Fiat Stilo

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Fiat Stilo
2004 Fiat Stilo Active 16V 1.4 Front.jpg
Visão Geral
Nomes
alternativos
Tipo 192
Produção 2001 - 2007 (Europa)
2002 - 2010 (Brasil)
Fabricante Fiat
Modelo
Classe Hatch Médio
Carroceria Hatchback de 3 ou 5 portas / Station Wagon
Designer Centro Stile Fiat
Ficha técnica
Motor 1.8 8V L4 Familia I de 103 cv (Gasolina)
1.8 L4 Familia I 111/114 cv (Flex)
1.8 16V L4 Familia I 122 cv (Gasolina)
2.4 20V L5 Fivetech de 167 cv (Gasolina
Plataforma Tipo C de segunda geração
Transmissão 5 marchas Manual/Automatizada Dualogic
Modelos relacionados Fiat Brava
Fiat Bravo
Citroën C4
Ford Focus
Peugeot 307
Chevrolet Astra
Volkswagen Golf
Chevrolet Vectra GT
Dimensões
Comprimento 4.180
Entre-eixos 2.600
Largura 1.780
Altura 1.480
Peso 1230/1235 (Dualogic)/1330 (Abarth)
Tanque 58
Cronologia
Bravo de 1ª Geração e Brava (hatch)
Marengo/Marea SW (station wagon)
Bravo de 2ª Geração (hatch)

O Stilo foi um hatchback médio fabricado pela Fiat apresentado em 2001 na Europa, chegando ao Brasil no final de 2002, convivendo durante um ano com seu antecessor - o Brava e em 2010 saiu de linha e em 2011 foi sucedido pelo Bravo. Foi eleito Carro do Ano nos anos de 2002 e 2003 pela Revista Autoesporte e o primeiro carro do Brasil com direção elétrica de série, opção de rádio com MP3 com bluetooh e a possibilidade de até 8 airbags.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Segundo o site Auto & Design, o Stilo começou a ser prototipado em 1998 por quando três propostas de Mauro Basso (que teve o projeto escolhido), Aaron Hawkins e Thomas Sälzle liderados por Peter Fassbender[1]. A ideia, segundo Di Giusto, era de criar "um design pan-europeu reservando características italianas aos mínimos detalhes", ou seja, pretendia-se um carro racional que pudesse atender inúmeros mercados. Com isso criou-se um carro com conceitos compatíveis com seu tempo, como o amplo espaço interno, posição alta de dirigir, altura mais elevada que seus antecessores, inspiração em mini-vans e o conceito do Next Generation Interior em que inclui bancos e interior modular, em que era possível o reclinamento de bancos e mesas de apoio. Além disso, foi aliada a uma arquitetura mais robusta com 60% dos aços de ultra-alta resistência em sua célula de sobrevivência, aliadas a Controles de Estabilidade e Tração, Controle Eletrônico de Frenagem, sistemas semi-autonomos para cruise control em situações específicas (que permaneceu apenas durante alguns anos no modelo europeu), redes integradas de comunicação que posteriormente foi chamada de F.L.Ore.N.C.E (Fiat Luxury-car oriented for Network Control Electronics) e direção elétrica. Estes conceitos formaram a base para uma renovação na Plataforma C de segunda geração, que era derivada do Brava e Bravo, sob um conceito modular, permitindo a adaptabilidade a diversas aplicações. Contudo, perdia a suspensão multilink de seus antecessores, algo que foi bastante criticado pela imprensa na sua época, pois era considerado uma involução dos seus antecessores, principalmente após o lançamento do Ford Focus, que se tornou benchmark nesse sentido.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Na Europa o Stilo começou a ser comercializado no final de 2001 com inúmeras opções de motor, indo do 1.2 Fire 16v utilizado no Punto até o 2.4 20v Fivetech usado no Marea brasileiro e a opção da station wagon, chamada de Stilo Multiwagon, que nunca chegou ao Brasil. Ao longo dos anos sofreu pequenos facelifts como em 2006 onde ganhou uma nova grade dianteira e novos faróis traseiros e a adoção de motores Multijet II até o fim da sua produção e sua sucessão pelo Bravo.

Já no Brasil em 2002 como modelo 2003, nas versões 1.8 8V de 103 cv, 1.8 16V de 122 cv, de 4 cilindros, e Abarth 2.4 20V FiveTech (idêntico ao do Marea 2.4 5 cilindros) e 167 cv (7 cv a mais do que no Marea), na época tinha como grande diferencial a opção do sky window, que era um teto-solar de vidros segmentados que abriam em toda extensão do teto. Quando foi lançado, apenas Peugeot 307 estava alinhado com o modelo existente na Europa, enquanto seus rivais como o Volkswagen Golf, Ford Focus e Chevrolet Astra já tinham sido reestilizados ou então tinham ganhado novas gerações. Foi o primeiro carro nacional a ter a possibilidades de 8 airbags (sendo que os frontais eram multi estágios), som com MP3 player (como opcional com o pacote Connect) e atendimento Bluetooh, controles de estabilidade e tração, mas apesar de ter mantido o conceito básico estrutural do Europeu (tendo sua suspensão projetada no Brasil), perdeu inúmeras funcionalidades em sua tropicalização como a chave de partida keyless e o cruise control adaptativo, além do ISOFIX e cinto de três pontas para passageiro traseiro central. Sua versão básica no final de 2002 e começo de 2003 não incluía ar condicionado de série, rádio ou mesmo vidro elétrico traseiro, porém custava menos que o Brava SX 1.6 e pouco a mais que um Palio ELX 1.3, mas no final daquele ano, passou a incluir ar condicionado analógico de série.

