Fiat Marea

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Fiat Marea
Visão Geral
Nomes
alternativos
Lancia Lybra
Produção 1996-2002Itália
1996-2007Turquia
1998-2008Brasil
Fabricante Fiat
Modelo
Classe médio-grande
Carroceria sedan, 4 portas
perua, 5 portas

fastback, 5 portas

Designer Italdesign
Ficha técnica
Motor 1.6L I4 16V
1.8L I4 16V
2.0L I5 20V
2.0L I5 20V Turbo
2.4L I5 20V
Transmissão 5 marchas, manual
4 marchas, automática
Modelos relacionados Fiat Tempra
Fiat Linea
Fiat Viaggio
Chevrolet Vectra
Ford Mondeo
Honda Civic
Kia Magentis
Lancia Kappa
Lancia Lybra
Mazda 626
Nissan Primera
Opel Vectra
Peugeot 406
Renault Laguna
Saturn Ion
Saab 9-3
Toyota Corolla
Toyota Corona
Volkswagen Bora
Dimensões
Comprimento 4,4m
Peso Sedã: 1270 kg SW (Weekend): 1320 kg
Tanque 63 l
Cronologia
Último
Fiat Tempra
Fiat Linea
Próximo


O Marea foi um automóvel fabricado pela Fiat entre 1996 e 2008.

História[editar | editar código-fonte]

Após a sucessão do Fiat Tipo pelos Fiat Brava e Bravo em 1995, na Europa, a Fiat desenvolveu um sedan para substituir o Tempra, derivado do Tipo. Assim, em 1996 foi apresentado o Fiat Marea, nas versões sedan e perua.

Fiat Marea Weekend

Oferecido com diversas opções de motores Diesel e Otto (gasolina), desde o 1.2L I4 8V até o 2.0L I5 20V Turbo. O nome veio da expressão italiana Marea, que em português significa maré(de oceanos).

Fiat Marea sedan

Sua missão era árdua. De uma só vez substituiria o Fiat Tempra e o Fiat Croma, que também estava sendo aposentado em 1996. Seus principais concorrentes, Opel Vectra e Volkswagen Passat, receberam naquele ano novas gerações. Moderno, o Marea oferecia faróis elipsoidais, cintos com pré-tensionador(tanto nas versões com e sem air-bags), comandos de som no volante [[1]] , lavadores de faróis e suspensões dianteira e traseira dotadas de subchassi, para melhor amortecimento dos impactos e maior preservação da cabine em caso de acidentes.

Fiat Brava, hatch que originou o Marea

O destaque, contudo, ficou por conta da versão 2.0L 5 cilindros em linha 20V Turbo, capaz de desenvolver 182cv, cujo motor era emprestado ao Fiat Coupé (nele porém, a potência originalmente desenvolvida era maior, 220cv). O Marea e os Hatchs Bravo e Brava foram aposentados em 2002 na Europa para dar lugar à família Fiat Stilo, constituídos de hatch e perua[1] [2] , porém a produção do Marea e Brava seguiu no Brasil até o ano de 2007.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Lançado no Brasil em 1998 para substituir o Tempra, o Fiat Marea brasileiro era basicamente igual ao modelo europeu, salvo pela ausência das versões a diesel, devido à proibição do uso deste combustível em automóveis de passeio e da simplificação das opções à gasolina existentes.As primeiras unidades da Marea Weekend vendidas no Brasil em 1998 foram fabricadas na Itália, enquanto o sedã já era fabricado na fábrica da Fiat em Betim, MG. No entanto, toda a gama de propulsores do modelo era importada da Itália e montada no Brasil. Por quase uma década, o Marea representou o segmento de médios pela Fiat, atacando tanto os segmentos premium quanto o de entrada da categoria. Em 2006 as versões ELX, HLX e Turbo deixaram a linha de produção, extinguindo os propulsores 1.8L, 2.4L e 2.0L Turbo; restando apenas a opção pela versão SX 1.6L. Com vendas em queda e tecnologicamente defasado diante dos concorrentes, o Marea foi aposentado em 2007, dando lugar ao Fiat Linea, um sedan derivado do Fiat Punto[3] .

