Florânia

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Município de Florânia
"Flores"
"Cidade de Santa Menina"
Bandeira de Florânia
Brasão de Florânia
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 20 de outubro
Fundação 1890
Gentílico floraniense
Prefeito(a) Márcia Nobre (DEM)
(2017–2020)
Localização
Localização de Florânia
Localização de Florânia no Rio Grande do Norte
Florânia está localizado em: Brasil
Florânia
Localização de Florânia no Brasil
06° 07' 37" S 36° 49' 04" O06° 07' 37" S 36° 49' 04" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Central Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Serra de Santana IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: Santana do Matos; Sul: Cruzeta, Acari e Caicó; Leste: Tenente Laurentino Cruz e São Vicente; e Oeste: Jucurutu.
Distância até a capital 216 km[2]
Características geográficas
Área 504,022 km² [3]
População 11 672 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 23,16 hab./km²
Clima semi-árido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,642 (RN: 29°) – médio PNUD/2010 [5]
PIB R$ 35 306,127 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 4 134,21 IBGE/2008[6]
Página oficial

Florânia é um município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), localizado na microrregião da Serra de Santana. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2010 sua população era de 9 672 habitantes. Área territorial de 504 km².

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento propriamente dito teve início logo após a inauguração da capela de São Sebastião, construída e inaugurada em 1886 pelo peregrino e dito santo Padre Ibiapina, em uma de suas peregrinações pelo sertão. Economicamente, era área de rotas comerciais e criação de gado.

No desenvolvimento do município, houve a influência étnico-cultural de imigrantes italianos, judeus cristãos-novos, africanos e portugueses, como em quase todas as cidades potiguares.

Tem um rico patrimônio histórico-religioso, que aflora em ícones como a cruz do mártir José Leão, o Monte de Nossa Senhora das Graças e a Igreja Matriz de São Sebastião, um ótimo atrativo natural: o Mirante do Cajueiro, as Cachoeiras dos Tanques e a árvore Pau do Oco. Também pode-se encontrar vestígios do homem da pré-história (pinturas rupestres do Capim Açu e da Chã Preta) e achados cerâmicos dos índios Tupi, que habitavam a região antes da colonização.

Em 1865, a localidade que se chamava inicialmente Roça do Urubu, mudou o nome para Flores de Vassaurubu, e em 11 de agosto de 1873, criado Distrito de Paz pela Lei n. 684, passou a se chamar Povoado de Flores. O nome povoado de Flores está relacionado diretamente com a paisagem de várzeas cobertas de mofumbais e suas flores perfumadas que em conjunto com outras plantas fazem um grande lençol de verdura numa linda policromia. O município de Flores foi criado pelo decreto n. 62, de 20 de outubro de 1930, ato do 1 vice-governador em exercício, Pedro Velho d'Albuquerque Maranhão, e seu território foi desmembrado de Acari, com instalação ocorrendo em 24 de janeiro de 1937. A denominação atual foi dada pelo Decreto-lei n. 268, de 30 de dezembro de 1943, substituindo o tradicional nome de Flores. A mudança aconteceu em virtude da Legislação Federal ordenando que não podia existir duas ou mais cidades com o mesmo nome. Flores já era nome de cidades nos estados de Pernambuco e Rio Grande do Sul, cujas datas de emancipação precederam a de Florânia. A mudança do nome para Florânia, foi proposta por Nestor de Lima. Integrava o território do município de Florânia, São Vicente, desmembrado através da Lei n. 1030, de 11 de dezembro de 1953, na administração do prefeito Manoel Emídio Filho, e Ten. Laurentino Cruz, criado pelo Pe. Sinval Laurentino na década de 70, desmembrado através da Lei n. 6450, de 16 de julho de 1993, quando era prefeita de Florânia, Sra. Jandira Alves de Medeiros, esposa do Pe. Sinval Laurentino.

Paróquia de São Sebastião[editar | editar código-fonte]

Aos 5 de abril de 1904, por ato do primeiro bispo da Paraíba (no RN, não havia Diocese), Dom Adauto Aurélio de Miranda Henrique criou a Paróquia de São Sebastião de Florânia. Desmembrou-se da Paróquia de Sant'Ana de Currais Novos. O 1º Vigário foi o Pe. Inácio Cavalcanti de Albuquerque. A paróquia originalmente compreendia, além do município de Florânia, os atuais territórios de São Vicente e Tenente Laurentino, desmembrados do primeiro. No dia 26 de setembro de 2004, São Vicente passou a Paróquia, por ato do Bispo Diocesano Dom Jaime Vieira Rocha, tendo como padroeiro São Vicente Ferrer. No município de Florânia, existia a Igreja Matriz de São Sebastião, Igreja do Santíssimo Sacramento, Capela de Nossa Senhora das Graças (Monte das Graças), Capela da Cruz de José Leão (Alto Vermelho), Capela de São José (Sítio Condado), Capela de São João Batista (Assentamento João da Cruz), Capela do Bom Jesus Aparecido (Ipueira Cercada), Capela de São José Operário (Jucuri). Em Tenente Laurentino temos a capela de São Francisco (sede do município), Capela de Nossa Senhora da Conceição (Cinco Cantos), Capela de Sant'Ana (Umarizeiro).

Futebol[editar | editar código-fonte]

Em 1937, foi criado o primeiro time de futebol dos floranienses. Foi denominado de "Vila Flores Futebol Clube", tendo como diretores o Padre Antônio Avelino e Clementino Araújo. Seus componentes usavam calção branco e camisa branca com listras azuis. A equipe era formada por João Grande, Zé de Bento, Oscar Freire, Rubens Freire, Inácio Bulandeira, Pereirão, Chico Moquinho, Zé Freire, Nozinho Pereira e Fernando Juvenal, tendo sido extinto em 1940.

