Figueirópolis d'Oeste

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Figueirópolis d'Oeste
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Figueirópolis d'Oeste
Bandeira
Brasão de armas de Figueirópolis d'Oeste
Brasão de armas
Hino
Gentílico figueiropolitano ou figueiropolense
Localização
Localização de Figueirópolis d'Oeste em Mato Grosso
Localização de Figueirópolis d'Oeste em Mato Grosso
Mapa de Figueirópolis d'Oeste
Coordenadas 15° 26' 42" S 58° 44' 24" O
País Brasil
Unidade federativa Mato Grosso
Região metropolitana Cáceres
Municípios limítrofes São José dos Quatro Marcos, Jauru, Porto Esperidião, Indiavaí
Distância até a capital 406 km
História
Fundação 1971
Aniversário 19 de março
Administração
Prefeito(a) Eduardo Vilela (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 899,385 km²
População total (estimativa IBGE/2017[2]) 3 444 hab.
Densidade 3,8 hab./km²
Clima Tropical subúmido (Aw)
Altitude 300 m
Fuso horário Hora do Amazonas (UTC−4)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [3]) 0,705 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 38 292,325 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 10 290,87

Figueirópolis D'Oeste é um município brasileiro do estado de Mato Grosso.

História[editar | editar código-fonte]

José Joaquim de Azevedo Figueiredo, fundador de Figueirópolis d'Oeste

Figueirópolis d'Oeste tem como marco de fundação a tomada de posse do território a partir dos Programas de Incentivo à Colonização no Estado do Mato Grosso subsidiados pelos governos estadual e federal nos anos 1960. Os programas tinham por objetivo explorar, urbanizar e aumentar a densidade demográfica da região Oeste do Estado. Um destes programas o "Marcha para o Oeste" tinha o objetivo de povoar áreas estratégicas do Estado como, as fronteiras Brasil/Bolívia proporcionando proteção territorial.

Outro evento que contribuiu para a ocupação da região foi a construção da ponte Marechal Rondon sobre o Rio Paraguai na Cidade de Cáceres (MT), fazendo expandir o povoamento das terras do Sudeste e Oeste do Estado. Os imigrantes viam a produção agrícola como realização do sonho de emancipação econômica.

Foi neste época que José Joaquim de Azevedo Figueiredo, natural da cidade de Marília no interior de São Paulo, adquiriu a Fazenda Figueira Branca. As atividades econômicas da fazenda fizeram crescer a população do lugar com imigrantes vindos dos Estados de Minas Gerais, Goiás, Paraná e regiões nordestinas. Em 1971, Figueiredo toma a decisão de lotear suas terras e vender terrenos para os trabalhadores de sua fazenda.

O primeiro documento oficial que cita a nomeação do lugar data de 1978 pela Lei nº 3.992 de 26 de junho de 1978 que transforma a região da Fazenda Figueira Branca em Figueirópolis, Distrito de Jauru. O documento também é citado na Lei nº 4.164, de 20 de dezembro de 1979, que cria o Município de Jauru, por desmembramento do Município de Cáceres. O documento oficial do Estado constitui o Município com mais três distritos: o Distrito da sede (atual Cidade de Jauru), o Distrito de Lucialva (ainda distrito) e o Distrito de Figueirópolis (atual município de Figueirópolis d'Oeste).

Figueiredo também agiu jurídico e administrativamente para que o território do Distrito de Figueirópolis fosse independente e sete anos mais tarde, em 13 de maio de 1986, o Distrito de Figueirópolis é elevado à categoria de Município, desmembrando-se de Jauru, com a denominação de Município de Figueirópolis d'Oeste, através da Lei estadual nº 5.015. Desta maneira, José Joaquim Azevedo Figueiredo foi então eleito o primeiro Prefeito do Município de Figueirópolis d'Oeste.[5]

Desenvolvimento da população[editar | editar código-fonte]

Ano População
1991 (censo) 5.413
1992 (estimativa) 5.226
1994 (estimativa) 4.951
1996 (estimativa) 4.809
1998 (estimativa) 4.437
2000 (censo) 4.315
2002 (estimativa) 4.084
2004 (estimativa) 3.752
2006 (estimativa) 3.503
2008 (estimativa) 3.721
2010 (censo) 3.796
2012 (estimativa) 3.718
2014 (estimativa) 3.599
2016 (estimativa) 3.492
2017 (estimativa) 3.444

Quanto à composição do nome da Cidade[editar | editar código-fonte]

Em 1978, a enunciação que nomeou a região de Distrito de Figueirópolis manteve os sentidos da enunciação que nomeou a fazenda (Figueira Branca), ao mesmo tempo aquela nomeação ao ser formada pelo processo de combinação de um nome genérico mais uma palavra constituída pela formação hibrida aglutinativa, de figueira mais polis, no seu funcionamento enunciativo recorta como memorável o lugar da urbanidade, a cidade (polis), que remete com aquilo que é a mata, o rural (figueira). O nome Figueirópolis, é assim, aquilo que significa pelo rural caracterizado como urbano. Já o funcionamento enunciativo da nomeação, Distrito de Figueirópolis, na lei, enuncia sentidos que dão conta às significações já ditas como cidade da Fazenda Figueira, e a que normatiza a limitação territorial específica de uma área urbanizada pertencente ao município de Jauru.