Por todas as características inovadoras e o saudosismo adquirido devido às suas características marcantes, atualmente os veículos da família Marea contam com uma legião de entusiastas espalhados por vários países incluindo o Brasil e organizadas em clubes e associações, que prestam suporte, orientação técnica para manutenção e otimização e também comercializam toda uma gama de produtos e componentes voltadas para o modelo e os membros destas comunidades.

Características tecnológicas[editar | editar código-fonte]

Acessórios e versões[editar | editar código-fonte]

O Marea era oferecido em quatro versões principais de acabamento, SX (básica), ELX (intermediária), HLX (representando o topo de linha dos aspirados) e a Turbo, a versão mais completa. Além disso existiram raras versões exclusivas para frotistas como a City, voltada a taxistas. Todas as versões de acabamento eram aplicadas tanto à carroceria sedan quanto à perua.

Tanto a HLX quanto a Turbo ofereciam airbags e ABS como opcionais, além de sidebags como opcionais (um item inovador em um carro nacional na época). Teto solar de acionamento elétrico era um item opcional para os HLX e Turbo.

A maioria das versões contava com banco do motorista e direção hidráulica com regulagem de altura de série, bancos traseiros bipartidos, cintos com pré-tensionadores (inflam uma carga explosiva que pressionam o passageiro com mais força ao banco em caso de impacto), portas com barras de proteção laterais de 4cm de espessura, vidros elétricos nas 4 portas, retrovisores com regulagem interna elétrica e aquecimento térmico antiembaçante (outro diferencial), ar/condicionado e calefação com climatizador automático (mantém a temperatura desejada) ainda que de controle analógico (mas também um diferencial na época), sistema de desembaçamento rápido, faróis com regulagem de altura do facho em função da carga e projetores independentes para o farol alto e baixo. Também eram oferecidos faróis de neblina posicionados nos extremos do para-choques dianteiro. No conjunto de luzes traseiras, o carro atende uma norma criada na Europa e aceita no Brasil, onde no conjunto de iluminação principal é usada uma luz de ré do lado direito e luz de neblina do lado esquerdo.

Motorizações[editar | editar código-fonte]

Motor 2.0 naturalmente aspirado e turbo[editar | editar código-fonte]

O Marea chegou trazendo na época um grande diferencial em relação à concorrência: um motor 2.0L 20V naturalmente aspirado de 142cv e 18,1kgf/m (na Europa este mesmo propulsor desenvolvia 155cv e 19,2kgf/m, porém contava com a adição do coletor de admissão variável "VIS" e programação eletrônica diferenciada) . Este motor faz parte da família Free desenvolvida em parceria entre as italianas Fiat e Lancia, o qual incorporava inovações como um bloco de cinco cilindros, cabeçote e cárter de alumínio, comando duplo (DOHC) com quatro válvulas por cilindro, comando de admissão com tempo de abertura das válvulas variável e um dissipador de calor do óleo refrigerado à água (trocador de calor).

O controle era realizado unidade de controle eletrônico (UCE) de injeção/ignição multiponto sequencial alemã Bosch Motronic M2-10.4. A este motor foi dado o nome comercial de Fivetech e simbolizava à época uma inovação oferecida em termos de motorização num carro vendido por uma fabricante instalada no Brasil.

Apostando em um de nicho específico do segmento de alta performance do mercado nacional, a Fiat passou a oferecer também a versão Turbo de consideráveis 182cv e 27kgf/m para a época (desempenho este que era limitado para preservar a durabilidade do conjunto em vista das condições de utilização e manutenção mais críticas oferecidas no mercado brasileiro, visto que na Europa o mesmo motor produzia 220cv, porém equipando o Fiat Coupé). A base do turbo trata em essência do mesmo propulsor 2.0 20v aspirado, porém extensamente revisto e com componentes como bielas reforçados (no entanto o virabrequim se mantém idêntico tanto na versão aspirada quanto na turbo), válvulas maiores sendo as de escape refrigeradas à sódio, emprego de comandos de válvulas de maior permanência e acrescido de turbocompressor Garret TB2810 .42/.49, radiador de óleo, intercooler (resfriador de ar) além dos novos parâmetros de gerenciamento eletrônico na programação da UCE. Com esta motorização se tornaram os sedãs e station-wagons (peruas) "nacionais" mais velozes do mercado, posto mantido por alguns anos.

