Fluminense FM

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Fluminense FM
Empresa Fluminense de Comunicação Ltda.
País  Brasil
Cidade de concessão Flag of Niterói.svg Niterói, RJ
Frequência(s) FM 94.9 MHz
Sede Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro, RJ
Fundação 1972 (1972)
Extinção 2005 (2005)
Fundador Nina Rita Torres
Alexandre Torres
Pertence a Grupo O Fluminense
Proprietário(s) Nina Rita Torres
Alexandre Torres
Afiliações anteriores Jovem Pan FM (1994-2000)
Idioma (português brasileiro)
Prefixo ZYD 470
Nome(s) anterior(es)
  • Jovem Pan 2 Rio de Janeiro (1994-2000)
  • Jovem Rio (2000-2005)
Jovem Rio
BandNews FM Fluminense

Fluminense FM (também conhecida como Rádio Difusora Fluminense FM) foi uma emissora de rádio brasileira sediada na cidade de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Operava no dial FM, na 94.9 MHz. Pertencia ao Grupo O Fluminense, comandado por Nina Rita Torres e Alexandre Torres.

História[editar | editar código-fonte]

A Fluminense FM foi inaugurada em 1972, em Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. Na primeira década, transmitiu corridas de cavalo e tinha profissionais vindos da Fluminense Difusora AM. Em meados de 1981, a direção aceitou a reformulação da rádio, com a entrada da equipe formada pelos radialistas Amaury Santos e Sérgio Vasconcellos, comandados pelo jornalista Luiz Antonio Mello, todos à época beirando os 26/27 anos. De início, Mello seria responsável por apenas um programa, que teria o nome de Rock Alive, mas, apesar de não ter agradado um dos avaliadores, conseguiu não somente ser aprovado, como também se transformar em uma rádio 24 horas dedicada ao rock.

No dia 1º de março de 1982, às 6 horas, teve início uma mudança radical no meio radiofônico e musical brasileiro: a nova Fluminense FM entrou no ar, no dial 94.9 MHz, com uma locução exclusivamente feminina, sendo a locutora Selma Boiron a responsável pela inauguração da rádio.

A emissora tinha problemas financeiros e, depois de 1985, sofreu a concorrência não só da rádio universitária Estácio FM, como também de rádios pop como Rádio Cidade e Rádio Transamérica, que nos anos 80 colocaram inserções de rock na programação, além de alguns programas que imitavam o perfil da Fluminense FM.

Em 1990, a rádio vira rádio pop e permanece assim por um ano. Em 1991, volta para o rock, mas em vez de seguir a linha marcante dos anos 80, preferiu adotar uma influência da MTV que desnorteou muitas emissoras de rádio voltadas ao rock, além de causar a invasão de muitas rádios de pop convencional ou mesmo "populares" no segmento rock, sem ter qualquer identificação natural com o segmento.

Essas rádios, puxadas pela 89 FM de São Paulo, adotavam uma programação que incluiu locução pop e repertório hit-parade de rock, aspectos nem sempre bem vistos pelo público roqueiro. O êxito comercial de várias dessas emissoras fez decair as rádios de rock originais, que tentaram competir com aquelas, influenciadas sobretudo pelo êxito comercial da 89 FM.

Em 30 de setembro de 1994, a Rádio Fluminense FM encerrou sua trajetória como rádio de rock, num irônico trocadilho com a frequência 94.9 (ano 94 e mês 9), dando lugar à primeira afiliada da Jovem Pan Sat no Rio de Janeiro, que durou até junho de 2000.

Depois entrou no ar a rádio de pop dançante Jovem Rio, e uma breve experiência da Fluminense FM no rock (depois de uma fase experimental de um ano na Rádio Fluminense), convertida depois no formato pop adulto que durou até 2005, quando firmou contrato com o Grupo Bandeirantes de Comunicação para retransmitir a Band News FM.

Vários detalhes podem ser conferidos nos livros "A Onda Maldita" (1992), de Luiz Antonio Mello, e "Rádio Fluminense FM: a porta de entrada do rock brasileiro nos anos 80" (2006), de Maria Estrella. Os livros são complementares e contam a história de uma rádio que merece viver sempre na memória dos fluminenses que aproveitaram o melhor dos anos 80.

Em meados de 2005 a rádio foi encerrada, após o Grupo Fluminense fechar parceria com o Grupo Bandeirantes de Comunicação para o lançamento da BandNews FM Fluminense. Seu principal âncora, Ricardo Boechat, foi chefe de reportagem de Luiz Antônio Mello - que chegou a ter uma coluna de comentários na rádio noticiosa - e esteve entre as várias pessoas que escreveram comentários para o livro "A Onda Maldita".