Ferrel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Portugal Portugal Ferrel 
  Freguesia  
Símbolos
Brasão de armas de Ferrel
Brasão de armas
Localização
Localização no município de Peniche
Localização no município de Peniche
Ferrel está localizado em: Portugal Continental
Ferrel
Localização de Ferrel em Portugal
Coordenadas 39° 21' 53" N 9° 18' 57" O
Município 20px Peniche
História
Fundação 4 de Outubro de 1985
Administração
Tipo Junta de freguesia
Presidente Pedro Henrique Lourenço Barata (PS)
Características geográficas
Área total 13,79 km²
População total (2011) 2 649 hab.
Densidade 192,1 hab./km²
Código postal 2520 Ferrel
Outras informações
Orago Nossa Senhora da Guia

Ferrel é uma freguesia portuguesa do concelho de Peniche, com 13,79 km² de área e 2 649 habitantes (Censos, 2011)[1]. A sua densidade populacional é de 192,1 hab/km².

Situam-se aqui as praias do Baleal e da Almagreira.

No dia 15 de Março de 1976, o povo de Ferrel marchou sobre o local onde decorriam trabalhos preparatórios para a então projectada central nuclear. Essa impressionante manifestação de recusa, pacífica e determinada marcou o início da luta contra a opção pela energia nuclear em Portugal.

No dia 6 de Abril de 2011, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, o projecto de lei n.º 452/XI, subscrito pelos deputados Jorge Manuel Gonçalves, João Paulo Pedrosa, José Miguel Medeiros, Odete João, Osvaldo de Castro, Marcos Sá e Pedro Farmhouse, do Partido Socialista, que eleva a povoação de Ferrel à categoria de Vila.

Localização[editar | editar código-fonte]

A Freguesia ocupa um espaço de 13,79 Km quadrados, confrontado a Norte com o Oceano Atlântico, a Sul com a Freguesia de Atouguia da Baleia, a Nascente com o Concelho de Óbidos e a poente com a Freguesia de Peniche

A Freguesia de Ferrel é composta pelas seguintes terras: Ferrel , Baleal e Baleal Sol Vilage I, II, Casais do Baleal e Casal da Lagoa Seca.Situa-se a 5 km de Peniche (concelho), a 74,20 km de Lisboa (Capital) e de Leiria a 65,99 Km.

Transferência de Competências para a Junta de Freguesia de Ferrel[editar | editar código-fonte]

Com o novo executivo camarário da Camara e das Juntas que constituem o municipio de Peniche, cada uma decidiu uma data para as transferências de competência. Ferrel, pediu para ser em 2019, mas com as intrisgências/dificuldades em que o executivo de peniche, propões.

Mas passado um ano (2020), Ferrel, irá ter a Ilha do Baleal, Baleal Sol Village 1 e 2, Quinta das Palmeiras e Bairro Cruz das Almas, estes que pertenciam/as competências eram da camara municipal. Isto provalvelmente irá aumentar o nº de habitantes da vila de Ferrel, desde 2.649 para 3.398.

População[editar | editar código-fonte]

Actualmente, a população de Ferrel foi mais grande, mas com o passar dos séculos foi-se degradando. Nos finais da década de 50, Ferrel era uma vila muito pobre e a mais pobre do concelho de Peniche, Os meios de subsistência naquela altura eram os parcos, apesar do espírito do sacrifício, dos trabalhadores e aventureiros que sempre caracterizaram as gentes de Ferrel.

Nessa altura, a principal actividade era a agricultura (ainda hoje é), em que os terrenos arenosos, portanto pouco produtivos; Por outro lado, as parcelas dos terrenos amanhados eram pequenas, não havendo características, nem meios para uma agricultura extensiva e intensiva que proporcionasse rendimentos suficientes.

A emigração[editar | editar código-fonte]

No inicío da década de 60, começou em força, para países como França, Canadá, Luxemburgo, Reino Unido, entre outros... Os Ferralejos/Portugueses para sair de Portugal, tinham que passar clandestinamente, por outras palavras passar a fronteira terrestre com Espanha, porque o então governo chefiado por António de Oliveira Salazar, não permitia que nenhum português sai-se sem ser o chefe de família e anulavas os vistos para serem difíceis saírem do país. À chegada à fronteira com Espanha, encontravam-se com um tal de "passadores" que em troca de dinheiro os ajudavam a passar pela fronteira sem ser visto pelos guardas espanhóis, depois de terem chegado ao destino, confirmavam por telefone que já tinham chegado, também que já tinham emprego, depois disso, centenas de portugueses foram para o estrangeiro.

Regressam no período natalício e durante as Festas de Ferrel.

O surf em Ferrel[editar | editar código-fonte]

O surgimento da prática desportiva do surf em Ferrel, foi mais ou menos na Praia do Baleal. Actualmente, a Praia do Baleal é um dos lugares sagrado para os praticantes de surf em Portugal e não só, como por exemplo: Paddle, Pesca, entre outros... O Baleal tem uma característica única que nenhuma praia do país tem, que é o convívio, as diversas línguas que ouvimos e falamos com os surfistas, quer sejam eles de França, Reino Unido, Austrália, E.U.A, Canadá, entre outros, na costa maritima de Ferrel, também existem outros lugares maiores e com condições para a prática do surf, desde o Pico da Mota, Almagreira, Lagido, Prainha, Cantinho da Baía e Cova da Alfarroba.

