Forest plot

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Um gráfico genérico do tipo forest plot
Um exemplo de gráfico forest plot de cinco odds ratio (quadrados, o tamanho é proporcional ao peso utilizado na meta-análise), com o resultado (linha central do losango), os intervalos de confiança associados (representados pelas pontas laterais do losango) e a linha vertical contínua que representa a ausência de efeito. Os nomes (fictícios) dos estudos são apresentados à esquerda, odds ratio e intervalos de confiança à direita.

Forest plot é um modelo gráfico desenhado para comparar o efeito de um tratamento em múltiplos estudos científicos quantitativos com um mesmo tema em questão. Ele foi desenvolvido para o uso em pesquisas médicas como uma forma de representar graficamente uma meta-análise dos resultados de estudos clínicos randomizados controlados.

Embora o modelo forest plot possa assumir várias formas, ele geralmente é apresentado em duas colunas. A coluna da esquerda lista o nome dos estudos (frequentemente estudos clínicos randomizados controlados ou estudos epidemiológicos), geralmente em ordem cronológica, de cima para baixo. A coluna da direita exibe a medida de efeito (por exemplo, odds ratio) para cada um dos estudos (representada por um quadrado, em geral), incorporando os intervalos de confiança, representados por uma linha horizontal. O gráfico pode ser apresentado em escala logarítmica natural quando utiliza odds ratio, por exemplo, de modo que os intervalos de confiança sejam simétricos. A área de cada quadrado é proporcional ao peso do estudo na meta-análise. A medida de efeito total da meta-análise é, geralmente, representada no gráfico como uma linha vertical pontilhada. A medida de efeito da meta-análise costuma ser representada por um losango, sendo que suas pontas laterais indicam os intervalos de confiança dessa estimativa.

Uma linha vertical representando a ausência de efeito também é apresentada. Se o intervalo de confiança de um estudo individual ultrapassar esta linha, isso demonstra que, em um determinado nível de confiança, seu tamanho de efeito não difere da ausência de efeito. O mesmo se aplica à medida de efeito da meta-análise: se o losango ultrapassar a linha de ausência de efeito, o resultado da meta-análise de modo geral não pode ser tido como diferente da ausência de efeito dentro de um determinado nível de confiança.

Forest plots começaram a ser utilizados na década de 1970. Um diagrama é encontrado em um livro de 1985 sobre meta-análises.[1] A primeira vez em que o nome "forest plot" foi utilizado parece remontar a um pôster apresentado em um encontro da Sociedade para Ensaios Clínicos em Pittsburgh (EUA), em maio de 1996.[2] Uma investigação informativa sobre a origem da noção de "forest plot" foi publicada em 2001.[3] O nome se refere à "floresta" de linhas produzida. Em setembro de 1990, Richard Peto brincou que o nome do diagrama fora dado em homenagem a um pesquisador de câncer de mama chamado Pat Forrest e, como um resultado, algumas vezes encontra-se a grafia errônea "Forrest plot".[3]

Referências

  1. Larry V. Hedges & Ingram Olkin (1985). Statistical Methods for Meta-Analysis. Orlando: Academic Press. ISBN 0-12-336380-2 
  2. Bijnens L, Collette L, Ivanov A, Hoctin Boes G, Sylvester R (1996). Can the forest plot be simplified without losing relevant information in meta-analyses? Communication at the meeting of the SCT, Pittsburgh, Pennsylvania, 5–8 May 1996. Controlled Clinical Trials 17(2S): 124.
  3. a b Steff Lewis & Mike Clarke (June 2001). «Forest plots: trying to see the wood and the trees». BMJ. 322 (7300): 1479–1480. doi:10.1136/bmj.322.7300.1479. PMC 1120528Acessível livremente. PMID 11408310  Verifique data em: |date= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • MIX 2.0 – software to perform meta-analysis and create forest plots in Excel.
  • MetaXL – Software that can create forest plots and run bias adjusted meta-analyses