Forfun

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Forfun
Informação geral
Origem Rio de Janeiro, RJ
País  Brasil
Gênero(s) Rock alternativo, reggae fusion, rap, funk rock, pop punk.
Período em atividade 2001 - 2015
Gravadora(s) Supermusic, Corredor 5, Deck
Afiliação(ões) Gustavo Black Alien, Rodrigo Lima, Ponto de Equilíbrio, Charlie Brown Jr., Oriente, Vivendo do Ócio, Toni Garrido, Scracho, Los Hermanos, Dibob, Braza
Integrantes Danilo Cutrim
Rodrigo Costa
Vitor Isensee
Nicolas Christ
Ex-integrantes Bruno Tizé
Página oficial www.forfun.art.br

Forfun foi uma banda carioca formada em 2001 por Danilo Cutrim (vocal e guitarra), Rodrigo Costa (vocal e baixo), Vitor Isensee (vocal, guitarra e teclados) e Nicolas Christ (bateria). A banda misturava o rock com elementos do funk e do reggae.

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Iniciada como um trio, no ano de 2001, era composta por Danilo Cutrim na guitarra e vocal, Vitor Isensee no baixo e Bruno Tizé na bateria. Bruno Tizé foi substituído por Nicolas Christ, um antigo amigo de escola de Danilo e baterista de várias outras bandas, como Acesso de Raiva, Riveraid, e 15 Kelvin, banda na qual os dois chegaram a tocar juntos, em 1998.[carece de fontes?] Thiago Niemeyer, vocalista da banda Darvin, foi convidado e levou o grupo ao estúdio de Breno, baterista, da Darvin na época, em Niterói, onde tiveram sua primeira experiência com gravação em estúdio.[carece de fontes?]

Em dois dias, eles gravaram quatro canções, e na mesma semana, contando com a ajuda de mais um grande amigo, Flash, colocaram no ar o primeiro site da banda.[carece de fontes?] No mesmo ano fizeram novas gravações e lançaram duas canções num CD demo, que vendiam por cinco reais nos concertos. Paralelamente, divulgavam as faixas por meio da internet, no boca-a-boca, e de todas as maneiras possíveis.[carece de fontes?]

Em seguida, a banda teve mais uma mudança de formação: Vitor foi para a segunda guitarra e Rodrigo Costa assumiu o baixo, passando também a dividir os vocais com Danilo.

Das Pistas de Skate às Pistas de Dança[editar | editar código-fonte]

Em 2003, gravaram um álbum demo com 12 faixas chamado Das Pistas de Skate às Pistas de Dança,[carece de fontes?] no estúdio Hanói, em Botafogo.[carece de fontes?] James, idealizador do selo Dry-Ice Records, embora novo na área musical, já tinha a experiência de ter produzido e distribuído pelo Brasil duas coletâneas de Hardcore (Gritando HC 1 e 2).[carece de fontes?]

Ele se interessou pelo som da banda e fechou a parceria para distribuir pelo seu selo o Das Pistas de Skate às Pistas de Dança por todo o país.[carece de fontes?] Começaram a produzir os primeiros vídeos da banda usando as cenas gravadas nos shows e nas viagens, estava formada a Na de 1 Produções, que teria fim três anos mais tarde. E no final daquele ano tocaram fora do estado pela primeira vez, no Festival Extreme Nuts, em Curitiba - Paraná, com Food 4 Life, A-OK, Aditive, e Bad Car Crash, entre outras.

A partir do ano de 2004 contaram com a ajuda de vários amigos pelo Brasil, que os divulgavam em sites, tais como: Punknet, Lbvidz, entre outros. Graças à essas iniciativas de amigos e fãs, produtores de shows do underground, como Adriano e Sérgio, de Curitiba, Daniel Sant' Ana, Felipe Snipes e Iguito, de Recife, começaram a os requisitar, assim tiveram oportunidade de tocar em várias cidades pelo Brasil.

Teoria Dinâmica Gastativa[editar | editar código-fonte]

Em 2005 cruzaram o caminho de Liminha (músico e produtor), que produziu o primeiro álbum oficial da banda, o Teoria Dinâmica Gastativa, nos estúdios Supermusic (selo filiado a Universal Music Brasil). Algumas músicas do trabalho anterior passaram por uma nova produção e foram relançadas.

Dois anos mais tarde foram convidados para participar da gravação do show MTV ao Vivo: 5 Bandas de Rock, ao lado de bandas da mesma geração: Fresno, Hateen, Moptop e NX Zero. No show, apresentaram ao público duas faixas do então futuro disco, Polisenso, "Gruvi Quântico" e "Sigo o Som".

Polisenso[editar | editar código-fonte]

Em 2007, a banda decidiu procurar um espaço para o grupo, um lugar onde eles pudessem se encontrar para moldar o novo disco da banda. Encontraram numa pequena vila em Botafogo a "Casinha" (forma com que apelidaram o QG da banda), lá criaram seu pequeno estúdio e fizeram toda a pré-produção do álbum Polisenso. Algum tempo mais tarde seus amigos pessoais e de estrada, da banda Scracho, mudaram-se para a casa ao lado.

