Filosofia da química

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A filosofia da química é um novo campo de estudo na área de filosofia das ciência que considera a metodologia e pressupostos subjacentes da ciência da química. É explorada por filósofos, químicos e equipes de filósofos-químicos. Em 1997, registra-se o seu nascimento a partir do número especial dedicado a esse novo campo interdisciplinar pela prestigiada revista de filosofia das ciências Synthese.[1]

A filosofia das ciências do século XX, praticamente ignorou os problemas filosóficos da química. Desde o positivismo lógico até Popper, Kuhn, Lakatos e Feyerabend, a física foi considerada como a ciência modelo para a filosofia das ciências. Isso é surpreendente devido à extensa e rica história da química como disciplina científica, além de sua relevante posição no contexto atual das ciências naturais. Surpreende também que as complexidades e peculiaridades geradas por milhões de substâncias de diversas classes, que são formadas a partir de pouco mais de cem átomos, tenham sido ignoradas por tantas décadas.[1]

Mesmo que a química tenha desfrutado de uma ampla popularidade desde meados do século XIX, somente existem algumas publicações isoladas no campo da filosofia da química nas primeiras cinco décadas do século passado. No período entre 1949 e 1986 um número importante de revistas da Europa oriental publicou trabalhos filosóficos sobre diversos temas do mundo químico.[1]

  1. a b c «Química e filosofia: rumo a uma frutífera colaboração». Química Nova. 9 de agosto de 2013. Consultado em 15 de março de 2020