-se por uma área de 404 km², tendo uma densidade populacional de 323 hab/km². Faz fronteira com Argenta, Baricella (BO), Bondeno, Canaro (RO), Copparo, Ficarolo (RO), Formignana, Gaiba (RO), Masi Torello, Occhiobello (RO), Ostellato, Poggio Renatico, Ro, Stienta (RO), Tresigallo, Vigarano Mainarda, Voghiera.[2][3][4]

Situada 44 quilômetros a nordeste de Bolonha, no Po di Volano, um canal de derivação do fluxo principal do rio Pó, que corre 5,5 quilômetros mais a norte, apenas 9 m acima do nível do mar, Ferrara tem uma estrutura urbanística que se radica no século XIV, com ruas largas e numerosos palácios que datam do Renascimento, do tempo em que era governada pela família dos Este.[2][3][4][5] Pela sua beleza e importância cultural, foi designado pela UNESCO como Património Mundial.

História[editar | editar código-fonte]

Antiguidade e Idade Média[editar | editar código-fonte]

Joalheria etrusca exibida no Museu Arqueológico Nacional de Ferrara.

Os primeiros assentamentos documentados na atual área da Província de Ferrara datam do século VI a.C..[6] As ruínas da cidade etrusca de Spina, estabelecida ao longo das lagunas na antiga foz do rio Pó, foram perdidas ao longo do tempo e redescobertas em 1922 com os esquemas de drenagem nos pântanos de Valli di Comacchio, que revelaram oficialmente pela primeira vez uma necrópole com mais de 4.000 túmulos, evidência de um centro populacional com um aparente papel importante na Antiguidade.[7]

Há incerteza entre os estudiosos sobre a proposta origem romana do assentamento na sua atual localização (Tácito e Boccaccio referem-se a um "Forum Alieni"[8]), pois pouco se sabe sobre este período,[9] no entanto, algumas evidências arqueológicas apontam para a hipótese de que Ferrara poderia se ter originado a partir de dois pequenos assentamentos bizantinos: um aglomerado de instalações em torno da Catedral de São Jorge, na margem direita do braço principal do Pó, que então corria muito mais perto da cidade do que atualmente, e um castro, um complexo fortificado construído na margem esquerda do rio para defesa contra os lombardos.[10]

Ferrara aparece pela primeira vez num documento de 753 do rei lombardo Desidério, aquando da captura da cidade do Exarcado de Ravena.[11] Mais tarde, os francos, após derrotarem os lombardos, apresentaram Ferrara ao papado em 754 ou 756.[9] Em 988 Ferrara foi cedida pela Igreja à Casa de Canossa. Contudo, com a morte de Matilde de Canossa em 1115, tornou-se numa comuna livre.[10] Durante o século XII, a história da cidade foi marcada pela luta pelo poder entre duas famílias proeminentes, os Guelfos Adelardi e os Gibelinos Salinguerra. A poderosa Casa Imperial de Este colocou o seu decisivo peso atrás da Salinguerra e finalmente coletou os benefícios da vitória para si mesma.[10] Assim, em 1264 Obizzo II de Este foi proclamado governante vitalício de Ferrara, tomando os títulos adicionais de Senhor de Módena em 1288 e de Régio em 1289. O seu governo marcou o fim do período comunal em Ferrara e o início do governo Este, que durou até 1598.

Pix.gif Ferrara, Cidade do Renascimento, e o seu Delta do Pó *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Castello esterno.jpg
Castelo Estence
País  Itália
Tipo Culturalístico
Critérios ii, iii, iv, v, vi
Referência 733
Região** Europa e América do Norte
Coordenadas 44° 50′ 42″ N, 11° 37′ 58″ L
Histórico de inscrição
Inscrição 1995  (19ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

Início da era moderna[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Ducado de Ferrara
Retrato de uma Mulher por Bartolomeo Veneto, tradicionalmente considerado ser de Lucrécia Bórgia.

