Ferro forjado

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Um gradil em ferro forjado em Troy (Nova Iorque).

Ferro forjado (também conhecido como ferro batido), é ferro comercialmente puro, o qual possui uma pequena quantidade de carbono (não mais de 0,15%), mas que geralmente possui escórias. É resistente,[1] maleável, dúctil e facilmente soldável. Todavia, é macio demais para uso em lâminas.

O ferro forjado é ferro comercial (aço corrente) que é basicamente uma liga ferro-carbônica com baixo teor em carbono e sem elementos de liga. O nome de ferro forjado deve-se ao facto de ser conformado a quente recorrendo a um aquecimento (por exemplo, numa forja). Depois de aquecido, pode ser martelado numa bigorna, tradicionalmente, ou em prensa para que se obtenha a forma pretendida.

Trabalhar o ferro recorrendo à forja, à bigorna ou ao martelo é uma forma de artesanato.

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Ferro Forjado no Brasil[editar | editar código-fonte]

O ferro forjado teve um surgimento relativamente tardio na arquitetura brasileira, somente com o advento do ecletismo, quando novos traços e novos espaços se combinaram, "uma profusão de influências de períodos distintos do passado", como caracterizam Araldi e Visoli [2] , somente se tornando mais usual na arquitetura com a popularização da art nouveau. Apesar de o ferro forjado ter chegado desvitalizado no Brasil, segundo a análise de Marina de Oliveira [3], ele conseguiu encontrar espaço nas fachadas e decorações de interiores como portões, gradis, corrimãos e balcões, sendo utilizado mais em decorações mais lineares, menos volumosas, devido à suas características mecânicas e a própria técnica de forja do ferro[4].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 771.
  2. Araldi, Débora. «Arquitetura eclética». Consultado em 01 de abril de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. OLIVEIRA, Marina Goldfarb de. A Presença do Art Nouveau na Rua das Trincheiras. Paraíba: UFPB, 2005.
  4. Pecly, Mateus (2014). «A CASA BRASILEIRA DO PERÍODO COLONIAL À ARQUITETURA MODERNA». Consultado em 19 de setembro de 2017 
  • Bealer, Alex W. (1995). The Art of Blacksmithing. Edison, NJ: Castle Books. pp. 28–45. ISBN 0785803955 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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