Neste Século[editar | editar código-fonte]

Os emigrantes vindo de outros países tais como Angola, Brasil, França, entre outros, contribuiram para o desenvolvimento populacional de Ferrel, e não só também habitantes de diversos pontos de Portugal vieram para Ferrel viver, criaram familía e negócio.

População da freguesia de Ferrel [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
8 925 5 252 3 235 6 555 5 659 3 656 2 253 3 565 4 523 3 298 3 242 2 172 2 072 2 355 2 649

Criada pela Lei n.º 121/85 [3], de 4 de Outubro, com lugares desanexados da freguesia de Atouguia da Baleia.

História[editar | editar código-fonte]

Não há a certeza de como e donde surgiu o nome de Ferrel. O nome parece ter derivado da frase "ferremos aqui", proclamada pelos náufragos quando chegaram a este local e aqui se instalaram? Ou terá surgido do facto do barco naufragado ser originário, como dizem, do porto marítimo de Ferrol, situado no norte da Galiza, em Espanha?

No caso de Ferrel advir de Ferrol, verificamos que a palavra terá sofrido a lei fonética da permanência da sílaba tónica e o metaplasma por transformação de ol em el. Na hipótese de o nome de Ferrel ter a origem na expressão "ferremos aqui", concluímos que o vocábulo teria tido a influência das leis fonéticas do menor esforço e a influência dos metaplasmos por supressão e por transformação. "Ferremos" teria tido mais alterações do que "Ferrol".

Um facto curioso: foram os náufragos do barco que deram o nome à nossa terra e que também trouxeram a nossa padroeira, Nossa Senhora da Guia.

Política[editar | editar código-fonte]

O cargo de Presidente da Junta de Freguesia é actualmente ocupado por Pedro Barata, eleito nas eleições autárquicas de 2017 pelo Partido Socialista. Na Assembleia de Freguesia a força política mais representada é o PS com 5 membros eleitos (maioria relativa), seguindo-se o Partido Social Democrata (4) e o Grupo de Cidadãos Eleitores por Peniche (lista independente) (1). O Presidente da Assembleia local é Fernando Nunes, do GCEPP.

Eleições autárquicas[editar | editar código-fonte]

Assembleia de Freguesia[editar | editar código-fonte]

Ano % M % M % M % M % M
APU/CDU PS PPD/PSD Ind. Ind. (GCEPP)
1985 19,3 2 75,5 7
1989 11,4 1 49,7 5 32,1 3
1993 10,7 1 44,3 5 31,9 3
1997 45,1 4 31,1 3 18,7 2
2001 25,8 2 32,8 3 35,5 4
2005 12,4 1 44,1 4 38,0 4
2009 23,7 2 48,8 5 23,4 2
2013 12,7 1 52,0 5 28,2 3
2017 8,7 - 40,2 4 35,7 4 11,8 1

Património[editar | editar código-fonte]

  • Igreja Nossa Senhora da Guia, incluindo o adro definido pelos muros de suporte de terras, o cruzeiro e o jardim posterior,foi aqui que a 15 de Março de 1976, o povo de Ferrel juntou-se no largo da Igreja e foram a pé atá ao Pico da Mota, onde iriam construir uma Central Nuclear.

Festas de Ferrel[editar | editar código-fonte]

As Festas de Ferrel remontam ao séc.XIX, em que estava ainda sob controlo da Atouguia da Baleia. A primeira festa é a de Agosto em que é considerada a melhor e a maior festa da região oeste em que remonta ao séc.XVI.

A festa de Ferrel começa sempre a dia 5 de Agosto

Esta é a principal festa da vila,tendo como padroeira (Nossa Senhora da Guia).

A festa é organizada por uma comissão,criada para esse efeito,existem alguns critérios para fazer parte da comissão de festas:ser natural de Ferrel,ser casado,ter espírito de voluntário e amar a terra.

A festa de Ferrel já é um grande evento a nivel distrital como a melhor festa da região oeste e não só, considerada como a maior e melhor festa.

Em Agosto os Emigrantes de Ferrel regressam para assistir a festa e em devoção da Nª.Sª da Guia que os proteja,a festa trás muito turismo para a terra.

Religião em Ferrel[editar | editar código-fonte]

Em Ferrel, o povo não é muito religioso, só quem é muito religioso/a é quem vai semanalmente à missa (festas religiosas da terra).). A Padroeira de Ferrel é a Nossa Senhora da Guia, e actualmente pertence à Paróquia de São Leonardo (Atouguia da Baleia). No seu historial de padres teve 21, dois que foram filhos da terra.

Igreja Nossa Senhora da Guia - Ferrel

Autobiografia de alguns Padres de Ferrel[editar | editar código-fonte]

Padre António Marcelino

Nasceu a 24/02/1915 e faleceu a 5/1/1970. Terminou a escola primária, onde depois frequentou o Seminário Patriarcal de Santarém desde 3/10/1928 até 1933 e depois o Seminário Maior dos Olivais que foi desde que foi desde 1934 a 1938. Nesse mesmo ano (1938), o Padre António, foi ordenado Sacerdote, tendo a sua ordenação sido notícia no jornal “A Voz da Verdade”. Não se sabe muito da sua primeira missa em Ferrel, mas sabe-se que foi num Domingo do mês de Julho de 1938 em Ferrel.