Ainda em 1998, devido às regras tributárias brasileiras para automóveis, cujo imposto era baseado na potência e não na cilindrada do motor, as versões SX e ELX de 2.0 litros tiveram sua potência reduzida para 127cv, a fim de enquadrarem-se na tarifa de IPI reduzida para veículos até esta potencia. No entanto, estas versões podem operar normalmente com 142cv, bastando para isso efetuar a troca do chip da UCE pelo utilizado na versão mais potente, ou produzido por programadores especializados independentes.

Além do desempenho acima da média e da tecnologia mais avançada na época, estes propulsores 5 cilindros tem outra uma característica única no que se refere ao seu ronco, que é bastante característico e diferenciado em relação aos demais motores de 4 cilindros.

Motor 1.8[editar | editar código-fonte]

Objetivando um melhor posicionamento de preços para as versões de entrada para 2001, a versão SX passou a ser oferecida com um novo motor, o Twin Cam. Trata-se de um quatro cilindros 1.8L I4 16V, de duplo comando (DOHC), variador de fase na admissão, coletor de admissão variável (VIS) e operado por uma central (UCE) japonesa Hitachi HCU MFI, que produzia 132cv e 16,7kgf/m . Este propulsor foi desenvolvido pela Fiat em parceria com a Alfa Romeo e era o mesmo existente na versão brasileira do Fiat Brava HGT, lançado no final daquele ano. Diferente do 5 cilindros 2.0L 20V, o 1.8L 16V era mais compacto, leve e oferecia menor consumo de combustível e menor nível de vibrações, sem perdas sensíveis em desempenho ao motorista comum em condições normais de uso e transporte de cargas medianas.

Motor 2.4[editar | editar código-fonte]

Devido a reclamações de falta de força em baixas rotações, o que exigia maior recorrência às reduções de marchas nas retomadas, a Fiat reviu o propulsor 5 cilindros 2.0 20v e aumentou sua cilindrada para 2.4L, além de adotar também um coletor de admissão variável (VIS) de material termo-plástico, eficiente porém menos resistente a detonação por falha na injeção ou pressão positiva de sobrealimentação que o metálico da versão 2.0 e um acelerador eletrônico, itens não disponíveis para as motorizações 2.0. Isso aumentou a potencia final de 142cv para 160cv e o torque máximo de 18,121kgf/m para 21kgf/m (este mesmo propulsor foi oferecido no Fiat Stilo Abarth produzindo no entanto aproximadamente 170cv e 21,5kgf/m).

As versões ELX e HLX então incorporaram este propulsor 2.4L I5 20V de 160cv, o qual também equipava o Lancia Kappa, apreciado por oferecer maior torque num regime bem inferior de rotações; o que, combinado com um câmbio de 5 velocidades de escalonamento mais longo, possibilitava menor ruído (em virtude das rotações mais baixas) e respostas mais ágeis sem a necessidade de reduções constantes no câmbio. Isso também melhorava a capacidade de cruzeiro (velocidade constante) em viagens, mantendo rotações mais baixas e menor nível de ruído e consumo. A partir de então, a cilindrada de 2.0L foi mantida apenas para o cinco cilindros turbo. Não houve motores 2.4 turbo originais de fábrica.