Em 1452, Borso d'Este foi nomeado duque de Modena e Reggio pelo imperador Frederico III e em 1471 duque de Ferrara pelo Papa Paulo II.[12] Leonel e, especialmente, Hércules I encontravam-se entre os mais importantes patronos das artes na Itália do final do século XV e inícios do século XVI. Durante este tempo, Ferrara tornou-se num centro cultural internacional, conhecido pela sua arquitetura, música, literatura e artes visuais.[13]

A arquitetura de Ferrara beneficiou muito do génio de Biagio Rossetti, a quem foi solicitado em 1484, Hércules I, elaborar um plano diretor para a expansão da cidade. A resultante "Addizione Erculea" é considerada um dos exemplos mais importantes do planeamento urbano renascentista[14] e contribuiu para a seleção de Ferrara como Patrimônio Mundial da UNESCO.

Apesar de ter entrado na sua idade áurea, Ferrara foi severamente atingida por uma guerra contra Veneza travada e perdida em 1482-1484. Afonso I sucedeu ao trono em 1505 e casou-se com a notória Lucrécia Bórgia. Afonso lutou novamente contra Veneza nas guerras italianas, logo após ingressar na Liga de Cambrai. Em 1509 foi excomungado pelo Papa Júlio II, no entanto, conseguiu derrotar os exércitos papais e espanhol em 1512 na Batalha de Ravena. Estes sucessos foram alcançados muito em parte devido à artilharia de Ferrara, produzida na sua própria fundição, sendo a melhor do seu tempo.[15][16]

Após a sua morte em 1534, Afonso I foi sucedido pelo seu filho Hércules II, cujo casamento em 1528 com a segunda filha de Luís XII, Renata de França, trouxe grande prestígio à corte de Ferrara. Sob o seu reinado, o Ducado permaneceu um país rico e uma potência cultural. No entanto, um terremoto atingiu a cidade em 1570, causando o colapso da economia. A juntar a esta catástrofe natural, quando o filho de Hércules II, Afonso II, morreu sem herdeiros, a Casa de Este perdeu Ferrara para os Estados Papais.

Final da era moderna e contemporânea[editar | editar código-fonte]

Ferrara em 1600

Ferrara, uma cidade universitária perdendo apenas para Bolonha, permaneceu como parte dos Estados Papais por quase 300 anos, uma era marcada por um declínio constante; em 1792 a população da cidade era de apenas 27.000 habitantes, inferior à do século XVII.[17] Entre 1805 e 1814 foi brevemente parte do Reino Napoleónico da Itália, um estado cliente do Império Francês. Após o Congresso de Viena de 1815, Ferrara foi devolvida ao Papa, agora garantida pelo Império Austríaco. Um forte baluarte foi erguido em 1600 pelo Papa Paulo V no local do Castel Tedaldo, um antigo castelo no ângulo sudoeste da cidade. O mesmo foi ocupado por uma guarnição austríaca entre 1832 a 1859. A fortaleza foi completamente desmantelada seguindo o nascimento do Reino da Itália e os tijolos foram usados para novas construções por toda a cidade.[18]

Centro de Ferrara por volta de 1900

Durante as últimas décadas de 1800 e início de 1900, Ferrara permaneceu um centro comercial modesto para o seu grande interior rural que dependia de culturas comerciais, como Beterraba-sacarina e cânhamo industrial. Grandes trabalhos de aterramento marítimo foram realizados durante décadas com o objetivo de expandir a terra arável disponível e erradicar a malária das zonas húmidas ao longo do delta do Pó.[19] A industrialização em massa chegou a Ferrara apenas no final da década de 1930 com a instalação de uma fábrica de produtos químicos pelo regime fascista que teria fornecido borracha sintética ao regime.[20] Durante a Segunda Guerra Mundial, Ferrara foi repetidamente bombardeada por aviões de guerra aliados que atacaram e destruíram ligações ferroviárias e instalações industriais. Após a guerra, a área industrial de Pontelagoscuro foi ampliada para se tornar um gigantesco complexo petroquímico operado pela Montecatini e outras empresas, que no seu auge empregava 7.000 trabalhadores e produzia 20% dos plásticos na Itália.[21] Nas últimas décadas, como parte de uma tendência geral tanto na Itália como na Europa, Ferrara passou a depender mais do terciário e do turismo, enquanto a indústria pesada, ainda presente na cidade, foi amplamente eliminada.

Após quase 450 anos, um novo terremoto atingiu Ferrara a maio de 2012, causando apenas danos limitados aos edifícios históricos da cidade e nenhuma vítima a lamentar.