A sua primeira paróquia foi São Domingos de Carmões (Concelho de Torres Vedras), onde exerceu o seu ministério entre 1938 a 1955, entre 1955 a 1966 foi Prior de Santa Bárbara da Marquiteira e de Ribamar (Concelho da Lourinhã)), onde foi o grande mentor e obreiro pela construção da Igreja da Marquiteira, onde foi inaugurada a 13 de Agosto de 1961.

O Padre Marcelino, era uma pessoa com um grande espírito de pobreza, como fora criado, era extremamente simples e dotado de um espírito empreendedor de grande dinamismo e perfeccionismo. Ele gozava as férias em Ferrel, onde, durante esse tempo substituía o Pároco Local nas Celebrações da Missa Dominical e noutros actos litúrgicos, ele fazia-se transportar numa grande mota preta “Norton”, que provocava a admiração de toda a criançada, quando a deixava estacionada junto à igreja. Infelizmente, faleceu de AVC a 5/1/1970, está sepultado no cemitério de Ferrel.

Padre Pedro Teófilo

Nasceu a 20/3/1939 e faleceu a 15/4/2009. Em Outubro de 1950, após ter terminado a escola primária, estudou no Seminário Patriarcal de Santarém durante três anos. Daí foi para o Seminário de Almada, onde esteve quatro anos, depois foi para o Curso Superior de Filosofia e Teologia desde 1957 a 1963. Nesse mesmo ano, foi ordenado Sacerdote pelo Cardeal Patriarca de Lisboa D. Manuel Cerejeira a 15 de Agosto e no 25 do mesmo mês, celebrou a sua primeira missa em Ferrel.

De 1979 a 1984, o padre frequentou a Universidade Nova em Lisboa, na licenciatura de Línguas e Literaturas Modernas, não concluío quatro disciplinas. Também esteve no curso de Artes Gráficas de 23 de Setembro de 1993 a 28 de Fevereiro de 1995, com estágio na Casa de Saúde do Talhal desde Setembro de 1994 a Fevereiro de 1995. Devido a uma doença de foro mental que o limitava, ele nunca foi Pároco, só exercendo no seu ministerial sacerdocial como coadjutor nas seguintes paróquias:

  • Mosteiro de Santa Maria (Alcobaça);
  • Torres Vedras;
  • Santo Agostinho de Marvila (Lisboa), durante 15 anos nos Centros de Culto de Santa Beatriz (Chelas), Sacavém e São José de Algueirão/Mem Martins;

Foi também Capelão no Mosteiro das Irmãs Clarissas (Monte Santos – Sintra). Era um homem corajoso, persistente, e com uma grande força de vontade para o mais além.

Acabou por falecer a 15/4/2009 com setenta anos, estando sepultado no Cemitério de Ferrel.

Padre José Tavares

Nasceu a 24/12/1878 em Óbidos e faleceu a 5/4/1923 em Atouguia da Baleia, cuja freguesia paroquiou durante 17 anos. Foi um grande orador, escritor e músico. Durante a 1ª República, ele sofreu perseguições, ameaças de morte (numa noite de Natal), mas a sua coragem impôs-se os maus. Em 1908, editou e escreveu um pequeno livro, chamado “Monumento Esquecido”, sobre Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Atouguia da Baleia) e sobre o milagre que aconteceu a 19 de Maio de 1693. Foi também presidente da direcção e mestre da banda de música da Sociedade União 1º de Dezembro de 1902 (Atouguia da Baleia). Está sepultado no cemitério na Atouguia da Baleia, num mausoléu.

Padre Manuel Gameiro

O Padre Manuel Gameiro, foi não só padre, mas também professor na escola primária e cultivava junto dos seus alunos a prática da ginástica, e aos sábados, também havia actividade física. Não se sabe quando faleceu, ou onde está enterrado.

Padre Tomaz Ribeiro

Este Padre, foi também médico. Foi também um excelente nadador e atleta, tendo sido um excelente nadador e atleta, tendo sido campeão nacional de salto em altura. Primeiro foi ateu, perseguiu e maltratou os padres e a Igreja durante o período da 1ª República. Mais tarde, ele converteu à fé católica, onde depois de viuvar, foi ordenado sacerdote. Foi o Padre que menos teve como pároco em Atouguia da Baleia, apenas onze meses. Não se sabe o ano em que ele faleceu.

Padre Luís Fialho de Almeida

O Padre Luís, era um homem simples e reservado, mas tinha um enorme espírito de iniciativa que não teve tempo/nem condições para praticá-las. É pároco de Alcabideche, desde que saiu de Atouguia da Baleia em Agosto de 1973.

Padre Gianfranco Ventura Bianco

Era um padre de espirito altamente aberto, simples e alegre. A enorme cultura geral/pastoral e a sua grande capacidade de comunicar com clareza.

Padre Carlos Marques

Em cada missa e reuniões com a população, ele tinha sempre uma história elucidativa para contar.