Em 2005 foi lançada a versão Schumacher Season, para homenagear Michael Schumacher quando ele se aposentou da Fórmula 1 na Ferrari. Foi vendida nas cores amarela e vermelha somente e com rodas exclusivas. Posteriormente, as cores preta e prata também foram disponibilizadas.

Em 2006, o Stilo aderiu a tendência dos motores flex com o motor 1.8 8V, que passou a render 114 cv com Etanol.

Em 2007 fora lançado a versão Sporting, com motor 1.8 8V Flex, que vinha de série com ar-condicionado Dual-Temp e Rádio Connect com CD player, leitor de MP3/WMA, entrada Ipod e USB, e viva-voz Bluetooth, teto solar Sky Window , rodas aro 17" e Piloto Automático.

No ano de 2008, o Fiat Stilo ganhou a opção de transmissão automatizada Dualogic (exceto a versão Abarth, que continuava com câmbio manual de 5 marchas), além de alguns retoques no exterior como novas lanternas dianteiras e traseiras, novos para-choques dianteiros, frisos cromados etc. No mesmo ano a Revista Quatro Rodas o elegeu a compra do ano, superando concorrentes também já defasados como o VW Golf (versão atualizada do modelo Mk4 descontinuado em 2003 na Europa) e o Chevrolet Astra.

Em 2009, foi lançado a versão especial BlackMotion, que se tornou a versão top de linha e chegando ao fim de linha em 2010, quando já havia sido lançado o novo Bravo no Brasil.

Mercado[editar | editar código-fonte]

Seus concorrentes diretos no mercado eram Volkswagen Golf, Ford Focus, Opel Astra/Chevrolet Astra, Chevrolet Vectra GT e Peugeot 307.

O Stilo chegou ao Brasil inovando em termos de design e equipamentos, pois foi o primeiro hatch médio nacional com carroceria inspirada em minivans e o primeiro automóvel nacional a contar com a tecnologia Bluetooth de telecomunicação, além de ser o primeiro a ter o. É um dos carros mais bem equipados fabricados na época e foi o primeiro automóvel da Fiat a contar com o sistema Dualogic.

Eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 2002 e de 2003.

Desempenho[editar | editar código-fonte]

Apesar de contar com uma grande variedade de equipamentos, nem sempre o Stilo teve desempenho à altura. Os primeiros motores 1.8 (de 8V e 16V) eram produzidos por uma joint venture entre Fiat e GM, o mesmo sendo motor utilizado nos carros da Chevrolet no Brasil, como Corsa, Montana e Meriva. As maiores críticas iriam para as versões esportivadas como a "Sporting" e "Schumacher".

A única versão que chegou a ter um temperamento verdadeiramente esportivo foi a Abarth, que possuía um motor 2.4 20V de 5 cilindros de 167cv (que já equipava o Marea). Não foi uma versão bem sucedida em vendas, pelo seu alto preço.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

O Stilo representou para a marca um prejuízo de 2 mil milhões de Euros. Representou, para a Fiat, uma perda de 2600 euros por carro.[2]

Legado[editar | editar código-fonte]

Apesar do fracasso comercial na Europa, o Stilo representou um avanço em muitos sentidos para a Fiat como, a adoção de direção elétrica em veículos (o segundo no mundo), a adoção de cruise control adaptativo (na Europa) e câmbio robotizado Dualogic que posteriormente foi adotado em toda linha Fiat. A plataforma do Stilo, ainda que aprimorada, foi adotada posteriormente no Bravo e evoluída também para uma evolução, a C-Evo/CUSW que ainda é adotada no Alfa Romeo Giulietta. Além disso, rodas e o teto solar Skywindow se tornaram marcas registradas do modelo, sendo instalados em diversos carros, inclusive carros não-Fiat. O hatchback médio foi o Fiat de maior tempo de fabricação da categoria, sendo um total de 8 anos, sendo 4 anos do Tipo, 4 anos do Brava e posteriormente 6 anos do Bravo.

Produção[editar | editar código-fonte]

Ano Produção (diesel) Produção (álcool) Produção (gasolina) Produção (flex) Total
2002 - 8.483 - 8.483
2003 78 - 12.786 - 12.864
2004 95 - 10.740 - 10.835
2005 10 - 9.354 1.745 11.109
2006 43 - 1.686 9.776 11.505
2007 3 3 309 12.922 13.237
2008 - - 728 17.727 18.455
2009 - - 48 10.139 10.187
2010 - - 76 5.882 5.958
Total 258 3 44.210 58.191 102.662

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Silvia Baruffaldi (22 de agosto de 2001). «Fiat Stilo – A new design departure». Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  2. «Top dos carros que deram prejuízo às marcas» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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