Fontana dell'Acqua Paola

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Vista da fonte.
Gravura de Piranesi (século XVIII).
Topo da fonte no alto da fonte, com a inscrição dedicatória e os símbolos papais, a tiara e as "chaves do céu".

Fontana dell'Acqua Paola ou Fonte da Água Paula, conhecida também como Il Fontanone ("A Grande Fonte"), é uma fonte monumental localizada no monte Janículo, perto da igreja San Pietro in Montorio, no Rione XIII - Trastevere de Roma, Itália. Foi construída em 1612 para marcar o final do aqueduto Água Paula, restaurado pelo papa Paulo V e de quem recebeu o nome. Foi a primeira grande fonte na margem esquerda do Tibre[1].

História[editar | editar código-fonte]

A Fontana dell'Acqua Paola foi inspirada pela popularidade da Fontana dell'Acqua Felice, construída entre 1585 e 1588 pelo papa Sisto V. Paulo V decidiu reconstruir e estender o arruinado aqueduto Água Trajana, construído pelo imperador romano Trajano (r. 98–117) para criar uma fonte de água potável para os residentes do Janículo, que eram até então forçados a obter água de fontes salobras ou diretamente do Tibre, distante e poluído. Ele levantou fundos para seu projeto em parte taxando o vinho, o que gerou protestos[2], o que lhe permitiu comprar os direitos sobre a água de uma fonte perto do lago Bracciano, não muito distante de Roma[3].

A fonte foi projetada por Giovanni Fontana, cujo irmão trabalhou na Fontana dell'Acqua Felice, e Flamínio Ponzio. Eles utilizaram mármore branco retirado do Templo de Minerva que ficava no Fórum de Nerva, que foi demolido para este fim, e construíram uma enorme porta de entrada com cinco arcos para receber a água do aqueduto. No alto da fonte estão a tiara e as "chaves do céu" papais, logo acima do brasão da família Borghese (uma águia e um dragão) suportado por anjos. A inscrição elogia poeticamente o papa Paulo por trazer água para os moradores da região.

Ao contrário da Fontana dell'Acqua Felice, que contava com uma grande quantidade de estátuas sobre temas bíblicos, o tema da Fontana dell'Acqua Paola era a própria água. Cinco fontes despejam-na abundantemente através dos arcos em cinco tanques de mármore. Em 1690, Carlo Fontana projetou uma piscina semicircular para receber a água que se derrama dos tanques de mármore. Postes, também de mármore, foram dispostos para impedir que as pessoas dessem de beber aos seus animais no local, mas a piscina era tentadora demais para os residentes, que frequentemente se banhavam na água, o que só acabou com uma lei de 1707 proibindo banhos e a lavagem de alimentos na fonte[4][5].

O formato da fonte serviu de inspiração para a Fontana di Trevi.

Referências

  1. Marilyn Symmes with Maria Ann Conelli, Fountains as Refreshment" in Fountains, Splash and Spectacle, Water and Design from the Renaissance to the Present. pg. 36. (em inglês)
  2. D'Onofrio, 1962, pg. 141-148
  3. Marilyn Symmes, pg. 36
  4. Marilyn Symmes, pg. 190.
  5. Sanfilippo, 1996.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • D'Onofrio, Cesare, Le Fontane di Roma, con documenti e disegni inediti, 2nd edition, Rome, 1962 (em italiano)
  • Sanfilippo, Mario, Fountains of Rome, Milan, 1996. |}
  • Marilyn Symmes, (editor), Fountains, Splash and Spectacle - Water and Design from the Renaissance to the Present. Thames and Hudson, in association with the Cooper-Hewitt National Design Museum and Smithsonian Institution. 1998. (em inglês)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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