Padres Faustino, Lino e Francisco

Foram nomeados párocos “in solidum” e tomaram posse na Paróquia de São Leonardo (Atouguia da Baleia) em 15 de Setembro de 2018. Com grande espírito de colaboração, a enorme abertura ao diálogo, em pouco tempo, conseguiram a admiração dos paroquianos

Lista de Padres da Comunidade de Ferrel
Nome Período em que começou Período em que acabou
Padre Joaquim José Pinto Carvalho Ruiz 1833 1842
Padre Manuel Dores Penella 1843 1849
Padre José Abreu de Carvalho 1849 1950
Padre Francisco de Carvalho 1851 1867
Padre Francisco Salles Velloso 1867 1893
Padre Francisco Barata 1893 1906
Padre José Nunes Ferreira Tavares 02/10/1906 1923
Padre Mathias Augusto Rosa 1923 1925
Padre Manuel Vicente Rafael Gameiro 1926 Fevereiro de 1936
Padre/Médico Tomaz Gabriel Ribeiro Fevereiro de 1936 11/01/1937
Padre António Faria Lopes 27/01/1937 06/02/1967
Padre Luís Jesus Fialho de Almeida 21/09/1967 17/08/1973
Padre António Farinha Martins 17/08/1973 02/08/1975
Padre António Maria Fialho da Silva 02/08/1975 16/08/1986
Padre Joaquim de Sousa Lopes 16/08/1986 01/08/1996
Padre Manuel Alexandre Tavares Costa Garcia 01/08/1996 15/08/2001
Padre Gianfranco Ventura Bianco 15/08/2001 11/07/2013
Padre Carlos Manuel Martins Marques 11/07/2013 15/09/2018
Padre Faustino 15/09/2018 Presente
Padre Lino 15/09/2018 Presente
Padre Francisco 15/09/2018 Presente

Cabos de Polícia/Cabos - Chefes de Ferrel[editar | editar código-fonte]

O designío de um cabo de policia, era um cidadão designado para auxiliar um regedor de freguesia, na sua função de agente local de autoridade policial. Nesse tempo, a Freguesia de Ferrel, não fora criada, ainda pertencia à freguesia de Atouguia. Durante o período da Monarquia, os cabos de polícia, constituíam a única força policial na maior parte do território nacional. Já a partir de 1867, foi criada a Polícia Civil, que actuava principalmente nas cidades e vilas mais importantes. Mas no entanto, os Cabos de Polícia, continuaram a ser a principal força policial presente nas zonas rurais. Já com a Implantação da República, e a criação da Guarda Nacional Republicana, que se estendeu até às zonas rurais, depois da Revolução de Abril, os Cabos de Policia perderam a sua importância.

Cabos - Chefes de Ferrel
Nome
Hilário Dias
José Paulo
José Farias
Francisco André
José Catarino
António Abel Afonso
José Ricardo Martins
Clemente dos Santos

Usos, Costumes e Tradições[editar | editar código-fonte]

Ursos, Macacos e Leões[editar | editar código-fonte]

Desde os tempos mais antigos que os habitantes de Ferrel, se apelidam uns aos outros de ursos, macacos ou leões, conforme a área em que vivem na terra.

Ainda hoje, o termo de "urso", tem um significado depreciativo (equivalente a "parvo" ou "palerma"). Acontece em conversas, quando à opiniões contrárias, pouco lógicas ou que não agradam a uma das partes, este responde: "És um urso, pá!", esta história é um dos reflexos da rivalidade que existiu entre a parte de cima e a parte de baixo de Ferrel.

Os habitantes do lugar de baixo, como tendo sido os primeiros habitantes,e sendo descendentes de portugueses e de cruzados franceses, consideravam-se superiores aos de cima que, vindos do norte de Espanha num barco de piratas, foram mal recebidos pelos primeiros porque havia origens e culturas diferentes de que resultavam por vezes em confrontos ou em insultos.

As picardias verbais entre os ursos, leões e macacos, sempre existiram, até que depois da Guerra da Coreia em 1950, os do lugar de baixo começaram a chamar aos de cima Coreia do Norte e os de cima para baixo Coreia do Sul.

As Alcunhas[editar | editar código-fonte]

Rara são as pessoas em Ferrel,que não têm alcunha, e na maior parte dos casos, não são conhecidos pelo seu próprio nome, mas sim pela sua alcunha.

Ditos e Expressões do Povo de Ferrel[editar | editar código-fonte]

Reninó - Gaita de Foles;

Pau de Fio - Poste de Electricidade;

O que falta a ele é dinheiro! - Está cheio de massa (dinheiro);

Ratola - É um fala barato/mentiroso.

É mai fino cum rato. - É muito esperto.

São mais cás mães! - Para indicar o número exagerado de qualquer coisa.

As Bruxas de Ferrel[editar | editar código-fonte]

Antigas Festas de Ferrel[editar | editar código-fonte]

Festa de Santo Antão[editar | editar código-fonte]

- Começava e acabava no dia 17 de Janeiro;

- É o Padroeiro/Protector dos animais domésticos;

- Tinha uma missa solene (Igreja de Ferrel), onde era de seguida de procissão solene com a imagem do santo pelas ruas da vila;

- Também tinha a bênção dos animais, em que os donos traziam para o largo da igreja,

- Esta Festa, acabou na primeira metade da década de 1950.

