Fiat G.50

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G.50 Freccia
Caça
Descrição
Tipo / Missão Caça
País de origem  Reino da Itália
Fabricante Fiat
Período de produção 1935-1943
Quantidade produzida 5 protótipos e 683 unidade(s)
Primeiro voo em 26 de fevereiro de 1937 (81 anos)
Introduzido em 1938
Aposentado em 1946 da Força Aérea da Finlândia[1]
Variantes 8 versões
Tripulação 1
Especificações
Dimensões
Comprimento 8,01 m (26,3 ft)
Envergadura 10,99 m (36,1 ft)
Altura 3,28 m (10,8 ft)
Área das asas 18,25  (196 ft²)
Alongamento 6.6
Peso(s)
Peso vazio 1 963 kg (4 330 lb)
Peso máx. de decolagem 2 402 kg (5 300 lb)
Propulsão
Motor(es) 1 x motor a pistão radial de quatorze cilindros Fiat A.74 RC38 refrigerado a ar
Potência (por motor) 870 hp (649 kW)
Performance
Velocidade máxima 470 km/h (254 kn)
Alcance (MTOW) 445 km (277 mi)
Teto máximo 10 700 m (35 100 ft)
Armamentos
Metralhadoras / Canhões 2 x metralhadoras Breda SAFAT de cal. .50 12,7 mm (0,500 in)
Notas
Subida à 5 000 m (16 400 ft) em: 6,05 mim
Dados de: A Second String Arrow...The Fiat G.50[nota 1]

O Fiat G.50 Freccia ("Flecha") foi um caça monoplano italiano da Segunda Guerra Mundial. Tendo o seu primeiro voo em Fevereiro de 1937, o G.50 foi o primeiro monoplano italiano a ser produzido em linha, totalmente metálico[nota 2] com trem de aterragem retráctil e cockpit fechado. No início de 1938 os Freccia entraram em serviço na Real Força Aérea Italiana, e com o seu braço expedicionário, a Aviazione Legionaria, em Espanha, deram provas de uma espantosa velocidade para a época (alcançava 470 km/h, a velocidade média de aviões como as primeiras versões do Messerschmitt Bf-109 e Polikarpov I-16) e, como a maior parte das aeronaves italianas, muito manobráveis. Contudo, o seu armamento inadequado (duas Breda-SAFAT metralhadoras de 12.7 mm) não lhe permitiam alcançar a performance que os pilotos desejavam, e os designers italianos preferiam sacrificar poder de fogo e proteção do piloto para ter maior maleabilidade e velocidade da aeronave (nesse período os motores de aeronaves italianas eram na maioria de baixa potência), diferentemente do que aconteceu com o Reino Unido (Hawker Hurricane, Supermarine Spitfire), Estados Unidos (Curtiss P-40, Grumman F4F) ou Alemanha Nazista (Focke-Wulf Fw 190). Alguns exemplares desta aeronave foi também usada pela Força Aérea da Croácia, e 35 foram enviados para a Finlândia, onde mostraram ser uma dor de cabeça para a aeronáutica soviética, onde combatia com superioridade tipos como o Polikarpov I-15 e Polikarpov I-153 biplanos e com relativa igualdade contra o Polikarpov I-16, o famoso caça monoplano soviético.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Air International May 1988, p. 254.
  2. Ethell 1995, p. 64.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • "A Second String Arrow" Part 1. Air International, May 1988, Vol. 34, No 5, pp. 251–258. Bromley, UK: Fine Scroll. ISSN 0306-5634.
  • Ethell, Jeffrey L. Aircraft of World War II. Glasgow: HarperCollins/Jane’s, 1995. ISBN 0-00-470849-0.

Referências

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