Fogo sobre Terra

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Fogo sobre Terra
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 50 minutos
Criador(es) Janete Clair
País de origem  Brasil
Idioma original (português brasileiro)
Produção
Diretor(es) Walter Avancini
Vinicius de Moraes
Elenco
Tema de abertura "Fogo sobre Terra", Coral Som Livre
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Transmissão original 8 de maio de 19744 de janeiro de 1975
N.º de episódios 209

Fogo sobre Terra foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 8 de maio de 1974 e 4 de janeiro de 1975, às 20 horas, substituindo O Semideus e sendo substituída por Escalada.[1] Foi a 14ª "novela das oito" exibida pela emissora. Escrita por Janete Clair e dirigida por Walter Avancini e pelo poeta Vinicius de Moraes, contou com 209 capítulos. Foi produzida em preto-e-branco e teve supervisão de Daniel Filho.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

No final dos anos 1950, dois irmãos separados na infância se reencontram na condição de rivais ao decidir o destino de uma cidade e disputar o amor da mesma mulher. Pedro (Juca de Oliveira) e Diogo (Jardel Filho), filhos de fazendeiros de Mato Grosso, foram separados aos três anos de idade após perderem os pais em um desastre de avião. Pedro foi criado pela tia Nara, em Divineia, cidade fictícia localizada no sertão de Mato Grosso, enquanto Diogo foi levado para o Rio de Janeiro e criado pelo engenheiro Heitor Gonzaga, ex-amante de Nara.

No Rio, Diogo frequentou as melhores escolas e desenvolveu um temperamento prático que o levou a se formar em engenharia e a se transformar em um profissional muito bem-sucedido, contratado da empresa de Heitor Gonzaga, de quem adotou o sobrenome e a quem trata como pai. Foi casado e teve uma filha, mas carrega na consciência a culpa pela morte da ex-mulher, que cometeu suicídio logo após a separação.

Em Divineia, Pedro Azulão foi educado pelo beato Juliano (Ênio Santos) – piloto do avião em que seus pais morreram – e aprendeu desde cedo a tomar conta dos negócios do pai, firmando-se como o boiadeiro dono da maioria das terras de sua região. Valente, de temperamento explosivo e respeitado como uma autoridade pelos moradores, ele demonstra o amor que tem pela cidade, batizada com o nome da sua mãe, vigiando com austeridade os forasteiros e viajantes que por acaso atravessam o seu território.

Representando essas duas realidades – a modernidade e a tradição, o urbano e o rural –, os dois irmãos se reencontram 30 anos mais tarde, quando a empresa de Heitor Gonzaga envia Diogo a Mato Grosso para chefiar a construção de uma represa no local ocupado por Divineia. Situada às margens do rio Jurapori, a cidade deveria ser inundada pelas águas do rio. Os seus habitantes seriam, então, realocados em outra cidade, a ser construída quilômetros adiante, onde poderiam usufruir dos benefícios da irrigação do solo proporcionados pela barragem. Pedro Azulão, entretanto, não quer pagar o preço de ver sua cidade desaparecer em prol de um progresso no qual não acredita e estimula a população a se insurgir contra a obra.

Enquanto tenta convencer Pedro de que está propondo o melhor para a cidade, Diogo conhece e se apaixona por Chica Martins (Dina Sfat), namorada de infância do irmão. A mulher, que passa a ser o objeto da disputa dos dois irmãos, cresceu sonhando em ser rica e morar na cidade grande e, por isso, odeia tudo o que a lembre da sua origem humilde. Ela odeia até o próprio nome, a ponto de dizer que se chama “Débora” ao ser apresentada a desconhecidos. No passado, ela chegou a abandonar Pedro Azulão para fugir com um fazendeiro que passava pela cidade, mas se arrependeu e voltou. No início, seu interesse por Diogo reside essencialmente na perspectiva de deixar Divineia para viver na cidade grande, mas depois ela se apaixona pelo engenheiro.

Acompanhando Diogo, também chega a Divineia a jovem Bárbara (Regina Duarte). Ela é a filha que Heitor Gonzaga (Jayme Barcellos) teve com Nara (Neuza Amaral), quando esta tinha 16 anos. Foi levada ainda criança para a cidade grande e criada pelo pai, que nunca lhe contou a verdade a respeito da identidade da mãe. Seu maior drama são as frequentes crises nervosas que lhe provocam cegueira psicológica, uma consequência do trauma de ter sido afastada da mãe. Em Divineia, ela se aproxima de Pedro e de Nara e, a partir do relacionamento com os dois, consegue superar seu problema. Nara vai gradualmente ocupando o seu lugar no coração da filha, até que lhe revela a verdade. E Pedro se apaixona pela moça, que termina sendo a razão pela qual ele abandona o conflito com o irmão.