Dia de Natal[editar | editar código-fonte]

- Era a festa de natal, onde se comemorava o nascimento de Jesus Cristo;

- Era uma festa de família;

- Era a festa que mais tocava o coração das pessoas;

- A população, festejava com carinho e divertimento;

- De manhã, ouvia-se os sinos, depois vinha o almoço com toda a família e a partir das cinco horas da tarde, o baile começava e acabava no dia seguinte;

O Senhor Doutor Pedrosa[editar | editar código-fonte]

Para Ferrel, ficou conhecido ao longo de 35 anos, a figura ímpar do Doutor Pedrosa, que foi médico das populações de Atouguia da Baleia e Ferrel (na qual Ferrel ainda pertencia).

Quem foi então o Doutor Pedrosa?[editar | editar código-fonte]

Ele nasceu a 18/3/1905 em Aldriz (Freguesia de Argoncilhe). A sua vinda para a Freguesia de Atouguia, deveu-se a um grupo de pessoas de Ferrel, terem tido o conhecimento em que ele se encontrava-se preso na Fortaleza de Peniche. Já contactado, verificou-se tratar-se de um médico jovem, "...que já se encontra detido desde quando estava servindo o Exército (em Lisboa), no Quartel do Lumiar, onde, era Alferes Miliciano.". Já em Lisboa, acontecia o Movimento na Marinha Grande, onde o então Alferes Pedrosa, onde foram um grande opuiante do Governo de Salazar, juntou-se com outros 30 soldados ao Movimento, onde já na Marinha Grande, foi sufocada à força a revolta e presos, o Alferes foi levado para o Forte de Peniche.

Famílias que deram contributo a Ferrel no Passado[editar | editar código-fonte]

Da história de Ferrel, fizeram parte três famílias ligadas entre si, através de casamento. As famílias Howell (Inglaterra), Ferreira Pinto e Ávila. Estas famílias, não eram de Ferrel, mas fizeram de Ferrel, a sua casa, e de onde aí contribuíram para o seu crescimento/desenvolvimento.

Família Howell[editar | editar código-fonte]

Um dos primeiros a chegar a Portugal foi Alfred William Howell (1799-1875), na companhia de um tio e de seu primo, por volta do ano de 1809. Eles vieram tentar explorar o espólio do barco de San Pedro de Alcântara que naufragou na praia da papoa em Peniche, para a exploração dos Caminhos de Ferro (Lisboa – Porto), e para negócios de vinhos.

Eles instalaram-se em Lisboa, (moraram na Lapa e mais tarde em Alcântara), onde também adquiriram/compraram, terrenos em Ferrel, onde aí, construíram uma casa para eles e casas/ povoações no concelho. Já com as aquisições, eles deram trabalho aos habitantes locais, que viviam aí, onde também ajudaram a construir casas e a desenvolver, o que é hoje a Freguesia de Ferrel.

Howell Descendentes do rei Galês Hywel Dda

Também por cá, cresceram e estabeleceram família, tendo casado com Henriqueta de Sousa Rosa Coelho (1811 – 1895), onde nesse casamento nasceram cinco filhos: Frances, Charles, Henry, Frederick e Isabel. Onde só apenas os rapazes, é que tiveram descendência, a filha não.

Esta família é o produto da fusão de uma família, que teve origem no País de Gales, e de outra família de origem na Escócia. Existem algumas provas, em que está família, é descendente do rei galês Hywel Dda (século 10). Também possuem, a condecoração “Rosa Branca da Escócia”, e quem possui esta condecoração é a família real inglesa.

Atualmente, a família Howell, está um pouco por todo o país e no estrangeiro, encontrando-se em Lisboa, Porto, Ferrel, Cartaxo, Torres Novas, Beja, Faro e Inglaterra. Os membros, já falecidos, estão sepultados em jazigos de família, em Lisboa, Ferrel e Cartaxo, entre outros...

Família Ferreira Pinto[editar | editar código-fonte]

Esta família é também ligada à família Howell, por laços de casamento, foi também, importante para a história de Ferrel e influente no seu desenvolvimento. Em 1889, pela iniciativa, esta família, levou a cabo grandes obras de ampliação, remodelação e melhoramentos na Igreja de Nossa Senhora da Guia.

Família Ávila[editar | editar código-fonte]

Esta família, chegou a Ferrel, através da família Howell de casamento. Em 1946/1947, construi-se uma vivenda em Ferrel (que ainda existe), junta ao cruzamento do Largo Nossa Senhora da Guia com a Rua do Ribeiro, a quem se deu o nome de “Casal Saloio”. O Senhor Conde, foi Administrador do Banco de Portugal, ele nasceu em 1886 e faleceu em 1979 aos 93 anos de idade.

Os Naufrágios ao longo da costa de Ferrel (1877-2005)[editar | editar código-fonte]

Ao longo dos tempos, na costa maritima da Freguesia de Ferrel, foram vários os naufrágios que naufragaram ao longo da costa por vários séculos. Desde a Penísula do Baleal e a Rocha do Ilhéu, enfiadas pelo seu mar adentro, os seu recifes e os bancos de areia lá existentes. Entre as praias da Almagreira e a Foz do Arelho, os seus frequentes/fortes nevoeiros que foram a principal causa de tantos naufrágios, em que perderam-se centena de pessoas e também o ajudar a salvar dessas pessoas.

