Força de Emergência das Nações Unidas

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Soldados iugoslavos da UNEF em Sinai em 1957

A Primeira Força de Emergência das Nações Unidas (em inglês: First United Nation Emergency Force, UNEF I) foi criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas para garantir um fim à Crise de Suez de 1956 com a Resolução 1001 (ES-I) em 7 de novembro de 1956. A força foi implantada em grande parte como resultado dos esforços do Secretário-Geral Dag Hammarskjöld e uma proposta do ministro das Relações Exteriores canadense Lester Pearson. A Assembleia Geral tinha aprovado um plano apresentado pelo Secretário-Geral que previa a implantação da UNEF em ambos os lados da linha de armistício. No entanto, o governo de Israel recusou-se a permitir a implantação da UNEF em seu lado da linha.

História[editar | editar código-fonte]

A UNEF foi a primeira força militar das Nações Unidas de seu tipo.

Uma vez que as resoluções operatórias da ONU não foram aprovadas no âmbito do Capítulo VII da Carta das Nações Unidas, a implantação prevista de uma força militar teve que ser aprovado pelo Egito e Israel. O Primeiro Ministro de Israel recusou-se a restabelecer as linhas de armistício de 1949 e afirmou que sob nenhuma circunstância Israel concordaria com o estacionamento de forças da ONU no seu território ou em qualquer área que ocupava. Depois de negociações multilaterais com Egito, onze países ofereceram-se para contribuir em uma força no lado egípcio da linha de armistício: Brasil, Canadá, Colômbia, Dinamarca, Finlândia, Índia, Indonésia, Noruega, Polônia, Suécia e Iugoslávia.[1] Foi também prestado apoio por parte dos Estados Unidos, Itália e Suíça. As primeiras forças chegaram pela primeira vez no Cairo em 15 de novembro; a UNEF encontrou seu pleno vigor de 6000 soldados em fevereiro de 1957. A força foi totalmente implantada em áreas designadas em torno do Canal de Suez, no Sinai e em Gaza, quando Israel retirou suas ultimas forças de Rafah em 8 de março de 1957. O Secretário-Geral solicitou estacionar forças da UNEF no lado israelense das linhas do armistício de 1949, mas tal solicitação foi rejeitada por Israel.

Comandantes da Força[editar | editar código-fonte]

Estacionadas na cidade de Gaza:

  • Novembro de 1956 a Dezembro de 1959: Tenente-General E.L.M Burns (Canadá)
  • Dezembro de 1959 a Janeiro de 1964: tenente-general P.S Gyani (Índia)
  • Janeiro de 1964 a Agosto de 1964: Major-General Carlos F. Paiva Chaves (Brasil)
  • Agosto de 1964 a Janeiro de 1965: Coronel Lazar Mušicki (Iugoslávia) (em exercício)
  • Janeiro de 1965 a Janeiro de 1966: Major-General Syseno Sarmento (Brasil)
  • Janeiro de 1966 a Junho de 1967: Major-General Indar J. Rikhye (Índia)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fabiano Luis Bueno Lopes (12/9/2007). «O Brasil no deserto». Revista de História. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]