Fluoretação

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Fluoretação é uma tecnologia de Saúde Pública, empregada desde 1945, para prevenção da cárie dentária, que utiliza a água de abastecimento público como veículo para o flúor, um elemento químico presente no ambiente, cuja concentração varia conforme o meio (água, ar, solo). No caso da água, varia também conforme o tipo de manancial. O flúor está presente em praticamente toda a água, variando apenas sua concentração. Na água do mar sua concentração é de aproximadamente 1,0 mg F/litro. A fluoretação das águas é uma tecnologia de Saúde Pública recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Ministério da Saúde.

No Brasil, a fluoretação das águas de abastecimento público é obrigatória, por lei federal, desde 1975, onde há estação de tratamento da água (ETA).

Embora esse flúor seja considerado benéfico para a população, já foram feitos estudos que mostram que 1,2 à 3 ppm de flúor na água potável, poderiam estar associados a "distúrbios do desenvolvimento dos ossos, como osteoesclerose, espondilose e osteoporose".

Um estudo de Harvard explica: "As crianças em áreas de alta quantidade de flúor tinham significativamente menor QI do que aqueles que viviam em áreas  de baixa quantidade de flúor".

A EPA teve declarações semelhantes, demonstrando como o flúor apresenta "evidência de neurotoxicidade de desenvolvimento" e pode danificar os bebês em gestação. "O flúor atravessa facilmente a placenta. A exposição ao flúor para o cérebro em desenvolvimento, que é muito mais suscetível a danos causados por substâncias tóxicas do que o cérebro maduro, pode, eventualmente, levar a danos de natureza permanente".

Um documento intitulado Fluride - A Modern Toxic Waste diz o seguinte: documentos de uma pesquisa mostram que o flúor aumenta a taxa de crescimento do tumor [de câncer] em 25% em apenas 1 ppm, produz tumores melanóticos, transforma células normais em células cancerosas e aumenta a carcinogênese de outros produtos químicos.

Foi mostrado em 1977 que a fluoretação da água provoca cerca de 10.000 mortes por câncer em estudos epidemiológicos por Dr. Dean Burk, o ex-chefe da Seção de citoquímica no Instituto Nacional do Câncer e Yiamouyiannis.

Proibição da Fluoretação[editar | editar código-fonte]

Diversos países do mundo, nos quais a cárie é uma doença controlada em termos de saúde pública, optaram por não utilizar a fluoretação da água. Contudo, os representantes desses países na Assembléia Mundial da Saúde se posicionam favoravelmente à fluoretação nas localidades onde essa medida é recomendada, segundo as técnicas de saúde pública. Não há evidência científica de que em baixas concentrações, conforme a encontrada nos oceanos, e preconizada para uso em saúde pública, o flúor represente algum risco para a saúde humana. Contudo, em concentrações elevadas, o flúor é uma substância tóxica que pode causar distúrbios de atenção, concentração e memória.

Métodos de Fluoretação[editar | editar código-fonte]

  • Na maioria das cidades brasileiras o teor recomendado de flúor nas águas deve ser de 0,7 mg F/l, aceitando-se uma variação de 0,6 a 0,8 mg F/l. Contudo, esse teor ótimo depende, fundamentalmente, das médias das temperaturas máximas anuais registradas em cada localidade. Isto faz com que em cidades onde essa média é mais baixa, o teor ótimo seja de 0,8 mg F/l.
  • A técnica de fluoretação, nas Estações de Tratamento de Água, pode variar conforme as características de cada sistema de tratamento da água. Tem sido comum, nas grandes cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, o emprego do ácido fluorsilícico. Mas há localidades que empregam o sal denominado flúorsilicato de sódio.
  • Em muitos municípios, como Lins e Presidente Prudente, no estado de São Paulo, as águas contêm, naturalmente, o teor ótimo de flúor, preconizado para prevenir cárie. Nesses casos, as ações de vigilância sanitária têm a finalidade de apenas monitorar a continuidade desses teores na água que abastece a população.
  • Em países em que o teor natural de flúor na água é homogêneo, como França, Suíça, Uruguai, Jamaica, dentre outros, é possível utilizar o sal de cozinha para levar flúor à população. A quantidade utilizada é de 250mg de fluoreto de sódio. Nessas situações, o custo é menor ainda e os benefícios preventivos similares. Contudo, em países de grande extensão territorial e nos quais haja heterogeneidade nos teores de flúor naturalmente existentes nas águas, a fluoretação do sal é praticamente inviável, pois requer medidas de extremo rigor para impedir que sal fluoretado seja consumido em locais onde os teores de flúor na agua sejam diferentes para mais ou para menos e, também, naquelas localidade onde as águas contêm, naturalmente, o teor ótimo de flúor.
  • O leite também pode ser fluoretado, em comunidades controladas, não beneficiadas por programas universais de exposição a fluoretos. A OMS reconhece o valor dessas experiências, e as apóia, como é o caso de algumas comunidades andinas, cujas populações sofrem com o isolamento da região e com dificuldades para obter e tratar água, no Chile.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]