Foca-de-weddell

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Mãe e filhote.

Mãe e filhote.
Um bebê da espécie Leptonychotes weddellii na Terra Adélia, na Antártida.
Um bebê da espécie Leptonychotes weddellii na Terra Adélia, na Antártida.
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Superfamília: Pinnipedia
Família: Phocidae
Género: Leptonychotes
Gill, 1872
Espécie: L. weddellii
Nome binomial
Leptonychotes weddellii
(Lesson, 1826)
Distribuição geográfica
WeddellRange 1.PNG

A foca-de-weddell (Leptonychotes weddellii) é uma foca carnívora que vive na Antárctida, mais concrectamente no mar de Weddell de onde provém o seu nome. Atinge pouco mais de 3 m e até 600 kg. Existem entre 250 mil e 800 mil em volta da Antártida, mas a concentração é maior no mar de Weddell, com pequenas colônias no arquipélago Órcadas do Sul e na ilha Georgia do Sul. A pele cinza, com manchas mais claras, a ajuda a se camuflar com as pedras, quando está em terra. A espécie permanece no continente e em ilhas próximas mesmo no inverno, e usa os dentes caninos e incisivos como uma serra: girando a cabeça em semi círculo, a foca estilhaça o duro gelo que cobre o mar, para cavar aberturas que usa como respiradouros. São encontrados buracos de 40 a 50 cm de diâmetro em locais onde o gelo tem 1 m de espessura. A perda desses dentes é um provável fator de mortalidade dessa foca, predadas também por orcas e focas-leopardo. No inverno, a foca-de-weddell vive e até dorme na água, onde a temperatura, em torno dos 2°C negativos, é mais ‘agradável’ que os 20° a 40°C negativos da atmosfera. A espécie comunica-se por cantos modulados, que ecoam no fundo e no ‘teto’ de gelo e são ouvidos a quilômetros de distância. Um sonar biológico permite que nade quase 2 km sob o gelo e depois ache seu respiradouro. Mergulha a mais de 700 m e por mais de uma hora, em busca de peixes, cefalópodes, krill e outras presas. Alimenta-se e acasala-se na água, e os filhotes nascem sobre o gelo, com cerca de 30 kg. A mãe só volta à água em três semanas, quando a cria já pode nadar. O recém-nascido ganha até 15 kg por semana, graças ao alto teor de gordura (60%) do leite materno.

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  1. ciencia hoje, maio de 1999 "as simpáticas focas da antártida"