Forças de Defesa de Israel
| Forças de defesa de Israel צְבָא הַהֲגָנָה לְיִשְׂרָאֵל |
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|---|---|
Militares de infantaria de Israel em marcha. |
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| País | |
| Forças armadas | |
| Conscrição | Serviço militar obrigatório |
| Pessoal ativo | 187 500[1] (34º) |
| Pessoal na reserva | 565 000[1] |
| Despesas | |
| Orçamento | USD$13,3 bilhões[3] (2009) - (6º) |
| Percentual do PIB | 2.6% (2006)[2] |
| Indústria | |
| Fornecedores estrangeiros | |
As Forças de Defesa de Israel (em hebraico: צבא ההגנה לישראל, transl.
? Tzvá HaHaganá LeYisra'el, lit. "Exército de Defesa para Israel"[7] ), conhecidas comumente no país pelo acrônimo hebraico Tzahal (צה"ל), são as forças militares de Israel, que englobam suas forças terrestres, bem como a sua marinha e aeronáutica, e foram formadas durante a independência do país.
Em 14 de fevereiro de 2011 foi nomeado como novo comandante do exército israelense o major-general Benny Gantz, que substituiu Gaby Ashkenazy depois de este último ter comandado o exército durante 7 anos, e foi promovido para tenente-general[8] .
Índice
História[editar | editar código-fonte]
No período entre 1948 e 1949, quando Israel enfrentou os exércitos dos países árabes, que não aceitavam o estabelecimento do Estado Judeu, as antigas facções armadas dos sionistas foram reunidas e aparelhadas com armas e munição fabricadas ilegalmente e também doadas por outros países, em especial a Tchecoslováquia.
Mesmo em outras regiões do mundo, todos os cidadãos israelenses judeus maiores de 18 anos são aplicáveis às Forças de Defesa.
Devido a seu treinamento rigorosíssimo (veja abaixo) as FDI situam-se hoje entre as mais bem reputadas forças de combate do mundo, tendo atuado em cinco grandes conflitos, desde a sua criação, como também executado diversas operações "cirúrgicas" como:
- O bombardeio da usina nuclear iraquiana Osirak em 1981 (que evitou a posse de bombas nucleares a Saddam Hussein durante sua invasão ao Kuwait em 1991, ou mesmo até durante a guerra que travou com o Irã durante 1980-1988 - a Guerra Irã-Iraque). Nesta operação participaram 8 aeronaves F-16 com defesa aérea de 6 caças F-15.
- Operação Perna de Pau, ataque aéreo de 8 caças F-15 ao quartel general da OLP na Tunísia em 1985, à uma distância de 2300 km, envolvendo reabastecimentos aéreos sobre o mar mediterrâneo.
- O ataque aéreo a uma usina nuclear na Síria em setembro de 2007.
Exército, Marinha e Força Aérea possuem um conjunto unificado, encabeçado por um chefe de Estado-Maior, que é responsável perante o Ministério da Defesa e indicado para um mandato de três ou quatro anos.
Israel juntou-se em 1988 ao seleto e restrito clube de países lançadores de satélites de espionagem.[9] Em 11 de junho de 2007, foi lançado da base aérea israelense de Palmachim na costa mediterrânea de Israel um vehículo espacial shavit carregando o satélite Ofek 7, capaz de detectar objetos de 70 cm sobre a face da terra.[10]
Serviço militar em Israel[editar | editar código-fonte]
Todos os cidadãos israelenses física e mentalmente aptos devem apresentar-se aos 18 anos de idade. Não apenas judeus, mas também drusos, circassianos e beduínos.
Os cidadãos do sexo masculino servem por um período de três anos. Terminado o serviço obrigatório, cada um é indicado para uma unidade de reserva, na qual servirá por um período que varia entre 30 e 60 dias por ano e que pode ser prorrogado por mais tempo, dependendo da necessidade. Já é parte do cotidiano nacional o "rodízio" entre os cidadãos fardados e os que não estão servindo. Se desejar, o soldado pode seguir a carreira militar, alistando-se para servir na ativa ou entrando para cursos de preparação de oficiais. Soldados e oficiais de carreira aposentam-se após 20 anos de serviço.
As FDI permitem a continuidade dos estudos bíblicos de soldados que seguem a religião, enquanto cumprem com o serviço militar obrigatório, e também se responsabiliza pela assimilação de imigrantes de diversas origens e idiomas que também são aptos a vestir a farda, aos quais são oferecidos cursos rápidos de hebraico e inglês para operar com as máquinas.
Mulheres[editar | editar código-fonte]
Também as mulheres devem prestar o serviço militar obrigatório em Israel. A exemplo do que ocorre com os homens, as mulheres aptas são recrutadas aos 18 anos de idade, e servem por um período inicial de dois anos. Após o cumprimento desse serviço, mulheres servem na reserva uma vez por ano, até os 24 anos de idade (enquanto seus pares masculinos servirão até os 40 anos de idade).
Judeus ultra-ortodoxos[editar | editar código-fonte]
Os judeus ultra-ortodoxos eram isentos do serviço militar, a não ser que exerçam funções religiosas junto aos militares, como ministrar orações, ou exercendo programas que combinam estudos religiosos e serviço militar, em hebraico, Hesder. Mas em recente votação no parlamento [11] os judeus ultra-ortodoxos passarão, a partir de 2017, também a servir ao exercito como os outros cidadãos.
Galeria[editar | editar código-fonte]
-
Um F-16 da força aérea de Israel.
-
Um soldado de Israel com seu fuzil M4.
-
Um tanque Merkava israelense.
-
Soldados de infantaria israelenses em Hebrom, 2014.
-
Um F-15 israelense.
-
Lançador do mísseis do sistema "Cúpula de Ferro".
Referências
- ↑ a b The Institute for National Security Studies", chapter Israel, June 17, 2009.
- ↑ CIA - The World Factbook
- ↑ 51.6 mld NIS
- ↑ [1]
- ↑ [2]
- ↑ [3]
- ↑ Bein, Alex. The Jewish question: biography of a world problem, 1990
- ↑ http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/gantz-takes-over-as-idf-chief-i-am-ready-to-face-the-challenges-1.343323
- ↑ [4]
- ↑ [5]
- ↑ http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140312_ortodoxos_exercito_lei_gf.shtml