Foguete reforçador

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Um foguete auxiliar ou reforçador, sendo integrado a um lançador Delta II.

Os termos: foguete auxiliar (português brasileiro) ou foguete reforçador (português europeu), ambos derivados do termo em inglês: booster, são aplicados no contexto de engenharia aeroespacial, mais especificamente, na área de foguetes.[1]

Definição e Utilização[editar | editar código-fonte]

Um foguete reforçador, é um foguete auxiliar, que é geralmente utilizado nos primeiros momentos logo após o lançamento, para aumentar o empuxo inicial original de um outro foguete. Depois de cumprida a sua missão de aceleração inicial, esses foguetes auxiliares são descartados (os mais sofisticados, podem ser recuperados usando paraquedas para reutilização futura).

A recuperação de um foguetes auxiliar do ônibus espacial.

Foguetes reforçadores, também podem ser usados no setor aeronáutico, tanto para acelerar o processo de decolagem, como para permitir aos aviões atingir velocidades extremas por períodos determinados durante o voo. Exemplos desse tipo de uso, são: Me 163, Bell X-1 e a SpaceShipOne.

Primeira decolagem do projeto JATO, que apesar do nome usava foguetes auxiliares.

Origens[editar | editar código-fonte]

O termo "booster", traduzido literalmente para "reforçador", começou a ser usado, quando motores de foguete originalmente projetados para outras finalidades, passaram a ser usados para impulsionar outros foguetes (em geral menores), a altitudes cada vez maiores.[2] O exemplo mais "didático" de foguete reforçador, é o Nike, na realidade o motor militar M5 movido a combustível sólido, que acabou sendo usado como estágio inicial (booster) de uma série de foguetes de sondagem, tais como: Nike Apache, Nike Cajun e Nike Orion por exemplo.

O motor de foguete militar M5.

Aplicações[editar | editar código-fonte]

Isolado[editar | editar código-fonte]

Um foguete auxiliar ou reforçador, pode constituir um primeiro estágio inteiro de um veículo lançador, como o Nike, já citado anteriormente, ou no moderno Ares I.

Foguete auxiliar como primeiro estágio do foguete Ares I.

Em grupo[editar | editar código-fonte]

Foguetes auxiliares ou reforçadores, podem também ser usados em grupo, numa configuração conhecida como "em penca", onde eles são dispostos ao redor (em inglês: strap-on) de um motor foguete principal, aumentando a sua capacidade de elevação de carga.

Foguetes auxiliares montados "em penca" nos lançadores Proton.

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Em relação ao combustível utilizado, existem dois grupos de foguetes reforçadores:

  • SRB - do termo em inglês: Solid Rocket Booster, movidos a combustível sólido, onde o exemplo mais conhecido é o do "Ônibus espacial", que durante o lançamento tem o auxílio de dois enormes foguetes reforçadores movidos a combustível sólido.[3]
Um foguetes auxiliar do ônibus espacial, sendo recuperado após o lançamento.
  • LRB - do termo em inglês: Liquid Rocket Booster, movidos a combustível líquido, onde o exemplo mais conhecido é o dos lançadores Soyuz, que durante o lançamento tem o seu primeiro estágio constituído de um núcleo central e mais quatro foguetes auxiliares dispostos "em penca" ao seu redor.[4]
As partes do lançador Soyuz, onde se vê claramente três dos quatro foguetes auxiliares.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ishiguro, Yuji. «MISSÕES ESPACIAIS E A ENERGIA NUCLEAR - Parte II. Foguetes Químicos» (PDF). INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS (IEAv). Consultado em 14 de abril de 2013 
  2. Jessa, Tega. «Booster Rocket». universetoday.com. Consultado em 14 de abril de 2013 
  3. «SOLID ROCKET BOOSTERS». Kennedy Space Center. Consultado em 14 de abril de 2013 
  4. «Soyuz FG - Launch Vehicle». spaceflight101.com. Consultado em 14 de abril de 2013