Geografia e clima[editar | editar código-fonte]

A cidade de Ferrara fica na margem sul do rio Pó, cerca de 44 km a nordeste da capital regional, Bolonha, e 87 km a sul de Veneza. O território do município, inteiramente parte da Planície Padana, é predominantemente plano, situado em média apenas 9 metros acima do nível do mar.[5] A proximidade ao maior rio italiano sempre foi uma preocupação constante na história de Ferrara, afetada por inundações recorrentes e desastrosas, tendo a última ocorrido em 1951.[22] O Idrovia Ferrarese liga o rio Pó de Ferrara ao Adriático em Porto Garibaldi.

O clima do vale do Pó é classificado como subtropical húmido (Cfa) sob a Classificação climática de Köppen-Geiger, um tipo de clima comummente referido como "continental", que apresenta invernos severos e verões quentes com chuvas fortes na primavera e no outono.[23]

Governo[editar | editar código-fonte]

O órgão legislativo das comunas italianas é o Conselho Municipal (Consiglio Comunale), que, em cidades com população entre 100.000 e 250.000 habitantes, é composto por 32 vereadores eleitos a cada cinco anos com um sistema proporcional, contextualmente às eleições para prefeito. O órgão executivo é o Comitê Municipal (Giunta Comunale), composto por 12 assessores, nomeado e presidido por um prefeito eleito diretamente. O atual prefeito de Ferrara é Alan Fabbri da Liga Norte. A organização urbana é regida pela Constituição italiana (art. 114), o Estatuto Municipal[24] e várias leis, notavelmente o Decreto Legislativo 267/2000 ou Texto Unificado sobre Administração Local (Testo Unico degli Enti Locali).[25]

A atual divisão das cadeiras na Câmara Municipal, após as eleições locais de 2019, é a seguinte:

Paisagem urbana[editar | editar código-fonte]

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Castelo dos Este coberto de neve

O imponente Castelo dos Este, situado no centro da cidade, é um ícone de Ferrara. É uma grande casa senhorial com quatro baluartes maciços e um fosso que foi erguida em 1385 pelo arquiteto Bartolino da Novara com a função de proteger a vila das ameaças externas e servir de residência fortificada para a família Este.[26] Foi extensivamente renovado nos séculos XV e XVI.[26]

A arquitetura gótica da fachada da Catedral de Ferrara

A Catedral de São Jorge, projetada por Wiligelmus e consagrada em 1135, é um dos melhores exemplos da arquitetura românica.[27] O duomo foi renovado várias vezes ao longo dos séculos, pelo que o seu estilo eclético resultante é uma combinação harmoniosa da estrutura central e portal românico, a parte superior gótica da fachada e a Torre sineira renascentista.[10] As esculturas do portal principal são atribuídas a Nicolau. A parte superior da fachada principal, com arcadas de arco ogival, data do século XIII. Os leões de mármore reclinados que guardam os portais são cópias dos originais, agora no museu da catedral. Um elaborado relevo do século XIII a representar o Juízo Final encontra-se no segundo andar do alpendre. O interior foi restaurado em estilo barroco em 1712.[5] A Torre sineira de mármore atribuída a Leon Battista Alberti[28] foi iniciada em 1412, mas ainda se encontra incompleta, faltando um andar adicional projetado e uma cúpula, como pode ser observado nas inúmeras gravuras e pinturas históricas sobre o assunto.[8]

A Câmara Municipal do século XV

Perto da catedral e do castelo também fica a prefeitura do século XV, que serviu como residência anterior da família Este, apresentando um grandioso lance de escadas de mármore e duas antigas estátuas de bronze de Nicolau III e Borso d'Este.[10]

O distrito sul é o mais antigo da cidade, atravessado por uma miríade de vielas estreitas que datam da Alta Idade Média. A Casa Romei é talvez o edifício medieval mais bem preservado de Ferrara. Foi a residência privada do comerciante Giovanni Romei, relacionado por casamento com a família Este, e provavelmente obra do arquiteto da corte Pietrobono Brasavola.[29] Graças às freiras da ordem Corpus Domini, grande parte da decoração original dos quartos internos foi salva. A casa apresenta ciclos de frescos na Sala delle Sibille ("sala das sibilas"), uma lareira original de terracota com o brasão de Giovanni Romei na adjacente Saletta dei Profeti ("sala dos profetas"), retratando alegorias da Bíblia, e noutras salas, algumas das quais encomendadas pelo cardeal Ippolito d'Este, pinturas da escola de Camillo e Cesare Filippi (século XVI).[10]