Motor 1.6[editar | editar código-fonte]

Nos anos seguintes a forte concorrência no segmento obrigou a Fiat a refazer as estratégias e posicionamento das versões do Marea. Como resultado, o motor 1.8L da versão SX passou para a versão ELX. Foi lançado um novo propulsor chamado Corsa Lunga (Curso Longo em italiano), que produz maior torque em relação a versão curso curto, contando com especificações 1.6L 16v de comando único (SOHC) operado por uma UCE Magnetti Marelli emprestado dos Fiat Brava/Palio/Palio Weekend, também sendo importado da Itália. Tornou-se o trem de força da versão básica SX tanto para o Marea sedan quanto para a perua além das versões de entrada do Brava, de forma a oferecer um melhor custo benefício, além de propiciar um menor consumo e custo de manutenção mais acessível, sendo ideal para as grandes cidades com engarrafamentos constantes e muito usado por taxistas.

Transmissões[editar | editar código-fonte]

Câmbio manual[editar | editar código-fonte]

As transmissões adotadas eram mecânicas de 5 velocidades (salvo as versões automáticas) com embreagem de acionamento hidráulico para os motores de 5 cilindros e a cabo para os 4 cilindros.

Os modelos com motores naturalmente aspirados utilizavam caixas de câmbio de escalonamento mais curto, sendo que o 1.6 possuía relações mais próximas e o 2.4 um pouco mais longas. Nestes, o acionamento dos seletores de marcha era realizado por um trambulador de varões.

O turbo possuía uma caixa de engrenagens mais robusta e de escalonamento mais longo, com acionamento dos seletores por um trambulador de cabos.

Câmbio automático[editar | editar código-fonte]

Em 2001, passou a ser oferecido como opcional para as versões 2.4 HLX uma transmissão automática AISIN AW50-40 de 4 velocidades com opções de condução esportiva, normal e para piso escorregadio, refrigerada por um radiador de óleo independente. Este opcional de conforto surgiu em razão da associação entre Fiat e General Motors do Brasil, nascendo então a Fiat-GM Powertrain, que compartilharia componentes de engenharia entre as duas companhias. A caixa foi desenvolvida em parceria com a Mazda e partilhada também com modelos da GM equipados com propulsores Família-2 como o Vectra, Zafira, Meriva e Astra. Desta forma, foram atendidas as queixas da falta de uma opção automática ao médio da Fiat.

Tração[editar | editar código-fonte]

A força do motor é transmitida ao solo pelas rodas do eixo dianteiro em todas as versões. Não existe opcional de controle de tração.

Suspensão e direção[editar | editar código-fonte]

A suspensão em todos os Marea, em qualquer motorização e tipo de carroceria é do tipo independente nas quatro rodas. A direção possui assistência hidráulica . Direção com regulagem de altura do volante é um item presente em praticamente todas as unidades. A calibragem da suspensão valoriza a maciez e conforto, mas mantendo um bom grau de segurança limitando a rolagem da carroceria e o curso em condições críticas de aceleração lateral, ainda que não prime pela condução esportiva e mudanças abruptas de direção, salvo a versão turbo que recebeu recalibragem no sistema, com altura cerca de 1,2cm menor e molas, amortecedores e estabilizadores com mais carga, de forma a ter uma condução um pouco mais firme e de respostas mais rápidas.

Dianteira[editar | editar código-fonte]

Na suspensão dianteira foi utilizado o sistema Mcpherson com barra estabilizadora. A carga das molas varia entre os motores 4 e 5 cilindros.

Traseira

Para as rodas traseiras, o Marea possuía um sistema de braços arrastados e estabilizadores. As molas da perua Weekend possuíam mais carga e batentes mais longos para maior capacidade de carga em relação ao sedan.

Sistema de Freios[editar | editar código-fonte]

Utilizam duplo circuito diagonal cruzado hidráulico, podendo ter como opcional assistência ABS de 4 canais (um para cada roda) operado por uma central TRW EBC-430 nas versões de acabamento intermediárias e topo de linha.

Dianteiros[editar | editar código-fonte]

Os discos dianteiros variam em diâmetro de acordo com a motorização, sendo menores no 1.6 aspirado e maiores no 2.0 turbo, este último também possui pistões das pinças com maior carga. Os discos dianteiros são sempre ventilados em todas as versões, para dissipação mais rápida de calor.