No decorrer da trama, enquanto os engenheiros dão início aos preparativos para a demolição da cidade, Pedro Azulão tenta tudo o que pode para impedir que o irmão leve a cabo seu empenho. Por causa disso, acaba temporariamente preso. Quando é libertado, ele se convence de que é inútil resistir e decide se trancar em casa e se deixar levar pelas águas, como forma de protesto. Mas Bárbara revela que está esperando um filho dele e lhe pede para pensar na felicidade da criança. Emocionado, Pedro abandona a cidade. No capítulo final, o progresso triunfa, e Divineia é submersa pelas águas do rio Jurapori. Nara, que insiste em permanecer na cidade, morre durante a inundação.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora nacional[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora internacional[editar | editar código-fonte]

  • "La Chanson Pour Anna" - Free Sound Orchestra
  • "It's All In The Game" - Tyrone Davis
  • "Machine Gun" - The Commodores (tema de locação)
  • "Seasons In The Sun" - Terry Jacks
  • "Sleepin' " - Diana Ross
  • "Tic Tac" - Alarm Clock
  • "I Won't Be Following You" - B. J. Thomas
  • "Don't Be Down" - Papi
  • "Rhapsody In White" - Barry White
  • "Can We Love Forever" - The Whispers
  • "Son Of Sagittarius" - Eddie Kendricks
  • "Bite You" - Bo Diddley
  • "I'll Love You Tenderly" - King Lou
  • "Black & Roll" - Max B.

meta: ** pontos

08/05 a 11/05/1974 ** ** 53 42 45 45 = 46

13/05 a 18/05/1974 42 44 45 41 46 42 = 43

20/05 a 25/05/1974 43 46 44 41 50 44 = 45

27/05 a 01/06/1974 40 39 39 39 40 43 = 40

03/06 a 08/06/1974 46 46 44 51 45 44 = 46

10/06 a 15/06/1974 44 46 45 44 39 46 = 44

17/06 a 22/06/1974 46 44 44 40 46 44 = 44

24/06 a 29/06/1974 45 44 51 43 44 42 = 45

01/07 a 06/07/1974 48 45 41 48 52 42 = 46

08/07 a 13/07/1974 39 45 46 44 44 47 = 44

15/07 a 20/07/1974 49 50 47 49 42 37 = 46

22/07 a 27/07/1974 47 49 45 50 49 42 = 47

29/07 a 03/08/1974 50 46 47 48 42 39 = 45

05/08 a 10/08/1974 45 47 45 53 46 54 = 48

12/08 a 17/08/1974 56 57 68 60 47 53 = 57

19/08 a 24/08/1974 52 60 59 54 58 53 = 56

26/08 a 31/08/1974 56 57 61 50 51 48 = 54

02/09 a 07/09/1974 55 56 56 51 50 ** = 54

09/09 a 14/09/1974 60 54 60 54 62 52 = 57

16/09 a 21/09/1974 58 55 58 59 56 61 = 58

23/09 a 28/09/1974 63 57 62 54 54 58 = 58

30/09 a 05/10/1974 56 55 55 54 57 61 = 56

07/10 a 12/10/1974 58 56 55 58 54 50 = 55

14/10 a 19/10/1974 58 59 56 56 51 52 = 55

21/10 a 26/10/1974 56 58 58 55 56 59 = 57

28/10 a 02/11/1974 ** ** ** ** ** = **

04/11 a 09/11/1974 51 59 57 61 55 50 = 55

11/11 a 16/11/1974 56 59 61 64 ** 61 = 60

18/11 a 23/11/1974 58 62 61 60 63 52 = 59

25/11 a 30/11/1974 61 58 56 60 61 62 = 60

02/12 a 07/12/1974 56 65 66 67 57 57 = 61

09/12 a 14/12/1974 55 52 67 58 57 54 = 57

16/12 a 21/12/1974 53 52 65 56 56 44 = 54

23/12 a 28/12/1974 44 55 ** 60 59 61 = 56

30/12 a 04/01/1975 49 56 ** 51 65 62 = 57

MÉDIA GERAL: 52 pontos

Referências

  1. «Fogo sobre terra». Teledramaturgia. Consultado em 15 de dezembro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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