Palazzo dei Diamanti, sede da Galeria Nacional

O Palazzo Schifanoia ("sans souci") foi construído em 1385 para Alberto V d'Este. O palácio inclui frescos que retratam a vida de Borso d'Este, os signos do zodíaco e representações alegóricas dos meses. O vestíbulo foi decorado com molduras de estuque por Domenico di Paris. O edifício também contém belos livros de coro com miniaturas e uma coleção de moedas e medalhas renascentistas.[5] O renascentista Palazzo Paradiso, parte do sistema de bibliotecas da Universidade de Ferrara, exibe parte do manuscrito de Orlando Furioso e cartas de Torquato Tasso, bem como o túmulo de Ludovico Ariosto. Ex-alunos famosos incluem Nicolau Copérnico e Paracelso.

O bairro norte, que foi adicionado por Hércules I em 1492-1505 graças ao plano mestre de Biagio Rossetti e, portanto, chamado Addizione Erculea, apresenta vários palácios renascentistas. Entre os melhores está o Palazzo dei Diamanti (Palácio do Diamante), em homenagem às pontas de diamante nas quais os blocos de pedra da fachada são cortados. O palácio abriga a Pinacoteca Nacional, com uma grande coleção da escola de Ferrara, que ganhou destaque na segunda metade do século XV, com Cosimo Tura, Francesco del Cossa e Ercole de' Roberti. Mestres notáveis da Escola de Ferrara do século XVI incluem Lorenzo Costa e Dosso Dossi, o mais eminente de todos,[5] Girolamo da Carpi e Benvenuto Tisi.[10] Girolamo da Carpi e Benvenuto Tisi (Il Garofalo).[9] O distrito também abriga o Jardim Botânico da Universidade de Ferrara.

Parques e jardins[editar | editar código-fonte]

A cidade está quase totalmente cercada por 9 quilómetros de antigas paredes de tijolos, construídas principalmente entre 1492 e 1520.[10] Hoje as muralhas, após uma cuidadosa restauração, formam um grande parque urbano ao redor da cidade e são um destino popular para corredores e ciclistas.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Em 2007, havia 135.369 pessoas residentes em Ferrara, sendo 46,8% do sexo masculino e 53,2% do sexo feminino. Os menores (crianças com 18 anos ou menos) totalizaram 12,28% da população em comparação com os pensionistas que somam 26,41%. Estes valores comparam-se com a média italiana de 18,06% (menores) e 19,94% (pensionistas). A idade média dos residentes de Ferrara é de 49 anos em comparação com a média italiana de 42. Nos cinco anos entre 2002 e 2007, a população de Ferrara cresceu 2,28%, enquanto a Itália como um todo cresceu 3,85%.[30] A taxa de natalidade atual de Ferrara é de 7,02 nascimentos por 1.000 habitantes em comparação com a média italiana de 9,45 nascimentos. Ferrara é conhecida por ser a cidade mais antiga com mais de 100.000 habitantes, bem como a cidade com menor taxa de natalidade.

Em 2006, 95,59% da população era italiana. O maior grupo de imigrantes foi de outras nações europeias como Ucrânia e Albânia: 2,59%, seguidas pelo Norte da África: 0,51% e Ásia Oriental: 0,39%. A cidade é predominantemente católica romana, com pequenos grupos de cristãos ortodoxos. A comunidade judaica histórica ainda sobrevive.

Variação demográfica do município entre 1861 e 2011[4]
Fonte: Istituto Nazionale di Statistica (ISTAT) - Elaboração gráfica da Wikipedia