Indicador de desgaste das pastilhas dianteiras está presente na maioria das versões.

Traseiros e freio de estacionamento[editar | editar código-fonte]

As unidades de motores cinco cilindros possuem freios a disco também na traseira, no entanto estes são sólidos. As unidades equipadas com motores 4 cilindros utilizam freios a tambor nas rodas traseiras.

Em todas versões está presente uma válvula controladora de força de frenagem nas rodas traseiras em função do peso carregado, de modo a aumentar a segurança em frenagens fortes em qualquer condição evitando derrapagens.

O freio de estacionamento das versões 5 cilindros atua de forma mecânica por meio de cabos de aço (acionados pela alavanca) nos próprios discos traseiros, contrapondo algumas soluções de veículos com freios a disco nas quatro rodas que utilizam tambores para o freio de estacionamento. Nos Mareas com motores 4 cilindros, o freio de estacionamento atua também de forma mecânica nos tambores das rodas traseiras.

Aerodinâmica e detalhes estéticos[editar | editar código-fonte]

O Marea possui uma carroceria afilada e em cunha, com eficiente coeficiente (Cx) de penetração aerodinâmica (tanto no sedan quanto na perua) que permite velocidades de cruzeiro elevadas com baixo ruído da carroceria e boa estabilidade direcional mesmo sob rajadas de vento laterais/frontais.

Um pequeno spoiler está presente no limpador dianteiro esquerdo (de modo a efetuar uma melhor limpeza da área do para brisa em frente ao condutor em altas velocidades, onde limpadores sem este recurso tendem a flutuar pela turbulência).

Defletores (aletas) aerodinâmicos estão posicionados próximos às rodas traseiras (desviando o fluxo de ar das rodas diminuindo o efeito de sustentação sob o eixo traseiro e o arrasto de car contra o pneu contribuindo para uma maior estabilidade direcional em velocidades elevadas. Isso também auxilia na obtenção de menor consumo na estrada.

A Marea Weekend (versão SW) possui conjunto de iluminação traseiro elevado, solução que visa maior segurança e pioneiro em uso nos carros de uma fabricante nacional. Este fica instalado nas colunas "D" que suportam a capota.

A SW também conta com um parachoques traseiro basculante que liberado manualmente por uma trava, gira para baixo, formando uma rampa nivelada com o assoalho da mala (semelhante ao sistema usado por várias Pickups) que facilita o carregamento de grandes volumes e a acomodação de cargas maiores/pesadas.

Para 2001 foram alterados alguns detalhes como padrões de acabamento e cores. O Marea sedan recebia uma remodelagem traseira com design do Lancia Lybra, afim de contornar críticas ao desenho das lanternas anteriores.

O carro possui 5 modelos de rodas, todas de aro 15 polegadas:

  • Rodas de aço estampado com calotas plásticas: Unidades de frotistas, órgãos/entidades públicas de autarquias e segurança, raras unidades particulares com acabamento básico.
  • Rodas de liga exclusivas para o 1.6
  • Rodas de liga exclusivas para o 2.0 (popularmente chamadas "Pingo")
  • Rodas de liga exclusivas para o 2.4/1.8 (popularmente chamadas "Serra ou Serrinha")
  • Rodas de liga exclusivas especiais para o 2.0 turbo (estas rodas são meia polegada mais largas, tala 6,5" ante 6" das demais o que permite o uso de pneus de perfil mais baixo especiais de competição e raios mais robustos e espaçados permitindo melhor refrigeração dos freios)

Problemas de confiabilidade mecânica[editar | editar código-fonte]

O Fiat Marea é um carro carregado de estigmas em relação à durabilidade e confiabilidade mecânica.

Apesar de moderno, o motor Fivetech do Marea exige grandes cuidados quanto à manutenção preventiva. Por tratar-se de um motor de cinco cilindros em linha com características de operação peculiares, sua temperatura normal de trabalho e limite de rotações são mais elevados do que a maioria dos motores 4 cilindros de concepção mais simples empregados pelos concorrentes na época.