O segundo time surgiu em 1945, com o nome de "Esporte Clube São Sebastião". Em 1949, passou a denominar-se "Esporte Clube Humaitá" que foi extinto em 1959. O time contou com a participação ativa dos jogadores: João Bernardo Neto, Eurípedes Praxedes de Medeiros, José Laurentino Cruz, Nozinho Pereira, Vicente Homero, Chico de Benta, Zé de Ana, Sebastião Vieira, João Crisóstomo, Dedé do Ouro, Fortuna, João Grande, Zé Freire, Lero, Zé de Bento, Oscar Freire, Pimenta, Manelão, Júlio Bezerra e Netinho Bobô.

Ensino escolar[editar | editar código-fonte]

Nascido precariamente, o ensino de Florânia (antiga Flores) teve sua evolução gradativa, envolvendo ideias alvissareiras como as empregadas, na época, pelo professor João Praxedes de Medeiros, que no seu ritmo de ensino marcou a alfabetização dessa municipalidade, cuja escolinha nasceu no prédio em que ainda em 1982 funcionava a Cadeia Pública, passando depois para a casa paroquial e o prédio onde fica hoje a Prefeitura Municipal, denominado de Palácio das Flores. Hoje existem em Florânia as escolas  : Escola Estadual Teônia Amaral (Ens. Médio e Magistério),Escola Estadual Coronel Silvino Bezerra (Ens. Fundamental e Supletivo),Escola Municipal Macária Giffoni-Domingas Francelina das Neves (Ens. Fundamental) ,Centro de Educação Infantil Senhor Menino, e as particulares : Escola Nossa Senhora das Graças] e Centro Educacional do Saber. E na Comunidade Cajueiro funciona a Escola Municipal Aprígio Soares como extensão da Escola Estadual Teônia Amaral.

Banda de Música de Florânia[editar | editar código-fonte]

A Banda de Música de Florânia remonta ao final do século XIX, quando a cidade era, ainda, chamada de Flores. O seu primeiro maestro foi o professor Manoel Fernandes, que a conduziu até 1918.

Com a colaboração e apoio de imigrantes italianos de vila de Flores, entre os quais Antonio Giffoni, estabeleceu-se, inicialmente, na Escola de Instrução Primária (atual prédio da Delegacia de Polícia).

Nos anos de 1919 a 1937 a regência passou para o sargento músico Ellusipo Oscar de Oliveira. De 1941 a 1995 a Banda viveu a sua fase mais importante, tendo como maestro Marciano Ribeiro da Costa. Participou de excursões no estado da Paraíba, com apresentações em Sousa, Solânea e Patos. Nesse período venceu o I Festival de Conjuntos de Bandas de Música de Natal.

Atualmente, o conjunto musical desperta grande admiração na região do Seridó, sendo constantemente requisitado para abrilhantar festividades cívicas, religiosas ou recreativas.[7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período entre 1963 e 2013, a menor temperatura registrada em Florânia foi de 13,5 ºC em 27 de abril de 1963,[8] e a maior atingiu 38,3 ºC em 2010, nos dias 10 e 12 de março, e mais recentemente em 31 de outubro de 2012.[9] O maior acumulado de chuva registrado em 24 horas foi de 159 milímetros em 1 de abril de 1965. Outros grandes acumulados foram 147,6 milímetros em 23 de maio de 1995, 122 milímetros em 6 de janeiro de 1964, 115,5 em 2 de março de 2009 e 110,8 milímetros em 26 de abril de 1979.[10] Em um mês o maior volume de chuva observado foi de 581,5 milímetros em março de 1968.[11]

Dados climatológicos para Florânia
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 37,7 37,7 38,3 38,1 36,2 35,8 35,2 36 37,1 38,3 37,9 38,1 38,3
Temperatura máxima média (°C) 33,7 32,1 31,7 31,1 30,6 30,5 30,2 31,5 32,8 33,8 34 33,8 32,2
Temperatura mínima média (°C) 21,9 21,7 21,6 21,3 20,9 20 19,7 19,9 20,6 21,1 21,4 21,8 21
Temperatura mínima absoluta (°C) 16,2 15,4 17,4 13,5 15,7 14,9 13,9 14,7 15,2 14,9 15,2 15,4 13,5
Precipitação (mm) 63,3 126,3 225,6 207,7 111,7 35,4 39,9 6,5 3,3 11,3 9,6 32,9 873,5
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 5 9 14 13 9 5 5 1 0 1 1 3 66
Umidade relativa compensada (%) 60 64 73 75 71 69 65 60 57 55 55 57 63,4
Horas de sol 218,4 183,6 197 198,5 214,8 200,9 215,1 259,4 260,6 272,3 243,3 236,1 2 700
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas: período de 1961 a 1990;[12][13][14][15][16][17][18] recordes de temperatura: 1963 a 2013).[8][9]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. FEMURN. «Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN». Consultado em 13 de agosto de 2011 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. Banda de Música de Florânia
  8. a b «Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (ºC) - Cruzeta». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de maio de 2014 
  9. a b «Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (ºC) - Cruzeta». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de maio de 2014 
  10. «Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Florânia». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de maio de 2014 
  11. «Série Histórica - Dados Mensais - Precipitação Total (mm) - Florânia». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de maio de 2014 
  12. «Temperatura Média Compensada (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 31 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  13. «Temperatura Máxima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 31 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  14. «Temperatura Mínima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 31 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  15. «Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 31 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  16. «Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  17. «Insolação Total (horas)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  18. «Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
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