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fernandes, Ivo Chavier (1941). Topónimos e Gentílicos. I. Porto: Editora Educação Nacional, Lda. 
  2. a b «Statistiche demografiche ISTAT» (em italiano). Dato istat 
  3. a b «Popolazione residente al 31 dicembre 2010» (em italiano). Dato istat 
  4. a b c «Istituto Nazionale di Statistica» 🔗 (em italiano). Statistiche I.Stat 
  5. a b c d e Este artigo incorpora texto (em inglês) da Encyclopædia Britannica (11.ª edição), publicação em domínio público.
  6. Graham, Alexander John (1999). Colony and mother city in ancient Greece Special ed. Manchester: Manchester University Press. p. 6. ISBN 0719057396 
  7. Turfa, Jean MacIntosh (2013). The Etruscan world. Londres: Routledge. p. 295. ISBN 978-0415673082 
  8. a b Frizzi, Antonio (2012) [1791]. Memorie Per La Storia Di Ferrara. 1. Florence: Nabu Press. p. 181. ISBN 9781274747815 
  9. a b Domenico, Roy Palmer (2002). The regions of Italy : a reference guide to history and culture 1st ed. Westport, Conn.: Greenwood. p. 85. ISBN 978-0313307331 
  10. a b c d e f g h Ferrara and its province. Milan: Touring Club Italiano. 2005. ISBN 9788836534401 
  11. «Ferrara, Italy». www.britannica.com (em inglês). Encyclopædia Britannica. Consultado em 13 de Dezembro de 2017 
  12. Tuohy, Thomas (2002). Herculean Ferrara : Ercole d'Este, 1471–1505, and the invention of a Ducal capital 1st ed. Cambridge: Cambridge University Press, with the assistance of the Istituto di Studi Rinascimentali, Ferrara. p. 211. ISBN 978-0521522632 
  13. Rosenberg, Charles M. (2010). The court cities of northern Italy : Milan, Parma, Piacenza, Mantua, Ferrara, Bologna, Urbino, Pesaro, and Rimini. Cambridge: Cambridge University Press. p. 198. ISBN 978-0521792486 
  14. Pade, Marianne; et al. (1990). The court of Ferrara & its Patronage. Copenhagen: Museum Tusculanum Press. pp. 151–176. ISBN 978-8772890500 
  15. Murrin, Michael (1994). History and warfare in Renaissance epic. Chicago: University of Chicago Press. pp. 124–125. ISBN 978-0226554037 
  16. Mallett, Michael; Shaw, Christine (2005). The Italian Wars, 1494-1559 : War, State and Society in Early Modern Europe 1st ed. Harlow: Pearson. p. 107. ISBN 978-0582057586 
  17. Hearder, Harry (1994). Italy in the Age of the Risorgimento: 1790–1870 7th ed. Londres: Longman. p. 96. ISBN 978-0582491465 
  18. Boone, Marc; Stabel, Peter (2000). L'apparition d'une identité urbaine dans l'Europe du bas moyen age [Shaping Urban Identity in Late Medieval Europe]. Leuven: Garant. p. 169. ISBN 978-9044110920 
  19. Foot, John (2014). Modern Italy Second ed. [S.l.: s.n.] p. 151. ISBN 978-0230360334 
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  21. Ferrara e il suo Petrolchimico il Lavoro e il Territorio Storia, Cultura e Proposta (in Italian). Ferrara: Cds Edizioni. 2006. ISBN 978-88-95014-00-5 
  22. Nemec, J.; Nigg, J.M.; Siccardi, F. (1993). Prediction and perception of natural hazards : proceedings symposium, 22–26 October 1990, Perugia, Italy. Berlin: Springer. p. 6. ISBN 978-0792323556 
  23. Duggan, Christopher (2006). A concise history of Italy. Cambridge [England]: Cambridge University Press. p. 16. ISBN 978-0521408486 
  24. «The Municipal Statute of Ferrara (in Italian)». Municipality of Ferrara. Consultado em 28 de dezembro de 2017 
  25. «Local self-government authority system under the Italian legislation». Italian Ministry of Internal Affairs. Consultado em 18 de Outubro de 2012 
  26. a b Beltramo, Silvia; Cantatore, Flavia; Folin, Marco (2016). A Renaissance Architecture of Power: Princely Palaces in the Italian Quattrocento. Londres: Brill Publishers. pp. 189–215. ISBN 978-9004243613 
  27. Kleinhenz, Christopher (2002). Medieval Italy: an encyclopedia. Nova Iorque: Garland. p. 336. ISBN 978-0824047894 
  28. Benevolo, Leonardo (2002). The architecture of the Renaissance 1st ed. Nova Iorque: Routledge. pp. 187–188. ISBN 978-0415267090 
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  30. «Statistiche demografiche ISTAT». Demo.istat.it. Consultado em 5 de maio de 2009 
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