Os propulsores quatro cilindros que equipam as versões básicas do modelo seguem também a mesma linha, sendo mais rebuscados tecnologicamente que boa parte dos concorrentes de segmento, necessitando também de atenção similar.

A formação de borra de óleo (carbonização) nas galerias de lubrificação do motores se dá devido ao não respeito aos prazos de troca do óleo/filtros por parte dos proprietários e à manutenção preventiva ineficiente de componentes de substituição periódica, como velas, correias e sensores. Estas são as causas mais comuns de problemas sérios - que podem exigir custosa retífica completa do propulsor.

Tecnologicamente complexo, embora o Marea seja um modelo descontinuado, ele ainda requer profissionais que entendam profundamente essas condições, bem como proprietários que sigam de fato as recomendações do manual de manutenções do veículo, devendo receber cuidados da mesma forma aplicada a modelos de veículos mais complexos atuais, com revisões e reparos em oficinas com ferramental apropriado (scanners, torquímetros, ferramentas de fasagem entre outros) além de insumos e componentes de reposição de boa qualidade.

A combinação de manutenção ineficiente pelos donos, altíssimo custo e dificuldade de obtenção das peças originais de reposição, uso de peças não originais de baixa qualidade e profissionais muitas vezes sem qualificação e ferramentas necessários é a responsável pela má fama que o Fiat Marea adquiriu no mercado de veículos. As unidades do veículo que sempre foram bem mantidas desde o início de utilização apresentaram histórico de alta confiabilidade em longas viagens, uso diário e razoavelmente altas medições de quilometragem rodada (com valores geralmente próximos a 120.000 km rodados sem a necessidade de retíficas ou outros reparos mais complexos em componentes vitais ao funcionamento do veículo).[4] [5] .

Tabela de motorizações e versões no Brasil[editar | editar código-fonte]

Motorização Potência Torque Versão Anos de produção
Corsa Lunga DOHC 1.6L I4 16V Aspirado 106cv @5500RPM 15,4mkgf @ 4500RPM SX 2003-2007
Twin Cam DOHC VVT 1.8L I4 16V Aspirado 132cv @6500RPM 16,7mkgf @ 4000RPM SX e ELX 2000-2006
Fivetech (Free) DOHC VVT 2.0L I5 20V Aspirado (limitado eletrônicamente) 127cv @5500RPM 17,9mkgf @ 4500RPM SX, ELX 1998-2001
Fivetech (Free) DOHC VVT 2.0L I5 20V Aspirado 142cv @6000RPM 18,1mkgf @ 5000RPM ELX, HLX 1998-2001
Fivetech (Free) DOHC VVT 2.0L I5 20V Turbo Intercooler 182cv @6000RPM 27mkgf @ 2750RPM Turbo 1999-2006
Fivetech (Free) DOHC VVT 2.4L I5 20V Aspirado 160cv @6000RPM 21mkgf @ 3500RPM ELX e HLX 2001-2006

Produção[editar | editar código-fonte]

Marea[editar | editar código-fonte]

Ano Produção (diesel) Produção (gasolina) Total
1998 - 11.428 11.428
1999 - 16.819 16.819
2000 - 7.841 7.841
2001 - 8.089 8.089
2002 - 5.581 5.581
2003 10 1.771 1.781
2004 8 630 638
2005 - 1.023 1.023
2006 - 1.087 1.087
2007 - 494 494
Total 18 54.763 54.781

Marea Weekend[editar | editar código-fonte]

Ano Produção (diesel) Produção (gasolina) Total
1998 - 422 422
1999 - 4.900 4.900
2000 - 3.828 3.828
2001 - 2.666 2.666
2002 - 1.589 1.589
2003 12 791 803
2004 3 161 164
2005 - 208 208
2006 - 89 89
2007 - 31 31
Total 15 14.685 14.700

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]