Lista de todos os barcos naufragados ao longo da costa de Ferrel:

Barcos naufragados na costa de Ferrel
Nome do Navio Local de Partida Para onde se dirigia Mortes Sobreviventes Ano Local do Acidente
--- --- ---- 3 0 12 de Dezembro de 1877 Baleal
Mesopetâmia -- -- 8 0 1880 Baleal
City of Dublin Cardiff Gibraltar 0 20 23 de Abril de 1878 Baleal
Loty ? ? ? ? 1882 Baleal Norte
Laugolleu ? ? ? ? 1884 Baleal Norte
? Toda a tripulação salva 1888 Baleal Norte
Roumania Liverpool Bombaim 113 9 28 de Outubro de 1892 Adegas d`el Rey
Cabo Prior ? ? ? ? 1899 Baleal
Leven ? ? 0 25 28 de Dezembro de 1905 Baleal
Louguvoo ? ? 0 16 27 de Setembro de 1908 Baleal Sul
Bhamo ? ? 0 97 13 de Julho de 1911 Baleal Norte
Libertão Paraguay ? ? ? 15 25 de Abril de 1919 Vale de Janelas
Febermede ? ? ? ? 10 de Maio de 1920 Vale de Janelas
Vasco da Gama ? ? ? 14 4 de Julho de 1933 Vale de Janelas
Nossa Senhora das Ondas ? ? 2 1 Janeiro de 1938 Covões
Alda ? ? 5 1 29 de Junho de 1938 Vale de Janelas
Maria Luiza ? ? 1 2 5 de Fevereiro de 1942 Baleal
Fernando Ybarra ? ? 120 10/20 20 de Dezembro de 1943 Baleal
Fernanda ? ? ? ? 7 de Abril de 1952 Baleal
Princesa ? ? ? ? 9 de Dezembro de 1962 Baleal
Boa Fé ? ? ? ? 21 de Fevereiro de 1966 Baleal
David Nunes ? ? ? Salvou-se tudo 1 de Junho de 1968 Vale de Janelas
Nova Rosete ? ? ? 3 20 de Novembro de 1972 Baleal
Dias Jorge mais Lampanas (colisão) ? ? ? Salvou-se tudo 23 de Novembro de 1982 Baleal
Luiza Maria ? ? ? Salvou-se tudo 3 de Outubro de 1983 Baleal Norte
Lightning ? ? ? Salvou-se tudo 14 de Novembro de 2000 Praia da Almagreira
Jóia da Coroa ? ? 0 Salvou-se tudo 22 de Julho de 2005 Praia da Almagreira

Contabilizadas as perdas humanas em mais de 252 mortes e 238 sobreviventes dos naufrágios.

Festa em Honra de Nossa Senhora da Guia[editar | editar código-fonte]

Esta é a principal festa de vila de Ferrel, uma festa com história, uma vez que os seus primeiros registos remontam ao século XVII, "quando a câmara municipal de Atouguia da Baleia, a 6 de Agosto de 1639 concedeu licença aos mordomos da festa em honra de nosso senhora da guia de Ferrel, para matarem aves no ribeiro de Atouguia da Baleia" (livro de assuntos diversos da vida municipal de Atouguia da Baleia, 6 de setembro de 1639, fls.169). A festa é organizada por uma comissão criada para esse efeito, sendo que para a constituição desta comissão existiam, até há alguns anos atrás, alguns critérios, tinham que ser homens casados e naturais de Ferrel, entre outros. De há uns anos a esta parte, fruto da evolução dos tempos, e com a festa de Ferrel a ganhar uma nova dimensão, tornou-se necessário aumentar o número de membros da Comissão Organizadora, fazendo cair por terra alguns critérios utilizados até então.

Manteve-se, contudo, o espírito de voluntariado e de amor à terra, tão necessários para se organizar um evento desta natureza, de cariz religioso, cultural e popular, revertendo todos os lucros da festa em favor da Freguesia, das suas gentes e organizações....Celebra-se, assim, a invocação de Nossa Senhora da Guia, padroeira de Ferrel, num evento/ambiente agradável, onde o religioso e o profano convivem saudavelmente. A festa de Ferrel tem sido mantida como um valioso legado que é transmitido de geração em geração e que cada uma tem sabido preservar, valorizar e perpetuar, adaptando-a às novas realidades. Com a persistente devoção das suas gentes à festa, com a aposta orgulhosa na valorização que é feita, ano após ano, neste que já é um património imaterial e identitário do povo de Ferrel, com o aumento da afluência de visitantes, fruto também da forte procura turística deste território e da proximidade às praias (principalmente, da praia do Baleal), mas, fundamentalmente, em resultado do reconhecimento alargado deste evento, que é a festa de Ferrel, como uma referência na agenda de animação de verão da região oeste, esta foi considerada pela revista Up Magazine - distribuída pela companhia aérea portuguesa TAP -, como a melhor e maior festa da região oeste. Citando a mesma: "porque em Agosto muitas terras, freguesias, lugares, aldeias e vilas estão em festa, dê um pezinho de dança, beba uma mini e coma uma fartura num dos muitos arraiais populares que acontecem por estas bandas: o mais famoso é o de Ferrel (no distrito de Peniche) e que começa a 5 de Agosto".