Em 2008, é lançado Polisenso, gravado nos estúdios AR e Atemporal, e pré-produzido na Casinha. O álbum foi disponibilizado inteiro para download no site da banda. O disco também trouxe uma mudança estrutural na banda, devido à incursão no mundo dos elementos eletrônicos, o guitarrista Vitor, passou da guitarra para os sintetizadores e programações de efeitos, atuando na velha função apenas nas canções antigas, nos shows.

Alegria Compartilhada e Forfun ao Vivo no Circo Voador[editar | editar código-fonte]

Lançado em 2011, Alegria Compartilhada foi produzido por Daniel Ganjaman. O álbum contou com as participações de Black Alien, ex-Planet Hemp; Guto Bocão, mestre de bateria da Vai-Vai; Tiquinho, trombonista do grupo Funk Como Le Gusta; Fernando Bastos da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana; Paulinho Viveiro que toca trompete na banda do Seu Jorge e Daniel Ganjaman, que além de produzir o álbum, participou de algumas faixas tocando teclado e até cantando como backing.

No final de 2012, a banda promoveu um crowdfunding no site Catarse, visando arrecadar dinheiro para a gravação de seu primeiro DVD, cuja gravação aconteceu no dia 20 de dezembro daquele ano no Circo Voador, em sua lotação máxima, contando com participações especiais de Dedeco (Dibob); Liminha (produtor do álbum Teoria Dinâmica Gastativa), Rodrigo Lima (Dead Fish) e Toni Garrido (Cidade Negra).

Lançado em 2013, Forfun ao Vivo no Circo Voador também contou com três faixas inéditas em seus extras. As três faixas fazem parte do EP Solto, "Ahorita", "Malícia" e "Terra de Cego".

Nu e fim da banda[editar | editar código-fonte]

Em 2014, a banda lança seu quinto e último álbum, Nu, com 11 faixas além do cover de "O Papa é Pop", dos Engenheiros do Hawaii. Na noite de 9 de junho de 2015, a banda publicou um texto em sua página do Facebook informando o fim das suas atividades, em busca de novos projetos pessoais. No mesmo anúncio, a banda pretende fazer uma turnê de despedida no mesmo ano, como uma forma de dizer "até logo", já que a banda afirma que "O Forfun está encerrando um ciclo mas a banda não se encerra, pois estará curtindo sua aposentadoria enquanto seus eternos operários vão seguir trabalhando em outros projetos". Muito se discute a respeito do porquê de uma banda que estava se consolidando cada vez mais no cenário nacional, com um som amadurecido e novo.

Em 2016, após o fim do Forfun, os ex-integrantes Danilo Cutrim, Nicolas Christ e Vitor Isensee anunciaram um novo projeto chamado Braza, o qual teve seu primeiro álbum homônimo lançado no dia 17 de março de 2016. O ex-baixista e vocalista Rodrigo Costa seguiu com outros projetos, integrando as bandas Tivoli e Carranca.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Última formação[editar | editar código-fonte]

  • Danilo Cutrim: vocal, guitarra (2001 - 2015)
  • Rodrigo Costa: vocal, baixo (2003 - 2015)
  • Vitor Isensee: vocal (2001 - 2015), baixo (2001 - 2003), guitarra (2003 - 2008), teclados (2008 - 2015)
  • Nicolas Christ: bateria (2002 - 2015)

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

  • Bruno Tizé: bateria (2001 - 2002)

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Demos[editar | editar código-fonte]

  • (2003) Das Pistas de Skate às Pistas de Dança

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

  • (2005) Teoria Dinâmica Gastativa
  • (2008) Polisenso
  • (2011) Alegria Compartilhada
  • (2014) Nu

EPs[editar | editar código-fonte]

  • (2013) Solto

DVDs ao vivo[editar | editar código-fonte]

Contribuições e projetos[editar | editar código-fonte]

  • No início da carreira, a banda contou com as participações de Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos do presidente Jair Bolsonaro. Eduardo chegou a participar do clipe "História de Verão". Os membros da família Bolsonaro cultivavam amizade com os integrantes da banda, conhecida por músicas como "Hidropônica" e "Good Trip", que remetem à drogas ilícitas. Isso gerou acusações de hipocrisia, pois, a família Bolsonaro é conhecida por seu posicionamento conservador e crítico às drogas[1].
  • Em 2012, Vitor Isensee e Danilo Cutrim se juntaram ao amigo Dedeco (Dibob) e lançaram uma música em homenagem ao Rio de Janeiro, intitulada "Rio Porque Tô no Rio"[2].
  • No final de 2012, Vitor Isensee lançou seu primeiro livro, intitulado Vivas Veredas, com poesias[3].

Referências

  1. Roberto, Eduardo; Cavalcanti, Amanda (11 de setembro de 2018). «O passado playsson-emo de Eduardo Bolsonaro». Vice. Consultado em 28 de maio de 2019 
  2. Neto, Lauro (12 de novembro de 2012). «Forfun e Dibob lançam clipe 'Rio porque tô no Rio', uma ode à cidade». O Globo. Grupo Globo. Consultado em 13 de novembro de 2015 
  3. Prezotto, Julia (11 de junho de 2015). «Forfun encerra a carreira, mas não descarta planos para o futuro». Portal MTV. Viacom Media Networks. Consultado em 13 de novembro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]