A segunda nomeação, Município de Figueirópolis d'Oeste, nome formado também pelo processo de combinação de nomes, um nome genérico classificador, município, mais um nome próprio Figueirópolis formado por hibridismo, união de duas palavras, que possuem origem em raízes de línguas distintas, seguidos de um sintagma preposicionado d'Oeste, que funciona como um locativo por localizar geograficamente o município em relação ao território do Estado do Mato Grosso.

A análise partiu da historicidade do nome, a nomeação não é a simples referência a fatos da história, mas como nomes que foram enunciados no acontecimento de linguagem, primeiramente como Fazenda Figueira Branca, depois como Distrito de Figueirópolis e por fim, Figueirópolis d'Oeste, formando uma rede de sentidos para a cidade e para os seus moradores.[6]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Centro de Figueirópolis D'Oeste

Localiza-se a uma latitude 15º26'42" sul e a uma longitude 58º44'25" oeste, estando a uma altitude de 300 metros. Sua população estimada em 2017 era de 3.444[2] habitantes. Possui uma área de 899 km².

Clima[editar | editar código-fonte]

Figueirópolis D'Oeste possui um clima tropical subúmido, que compreende dois períodos bem definidos: as chuvas e a estiagem. As chuvas começam na primavera e vão até o final do verão, a estiagem começa no outono e vai até o final do inverno. Frentes frias unidas à massas de ar polar fazem com que as temperaturas possam chegar a menos de 10 °C durante as madrugadas, não ultrapassando os 15 °C durante o dia, entre os meses de maio a setembro. Geadas são raras registrando-se uma a cada cinco anos em média. Os meses mais quentes compreendem de setembro a novembro, quando a temperatura pode alcançar os 40 °C, sendo frequentes dias com 37 °C. A maior precipitação de chuvas ocorre nos meses de verão.

Economia[editar | editar código-fonte]

Sua economia é baseada na pecuária de corte e leiteira, mas começa a desenvolver atividades de piscicultura.

Religião[editar | editar código-fonte]

Religião no Município de Figueirópolis D'Oeste segundo o censo de 2010.[7]

Religião %
Catolicismo 74,9
Protestantismo 17,9
Outras 1,4
Sem religião 5,8

Paróquia[editar | editar código-fonte]

Igreja CatólicaFlag of the Vatican City.svg

Diocese Paróquia [8]
São Luís de Cáceres São José

Política[editar | editar código-fonte]

Comarca[editar | editar código-fonte]

  • Comarca de Jauru

Eleitores[editar | editar código-fonte]

  • 3.285 (TSE/2012) exatamente até Maio de 2012

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b «Estimativa populacional 2017 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 6 de dezembro de 2017 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. [1][2][3] Nomes que dizem histórias: Figueirópolis d'Oeste - MT por Taisir Mahamudo Karim Professor adjunto do Curso de Letras/Programa de Pós-Graduação em Linquística da Unemat. Coordenador do CEPEL - Centro de Estudos e Pesquisa da Linguagem. Coordenador dos Projetos de Pesquisas: Estudo da Significação: Nomes Próprios/FAPEMAT e Atlas dos Nomes que Dizem das Cidades Brasileiras - Um Estudo Semântica-Enunciativo: Nomes Próprios e Gisele Veronês da Silva aluna do programa de pós graduação - mestrado em linguística da Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT. Bolsista do Projeto de Pequisa Estudo da Significação: Nomes Próprios/FAPEMAT.
  6. [4] cepad (centro de pesquisa em análise do discurso) da uems (universidade estadual do mato grosso do sul) revista discursividade edição 15 de janeiro de 2015, ISSN - 1983-6740
  7. cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mt/figueiropolis-doeste/pesquisa/23/22107?detalhes=true. Consultado em 26 de abril de 2019  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  8. Sistemas, Inforhelp. «Diocese de São Luiz de Cáceres-MT». www.diocesedecaceres.com.br. Consultado em 2 de março de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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