Fim de procissão ( 5 de agosto)



Começa, impreterivelmente a 5 de Agosto de cada ano, estendendo-se, por norma, até ao fim da semana seguinte para que, ao sábado, se possa realizar a já famosa e icónica corrida dos burros, entre outras surpresas do cartaz, como missa e procissão religiosa, dj´s, espectáculos musicais e pirotécnicos, divertimentos e muita muita animação.

Logo de ferrel.jpg

Rancho Folclórico de Ferrel (1948 - Presente)[editar | editar código-fonte]

A data de origem do rancho, é provavelmente em 1948, por José Santos "Rola, um jovem com grande conhecimento pela música. O primeiro rancho foi actuar num Domingo de Carnaval (1948) e Terça Feira de Carnaval (8 a 10 de Fevereiro), foi nesse preciso momento que o grupo saiu à rua. Passados alguns anos, o rancho, foi estruturado com músicas e letras eram da autoria de José Afonso "Rola", a sua composição mais famosa e que ainda perdura até hoje é de "O Zé de Ferrel", mais conhecida como o fado dos barretes.

Dez anos depois, em 1958, surgiu também em Ferrel, o rancho folclórico infantil que ainda perdura até hoje. Foi primeiro dirigido e ensaiado pela Donatilia Soares e José Alexandre. Este rancho, foi de carácter eventual, criando com a finalidade de apenas actuar apenas no Carnaval.

Em 1989, surge a primeira vez em que o rancho foi convidado pela Comissão Politica Distrital do PSD[4] de Leiria a actuar para os emigrantes do Distrito de Leiria em França. Nessa viagem, foram dois autocarros, durante essa estadia, uns ficaram em casa de emigrantes de Ferrel. Nessa estadia, actuaram no estádio "Os Lusitanos de Saint-Mur", e depois fez a 2º atuação em Saint-Michael com um grande público, também esteve programada actuar no estádio do Paris Football Club [5] durante o intervalo do jogo (esse clube e contra o Sporting Club de Braga[6]) mas isso nunca aconteceu porque começou a chover e não foi possível o grupo actuar.

A Luta Contra a Central Nuclear[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 1977, o movimento “Viver é preciso” lançou um apelo nacional com o manifesto “Somos todos moradores de Ferrel”, na luta contra a energia nuclear.

Neste manifesto podia-se ler:

  • “Preparemo-nos. A contra-ofensiva das multinacionais nucleares está para deflagrar. É preciso que por toda a parte, nas escolas, nos hospitais, nos bairros e nas fábricas, nas faculdades e nas associações científicas, surjam comissões de solidariedade com a luta do povo de Ferrel. A região de Peniche tem já a sua CALCAN – Comissão de Apoio à Luta Contra a Ameaça Nuclear). Mas é bom que por todo o país a ameaça nuclear encontre uma frente unida de partidários da Vida”.
  • “Quando os pescadores e camponeses de uma pequena aldeia marítima do litoral de Peniche tocam os sinos a rebate para dizer "não!" à central nuclear que lhes querem impingir, graças a eles, Portugal pode ser o primeiro país do mundo a pronunciar-se contra o holocausto nuclear no seu território”.

Em junho de 1977, foi lançado um novo manifesto sobre a política energética e a opção nuclear. Cento e dez cientistas e técnicos ligados ao problema nuclear debateram a nível nacional estas questões.

Em janeiro de 1978, nas Caldas da Rainha e em Ferrel, realizou-se o festival “Pela vida contra o nuclear”, que reuniu cerca de três mil pessoas. Decorreram debates, espetáculos e outras atividades, nos quais participaram nomes como Zeca Afonso, Vitorino, Pedro Barroso, Fausto e Sérgio Godinho.

Foram recebidas mensagens de representantes de grupos anti nucleares espanhóis e dos mais variados pontos do mundo.

Lembrar-se-ão aqueles que estiveram presentes na mobilização: ninguém arredou pé e realizou-se uma caminhada alegre em direção ao local onde se previa a construção da central. No local, os manifestantes encontraram forças da GNR. Não se deram incidentes e simbolicamente foram plantados alguns quilos de batatas oferecidos pelos agricultores de Ferrel.

Em 1982 o projeto nuclear foi abandonado.

Já passaram alguns anos desde que o povo de Ferrel marchou até aos campos do Moinho Velho.

Atualmente ainda se discute muito sobre a energia nuclear. Deverá Portugal apostar na energia nuclear?...

A 15 de Março em 1976, os 1500 habitantes de Ferrel também se deslocaram a este local, situado a quatro quilómetros da aldeia, e conseguiram impedir o avanço dos trabalhos.

Esta manifestação marcou início de um processo que culminaria com a desistência do projecto, tendo-se realizado até 1978 outras manifestações que contaram com o apoio de organizações ambientalistas internacionais.

"A plataforma está voltada não só para este local mas para o país no seu conjunto e pretende provar que as ideias [pró-nuclear] são superficiais e em alguns casos desonestas, porque, por exemplo, a questão da radioactividade é uma questão central", afirmou à Lusa José Carlos Marques, porta-voz da Plataforma Não ao Nuclear.

