Fobia

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Fobia
O medo de aranhas é uma das fobias mais comuns
Classificação e recursos externos
CID-10 F40.9
CID-9 300.20
OMIM 608251
MedlinePlus 000956
eMedicine article/288016
MeSH D010698

Fobia é um tipo de perturbação da ansiedade caracterizado por medo persistente de um objeto ou de uma situação.[1] As fobias geralmente causam o aparecimento súbito de medo e estão presentes por mais de seis meses. A pessoa afetada exerce grandes esforços para evitar a situação ou o objeto, geralmente a um grau superior em relação ao perigo real do próprio objeto ou situação. Quando não é possível o objeto ou a situação serem evitados, a pessoa afetada apresenta sinais acentuados de aflição. No caso de fobia ao sangue ou a ferimentos pode ocorrer desmaio,[1] e no caso de agorafobia são comuns ataques de pânico.[2] Geralmente, um indivíduo apresenta fobias a diversos objetos ou situações.[1]

As fobias podem ser divididas em fobias específicas, fobias sociais e agorafobia.[1][3] Entre os tipos de fobias específicas estão fobias a determinados animais, situações no ambiente natural, sangue, ferimentos ou outro tipo de situações específicas.[1] As mais comuns são o medo de aranhas, medo de cobras e medo das alturas.[4] Em alguns casos, as fobias são desencadeadas por uma experiência negativa com o objeto ou a situação. As fobias sociais são as fobias em que a pessoa afetada tem receio do julgamento de outras pessoas. A agorafobia é o medo de uma situação de que a pessoa sente que não é possível fugir.[1]

As fobias específicas podem ser tratadas com terapia de exposição, na qual a pessoa é introduzida à situação ou objeto em questão até o medo ser vencido. Neste tipo de fobias a medicação não tem utilidade.[3] As fobias sociais e a agorafobia são muitas vezes tratadas com uma combinação de psicoterapia e medicação.[5][6] Entre os medicamentos usados estão os antidepressivos, benzodiazepinas ou betabloqueadores.[5]

As fobias específicas afetam entre 6 e 8% das pessoas no mundo ocidental e entre 2 e 4% das pessoas na Ásia, África Subsaariana e Leste Europeu.[1] As fobias sociais afetam 7% das pessoas nos Estados Unidos e 0,5–2,5% das pessoas no resto do mundo. A agorafobia afeta 1,7% das pessoas.[2] As mulheres são afetadas o dobro dos homens. A idade média em que a condição se manifesta pela primeira vez é entre os 10 e os 17 anos. A prevalência é menor à medida que a idade avança.[1][2] As pessoas com fobias apresentam um risco acrescido de suicídio.[1]

Segundo Investigadores do Centro de Ansiedade da Universidade de Boston, 11% das pessoas têm uma fobia.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i American Psychiatric Association (2013), Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5th ed.), Arlington: American Psychiatric Publishing, pp. 190, 197–202, ISBN 0890425558 
  2. a b c American Psychiatric Association (2013), Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5th ed.), Arlington: American Psychiatric Publishing, pp. 204, 218–219, ISBN 0890425558 
  3. a b Hamm, AO (September 2009). «Specific phobias.». The Psychiatric clinics of North America [S.l.: s.n.] 32 (3): 577–91. doi:10.1016/j.psc.2009.05.008. PMID 19716991. 
  4. «Specific Phobias». USVA. Consultado em 26 July 2016. 
  5. a b «Anxiety Disorders». NIMH. March 2016. Consultado em 26 July 2016. 
  6. Perugi, G; Frare, F; Toni, C (2007). «Diagnosis and treatment of agoraphobia with panic disorder.». CNS Drugs [S.l.: s.n.] 21 (9): 741–64. doi:10.2165/00023210-200721090-00004. PMID 17696574.