José Carlos Marques disse que a Plataforma Não ao Nuclear "arranca a partir de amanhã", com o objectivo de organizar debates sobre o tema, já que, até agora, serviu apenas para apoiar as comemorações dos 30 anos das manifestações de Ferrel.

"Passados 30 anos há novas gerações e novos capitalistas e muitos dos problemas de há 30 anos são hoje exactamente iguais, ouço defensores do nuclear utilizarem os mesmos argumentos que já foram desacreditados há 30 anos", afirmou, por seu lado, Delgado Domingos, professor jubilado do Instituto Superior Técnico.

Delgado Domingos (falecido), que se deslocou a Ferrel, disse que há 30 anos escreveu artigos contra o nuclear e que nessa altura esteve em Peniche a esclarecer a população.

"O nuclear não tem novidades. Contrariamente ao que tentam vir agora dizer, as novas centrais são iguais às antigas", disse Delgado Domingos, referindo-se ao projecto privado de construção de uma central liderado pelo empresário Patrick Monteiro de Barros.

"É preciso chamar a atenção quanto às alternativas que são mais sustentáveis e que representam uma melhor viabilidade para o país e que passam por melhorar a eficiência energética e por apostar nas energias renováveis", frisou o presidente da associação ambientalista Quercus, Hélder Spínola.

No mesmo sentido, o eurodeputado Miguel Portas (do BE), também presente em Ferrel, considerou que o nuclear é uma "péssima solução".

Comentando um estudo de opinião publicado ontem no semanário "Expresso", segundo o qual 51,7 por cento dos eleitores é favorável à construção da central, o eurodeputado disse que "o assunto tem estado fora da agenda e as pessoas sentem o problema do preço do petróleo".

"Quando lhes acenam com uma solução do tipo D. Sebastião a primeira reacção habitual em Portugal é esta. A segunda é a de pensar e quando as pessoas começam a pensar as opiniões das sondagens também mudam", vaticinou.

Miguel Portas (falecido e irmão de Paulo Portas) frisou igualmente que "o projecto [de Patrick Monteiro de Barros] não tem pernas para andar e não resolve nenhum problema".

"O problema resolve-se com menos dinheiro e mais rapidamente só poupando e aumentando a eficiência do uso da energia que temos", defendeu ainda o eurodeputado bloquista.

No "Moinho Velho", jovens activistas do não ao nuclear escreveram várias faixas com frases a favor das energias renováveis. No local para onde estava prevista a central os campos encontram-se hoje cultivados com produtos hortícolas. Os 150 hectares permanecem terrenos baldios, mas são ocupados por uma centena de agricultores.

A luta de Ferrel para ser uma Junta de Freguesia (1808-1985)[editar | editar código-fonte]

Em 1808, Ferrel enviou uma carta à câmara municipal de Peniche a pedir a criação da junta de freguesia de Ferrel. Atouguia, opôs-se a essa criação e com o passar do século, só em 1976, a Comissão de Moradores de Ferrel, enviou, outro pedido à Câmara para criar a Junta de Ferrel, a Câmara apoiou, e a Comissão de Moradores, logo fez panfletos e folhas para os habitantes assinarem (foi só meio dia). Só a Outubro de 1985, na Assembleia da Republica foi aprovada, o Decreto de Lei, desde então, Ferrel é Freguesia.

Presidentes de Junta de Ferrel (antes da primeira eleição do presidente de junta, foi criada uma comissão para supervisionar os voto de cada partido politico):

Presidentes de Junta
Mandato Nome Anos Partido Politico Obs:
Eduardo Figueiras 1986-1989 Independente Foi o presidente que mais percentagem teve;
António Júlio 1990-1993 Partido Socialista Mandou construir o pavilhão que abriga a equipa de futsal da A.R.D.F, a reconstrução da Igreja Nossa Senhora da Guia, a rede de esgotos e a eletricidade;

Mais ainda, foi jogador, administrador,treinador do G.D.F e da A.R.C.D.F, Banqueiro, combateu na Guerra do Ultramar e actualmente, está aposentado (reformado);

Vasco Torres 1994-1997 Partido Socialista Secretário do Anterior, fez também a continuação da supervisão da reconstrução da Igreja. Falecido
Eduardo Figueiras 1998-2001 CDU Actualmente, treinador das velhas guardas de Ferrel
Luís Ganhão 2001-2004 Partido Social Democrata Candidato derrotado à C.M.P
Silvino João 2005-2009 Partido Socialista
Sílvino João 2010-2013 Partido Socialista
Silvino João 2013-2017 Partido Socialista Único Presidente reeleito três vezes, actualmente é presidente da A.R.D.F.
Pedro Barata 2017- Partido Socialista Presidente mais jovem, e também Presidente da Comissão Distrital do PS-Leiria;


Referências

  1. «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Centro". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 1 de Março de 2014. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013 
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  3. Diário da República - http://dre.tretas.org/dre/182099/
  4. «Início». Partido Social Democrata. Consultado em 6 de março de 2020 
  5. «Paris FC». Paris FC (em inglês). Consultado em 6 de março de 2020 
  6. «Sporting Clube de Braga». Sporting Clube de Braga. Consultado em 6 de março de 2020